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Impulsionar o mercado de escritórios é um dos desafios imobiliários para 2019

Autor: Leonor Santos

A procura das grandes multinacionais para a instalação de escritórios ou espaços de co-working em Portugal segue a todo o vapor. A oferta, por outro lado, ainda é tímida, e não consegue dar resposta imediata a quem escolheu Portugal para investir. Maria Empis, diretora de research da JLL, considera que os escritórios são “sem sombra de dúvida” o grande desafio de 2019.

“Neste momento, a par do desafio das casas, impõe-se o desafio dos escritórios para as multinacionais que se querem instalar no país”, refere a especialista ao idealista/news, à margem da apresentação do estudo Market Beat 360º da consultora. Considera que a resposta do mercado residencial também está desfasada, mas admite que o “mercado imobiliário não se constrói de um momento para o outro”, antevendo o aparecimento de novos projetos de construção de raiz nos próximos anos.

Confrontada com a possibilidade das multinacionais ponderarem dar um “passo atrás” no momento de vir para Portugal, porque faltam espaços de escritórios, a responsável é perentória: “As empresas estão dispostas a esperar se souberem que o projeto vai arrancar, ainda que a resposta à procura não seja imediata”. Marta Empis admite que o volume de metros quadrados (m2) previsto para este ano ainda é “muito curto” e que é preciso aumentar a área disponível.

Segundo a especialista, as empresas que se querem mudar para Portugal precisam de mais escritórios e também de um mercado de arrendamento dinâmico, um “mercado pouco explorado e quase inexistente no país”. Confia que a recente aprovação das sociedades de investimento e gestão imobiliária (SIGI), mais conhecidas por REIT (Real Estate Investment Trusts), podem vir colmatar esta lacuna e “trazer novas oportunidades para o arrendamento”.