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Santa Casa quer colocar frações no PRA e estuda construir casas num terreno da câmara de Lisboa

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Autor: Redação

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) quer “integrar frações” suas no projeto da renda acessível e está a estudar a possibilidade de “assumir um dos terrenos que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) reserve” para o Programa de Renda Acessível (PRA), revelou o provedor da instituição, Edmundo Martinho.  

“Queremos integrar frações no programa renda acessível, sim”, disse o responsável em conferência de imprensa, à margem da apresentação de resultados da SCML. 

Edmundo Martinho afirmou, citado pela Lusa, que a SCML quer participar no PRA “na medida daquilo que é a característica do (…) património” da instituição. “Temos previsto relativamente à renda acessível, e a projetos novos que estão em curso na cidade de Lisboa, integrar frações desses projetos no programa”, adiantou, acrescentando que está a estudar o programa “em conjunto com a CML”.

O provedor adiantou ainda que a SCML está “a estudar a possibilidade de assumir um dos terrenos que está colocado” pela autarquia “para construção” própria, no âmbito do PRA. 

Sobre a participação no projeto, Edmundo Martinho considerou ser “não apenas adequado, mas também uma responsabilidade” o envolvimento da SCML, mas “dentro daquilo que é a capacidade” da instituição. “O que acontece é que o património imobiliário da SCML é vasto, mas disperso”, o que justifica a opção pela atribuição de frações ao PRA.

De recordar que as candidaturas às primeiras 120 casas do PRA abrem em novembro, após a aprovação do Regulamento Municipal do Direito à Habitação, anunciou recentemente o presidente da autarquia, Fernando Medina.

Investimento de 11,3 milhões em património em 2018

No ano passado, a SCML investiu 4,6 milhões de euros na aquisição de dois prédios na capital, um valor que representa 41% dos 11,3 milhões de euros investidos em património, revelou o Jornal de Negócios, salientando que a instituição gastou ainda 1,7 milhões de euros na reabilitação de prédios de rendimento e 1,6 milhões na requalificação do Palácio de São Roque.

O investimento total da Santa Casa em 2018 cifrou-se em 26,9 milhões de euros, muito abaixo dos 63,3 milhões do ano anterior e que representam apenas 32% dos 84,9 milhões de euros de investimento previstos no orçamento para 2018, escreve a publicação. 

Relativamente aos lucros, os 33,3 milhões de euros registados em 2018 representam uma quebra de 21,5% face ao ano anterior, fruto da descida de 3,1% nas receitas correntes e da subida de 6,7% nas despesas correntes.