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Ocupação de escritórios está dinâmica no Porto e a abrandar em Lisboa

Foram ocupados 8.070 m2 na Invicta em setembro, bem mais que em Lisboa (4.642 m2).

Autor: Redação

O mercado de escritórios está a reagir à pandemia da Covid-19 de forma distinta em Lisboa e no Porto: em setembro foram ocupados 8.070 metros quadrados (m2) na Invicta – um dos melhores meses do ano – enquanto na capital foram apenas tomados 4.642 m2. No acumulado do ano, o mercado do Porto está 28% acima de 2019, com 38.650 m2 ocupados entre janeiro e setembro. Em Lisboa, pelo contrário, a atividade decresceu 30% em termos homólogos, tendo sido ocupados apenas 102.041 m2 até setembro. 

Em causa estão dados que constam no Office Flashpoint da JLL, que analisa a dinâmica do segmento de escritórios em setembro. Segundo a consultora, contabilizaram-se no Porto sete transações em setembro, com uma área média de 1.153 m2. “O CBD-Baixa foi a zona mais dinâmica, com 63% do ‘take-up’, acolhendo a maior operação do mês, designadamente a expansão da Natixis no Porto Business Plaza em cerca de 4.400 m2”, refere a empresa, em comunicado.

Já em Lisboa registaram-se, também em setembro, nove operações com uma área média de 516 m2, com o ‘take-up’ de 4.642 m2 a apresentar um decréscimo de 65% face ao mês anterior e de 52% face ao homólogo. “A zona mais ativa do mês foi o Parque das Nações, com 48% da atividade, e a procura foi dominada pelas empresas de ‘TMT’s & Utilities’, com um peso de 42%”, lê-se no documento.

Para Mariana Rosa, Head of Office/Logistics Agency & Transaction Management da JLL, “setembro marcou a volta de muitos colaboradores aos escritórios numa base mais constante, após meses de ausência devido à pandemia”, tendo as empresas já percebido “a importância do escritório físico como um ponto central do ‘network’ interno”. “Contudo, esta vontade de reativar o dia a dia ainda não se traduziu na procura de novos espaços em Lisboa. Há uma clara presença de operações de pequena dimensão, por necessidade imediata, com as operações de grande escala ainda em ‘standby’”, acrescenta.

No que diz respeito ao Porto, a responsável considera que o mercado vive “uma fase diferente de maturidade”. “O panorama em setembro foi bem mais positivo que em Lisboa, pelo que, mesmo num contexto como o atual, pode apresentar um desempenho mais favorável, especialmente na comparação com o ano passado”, conclui.