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Av.Liberdade é cada vez mais uma zona residencial e menos de escritórios

A Avenida da Liberdade, em Lisboa, tal como a conhecemos, está a mudar. Além de ser uma zona tradicionalmente de comércio de rua, um cenário que se mantém e que está até cada vez mais ativo, é conhecida por ser uma zona prime de escritórios. Um cenário, no entanto, que parece estar agora a mudar, já que os investidores estão a apostar cada vez mais na transformação de imóveis de escritórios em residenciais. Isto porque conseguem obter maiores rentabilidades. 

Esta é uma das conclusões a retirar do estudo “Market 360º”, apresentado esta quarta-feira (dia 18) pela JLL. Segundo os responsáveis da consultora, são vários os imóveis que estão a “renascer” na Avenida da Liberdade e que aumentarão a oferta residencial nesta artéria da capital. Entre eles estão o Liberdade 12, 40, 71, 203 e 49, por exemplo – este último é um edifício recente e atualmente ocupado com escritórios. 

Liberdade 71.
Liberdade 71.

Trata-se de uma tendência que se justifica com a maior rentabilidade conseguida através do arrendamento habitacional face ao de escritórios, sobretudo numa fase em que o alojamento local (de curta duração) está ao rubro. Para se ter uma ideia, o preço do arrendamento residencial na Avenida da Liberdade varia entre 5.000 e 9.000 euros por m2 enquanto arrendar um escritório na mesma artéria custa 18,5 euros por mês por m2, revela a JLL.

Compraram casa em Portugal cidadãos de 43 nacionalidades

Há cada vez mais estrangeiros interessados em comprar casa em Portugal, um país que continua a ser apetecível, barato e seguro. Só a JLL fez negócio, em 2016, com cidadãos oriundos de 43 nacionalidades, mais que as 26 registadas no ano anterior. Brasileiros, franceses e chineses são, por esta ordem, os mais interessados no imobiliário residencial nacional.

De acordo com as contas da consultora, o m2 no segmento prime em Lisboa custa 8.000 euros, bem menos que em Madrid (10.000), Berlim (12.000) e Londres (27.000), por exemplo.

“2017 será mais um bom ano”

Para Pedro Lancastre, diretor geral da consultora, o imobiliário nacional “está bem e tudo indica que 2017 será mais um ano bom”. “Se mais indústrias em Portugal apresentassem este desempenho, seríamos certamente um dos países mais robustos da UE”, frisou, lembrando que “2017 poderá ser o terceiro ano, em dez anos, que se supera a barreira dos 1.000 milhões” de euros de investimento comercial.