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cpci: “mercado habitacional está longe de suprir as necessidades das famílias”

reis campos, líder da cpci, diz que há "mais de um milhão e meio de fogos a precisar de obras"
Autor: Redação

o presidente da confederação portuguesa da construção e imobiliário (cpci), reis campos, considera que o panorama do mercado habitacional nacional é preocupante, já que está “longe de suprir as necessidades efectivas das famílias portuguesas”. segundo o responsável, que se apoia nos dados dos censos 2011, "quaisquer análises neste âmbito não podem ficar pela superficialidade”, até porque falar de um diferencial positivo de 1,8 milhões de habitações, face ao número de famílias, é escamotear a realidade

"o número do stock real de casas em portugal disponíveis para efectiva utilização como residência permanente é de 204 mil, que correspondem a 125 mil habitações novas para venda e 79 mil para arrendamento", referiu reis campos, adiantando que os restantes alojamentos vagos não constituem uma oferta efectiva de habitação: 31 mil estão associados ao arrendamento para fins turísticos, 75 mil não estão disponíveis para venda ou arrendamento e os restantes 425 mil dizem respeito a fogos devolutos

citado pelo jornal de notícias, o líder da cpci revelou que existem no país “mais de um milhão e meio de fogos a necessitar de obras, dos quais quase 570 mil necessitam de obras profundas". inseridos nestes lote estão 212 mil imóveis, que colocam em causa a segurança pública. segundo reis campos, nas cinco cidades com maior número de habitantes (lisboa, sintra, vila nova de gaia, porto e cascais) há “12.352 edifícios em risco, num total de 156 mil a nível nacional, o que é injustificável"