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Novo Banco vende carteiras de ativos (imóveis e crédito) com valor de 800 milhões

Autor: Redação

O Novo Banco anunciou esta segunda-feira (5 de agosto de 2018) que chegou a acordo para vender duas carteiras de ativos (imobiliários e não produtivos), que em conjunto têm um valor contabilístico de cerca de 800 milhões de euros. 

As duas transações distintas deverão estar concluídas até final do ano, sendo que o valor do encaixe não foi revelado pelo banco liderado por António Ramalho. 

No que diz respeito à venda da carteira de ativos imobiliários, e conforme já tínhamos noticiado, o comprador foi Cerberus Capital Management.  

“(…) O Novo Banco, S.A. informa que assinou um contrato-promessa de compra e venda com entidades indiretamente detidas por fundos geridos pela Cerberus Capital Management, L.P., uma sociedade sediada em Nova Iorque, para a venda de uma carteira de ativos imobiliários, designado por ‘Projeto Sertorius’. A carteira com um valor bruto contabilístico de 487,8 milhões de euros é composta por 195 imóveis agregados, que se traduzem em 1.228 unidades individuais, com usos industrial, comercial, terrenos e residencial, incluindo estacionamentos. Após a concretização da venda, a gestão da carteira será realizada por um servicer de referência em Portugal na gestão deste tipo de ativos, que irá incorporar nos seus quadros até 13 colaboradores do Novo Banco”, refere a entidade em comunicado enviado à CMVM.

Numa outra operação, também comunicada à CMVM, o banco liderado por António Ramalho informa que “a sua sucursal em Espanha e a Novo Banco Servicios Corporativos, S.L. celebraram um contrato de compra e venda com a Waterfall Asset Management L.L.C., uma sociedade gestora de ativos sediada em Nova Iorque, para a venda de uma carteira de ativos imobiliários e crédito não produtivo (non-performing loans), designado por ‘Projeto Albatroz’”. “A carteira tem um valor bruto contabilístico para o novo Banco, ao nível consolidado, de 308 milhões de euros”, lê-se no documento. 

Estas operações representam "mais um importante passo no processo de desinvestimento de ativos não estratégicos do Novo Banco, prosseguindo este a sua estratégia de foco no negócio bancário”, refere a entidade. 

O Novo Banco quer continuar a acelerar a limpeza das carteiras de crédito malparado, com o objetivo de chegar a um rácio de 10% entre este ano e o próximo, ou seja, reduzir o crédito em incumprimento para metade.