Insolvências na construção aumentaram quase 10% no arranque de 2026

Este aumento reforça a sensibilidade da atividade ao contexto económico, aos custos operacionais e às condições de financiamento.
Construção civil
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Os primeiros cinco meses deste ano registaram um aumento no número de insolvências em Portugal (+2,7%), passando de 930 no mesmo período de 2025 para 955 processos. O setor da construção foi um dos que teve aumentos mais relevantes, na ordem dos 9,7%, ficando apenas atrás do setor dos Serviços, que registou um crescimento homólogo de 14,8%.

De acordo com a Allianz Trade, estes aumentos nas insolvências registados em ambos os setores revelam a sua sensibilidade ao contexto económico, aos custos operacionais e às condições de financiamento. Foram também observados aumentos nos setores químico, ‘commodities’ e tecnologias de informação, mas, uma vez que partem de bases estatísticas mais reduzidas, a sua leitura deve ser realizada com prudência. Já os setores do Retalho, Agroalimentar e Têxteis registaram, respetivamente, recuos de 16,8%, 5,4% e 0,9%.

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Março e abril foram os meses mais negativos

Em termos temporais, o mês de fevereiro foi o mais favorável, registando um recuo de -16,3%, mas, logo de seguida, os meses de março e abril aceleraram drasticamente, com aumentos de +22,2% e +21%, respetivamente. Maio foi um pouco mais positivo, apresentando uma redução homóloga de 9,5%.

Microempresas e empresas antigas lideram insolvências

No que respeita à dimensão, foram as microempresas que registaram a grande maioria das insolvências, com 66% do total, seguindo-se as médias empresas com um aumento de 32,4%. Por sua vez, pequenas empresas tiveram uma redução de 8,4%.

Na antiguidade, as empresas com mais de uma década de atividade registaram mais de metade do total de todos os processos de insolvência registados naquele período. Empresas entre os 2 e os 5 anos de atividade registaram também um aumento expressivo, na ordem dos 26,1%.

Lisboa aumenta insolvências e Porto recua

Apesar de as duas maiores cidades do país continuarem, juntas, a concentrar 44% do total de insolvências a nível nacional, Lisboa registou um aumento de 7,5% entre janeiro e maio deste ano, enquanto o Porto teve uma descida de 8,9%. Setúbal (+32,6%), Viseu (+16,7%), Braga (+12,2%) e Leiria (+8,3%) foram os territórios com aumentos mais expressivos, enquanto Coimbra (-40,6%), Santarém (-38,2%) e Castelo Branco (-31,6%) apresentaram as maiores reduções.

Os dados da Allianz Trade demonstram, assim, que há uma evolução diferenciada entre setores, regiões, dimensões e antiguidades das empresas. A proximidade ao mercado e a monitorização contínua dos sinais de risco continuam a ser fundamentais para antecipar tendências e apoiar uma tomada de decisão informada.

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