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Teletrabalho: poupanças dos portugueses chegam aos 161 euros por mês, diz estudo

Poupanças surgem da redução geral de custos, sendo as deslocações para o trabalho uma das despesas com maior peso.

Teletrabalho com computador
Photo by Jonathan Borba on Unsplash
Autor: Redação

Para milhões de portugueses o teletrabalho passou a ser uma realidade a partir de março do ano passado. E as mudanças sentidas foram várias: passa-se menos tempo em deslocações, menos tempo nos escritórios e há menos almoços e cafés com os colegas. E tudo isto teve efeitos na economia, passando a circular menos capital entre serviços e mais nos bolsos dos portugueses. Mas quanto é que pouparam os trabalhadores remotos? O mais recente estudo da Fixando refere que o valor médio chega a 161 euros por mês.

No entendimento da Fixando, “a poupança conseguida acaba por se revelar muito significativa, tendo em conta que o ordenado mínimo em Portugal ronda os 665 euros”, refere num comunicado enviado à imprensa. E confirma que o valor encaixado resulta da redução geral de custos e, em particular, as despesas com as deslocações para os locais de trabalho.  

Para chegar a estas conclusões que constam no estudo intitulado “O Futuro do Trabalho em Portugal', foram contabilizadas as respostas de 6.500 utilizadores desta plataforma de contratação de serviços locais. O inquérito foi realizado entre 1 e 7 de junho, altura em que 60% dos respondentes já não estavam em teletrabalho.

As poupanças é apenas um dos lados da moeda. Para 40% dos participantes estar em teletrabalho é uma forma de não só poupar financeiramente todos os meses, como também de conseguir “passar mais tempo com a família e não perder tanto tempo em deslocações”, diz o mesmo estudo.

Recorde-se que a partir desta segunda-feira (dia 14 de junho) o teletrabalho passa a ser apenas recomendado para a maioria dos concelhos de Portugal continental, mantendo-se obrigatória em apenas quatro: Lisboa, Braga, Odemira e Vale de Cambra.

E esta mudança tem gerado indignações por parte dos inquiridos. "Os profissionais que não podem trabalhar remotamente exigem ser vacinados o quanto antes, enquanto grupo prioritário, e, dos inquiridos, 75,2% gostavam de o ser no imediato, mas 19% não sabe ainda se quer sê-lo, com apenas 6% a admitir que não quer", refere ainda a mesma publicação.