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Critical TechWorks vai ocupar 10.000 m2 do K-Tower no Parque das Nações

Este já é considerado um dos maiores contratos de ocupação de escritórios realizado nos últimos meses em Lisboa.

JLL/Krest
JLL/Krest
Autor: Redação

Um dos maiores contratos de ocupação de escritórios realizado nos últimos meses em Lisboa – e até no país - já foi fechado. Trata-se 10.000 metros quadrados (m2) do K-Tower, no Parque das Nações, que foram contratados pela Critical TechWorks, uma empresa que surge no seio da joint-venture criada entre o BMW Group e a Critical Software.

Esta operação foi fechada com o apoio da consultora JLL, que representou a Krest Real Este Investment (Krest), a proprietária e promotora deste projeto que já está em construção na capital. Apesar do contrato já ter sido celebrado, o imóvel só deverá estar pronto a ocupar em 2023, revela a JLL em comunicado.

A procura de escritórios na capital continua dinâmica e a conclusão deste contrato veio provar isso mesmo. “Concretizar uma operação com esta dimensão para um projeto que está em construção numa conjuntura ainda marcada pela pandemia, é uma evidência da confiança do tecido empresarial na recuperação da economia”, assume Mariana Rosa, Head of Leasing Markets Advisory da JLL. No seu entendimento, as empresas que necessitam de grandes áreas “continuam a querer assegurar a presença nos melhores projetos, como é o caso do K-Tower”. Mas o que tem este edifício de escritórios de especial?

O edifício de escritórios K-Tower está a ser construído junto à Gare do Oriente, “uma localização ímpar”, prossegue Mariana Rosa. O projeto define a construção de amplas áreas: uma superfície edificada de 15.000 m2 distribuída por 14 pisos que integra ainda estacionamento para 154 viaturas. E, depois, possui “o melhor que se pode encontrar em termos de sustentabilidade, qualidade, design e tecnologia”, conclui. Na mesma publicação pode lê-se que um dos fatores de destaque do projeto é mesmo a sua arquitetura moderna e de traço “avant-guard”, desenhada para ter um fluxo máximo de luz natural através das suas fachadas em vidro. Quanto à sustentabilidade, este projeto integra vários espaços verdes e está a ser construído de acordo com os requisitos da certificação BREEAM, tendo o certificado “Breeam Excellent”.

JLL/Krest
JLL/Krest
Sobre as características do edifício, Claude Kandiyoti, CEO da Krest, salienta que mesmo “antes da pandemia, os nossos arquitetos Metrourbe e Saraiva projetaram um edifício que atendesse às exigências da nova geração de escritórios”. E é por isso que o K-Tower está desenhado para oferecer “todos os atributos que são hoje tão importantes no ambiente de trabalho, como luz natural, jardins, grandes áreas e fácil mobilidade”, descreve o CEO da Krest que assume ainda que desde o principio idealizaram “um edifício sustentável e que fosse intemporal, fazendo com que os seus ocupantes se sentissem em casa no seu local de trabalho”.

Também Paulo Guedes, CFO da Critical TechWorks, acredita que hoje o “o escritório é um local essencial para a promoção da cultura da empresa, da colaboração entre equipas e da partilha de conhecimentos” e, por isso, "estamos muito contentes por traçar este plano a longo prazo”. Um dos projetos de destaque da Critial TechWorks tem que ver com o desenho dos carros elétricos do futuro, que segundo Paulo Guedes, “se irão diferenciar mais pelo software, do que pela máquina em si”.

Foi em março do ano passado que o projeto do K-Tower saiu do papel, depois de 18 meses de espera pelo licenciamento, referiu  Claude Kandiyoti em entrevista ao idealista/news na altura. Este imóvel faz parte de um complexo onde também se insere o Hotel Moxy Lisboa Oriente – também desenvolvido pela promotora belga – que abriu as portas no verão passado após um investimento de 15 milhões de euros. A Krest tem hoje vários projetos em desenvolvimento no Porto, Algarve e Lisboa e prevê investir mais de 200 milhões de euros no país nos próximos quatro anos.