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Venda de edifícios para reabilitação em alta devido à falta de oferta de obra nova

Remax Portugal
Remax Portugal
Autor: Redação

A aposta na construção nova parece ser uma realidade a nível nacional, o que não significa que não estejam a ser vendidos edifícios que precisem de ser reabilitados antes de serem colocados à venda. Pelo contrário: nos últimos 12 meses, a Remax Portugal interveio na compra e venda de 371 prédios no país, equivalente a mais de um prédio por dia e correspondentes a um total de 698 transações imobiliárias. Para a mediadora, a reabilitação surgiu como uma resposta à retração na oferta de obra nova.

Segundo a empresa, o valor médio por prédio fixou-se nos 684.014 euros, sendo que grande parte das transações teriam como objetivo a reabilitação dos imóveis. “Estes negócios significaram um volume de faturação na ordem dos oito milhões de euros”, adianta a Remax Portugal em comunicado.

“Dos compradores envolvidos nas transações realizadas no último ano, 83% são nacionais, com maior incidência no distrito de Lisboa (43,2%), seguindo-se Setúbal (16,4%) e Porto com 13,2%. Coimbra (7,5%) e Castelo Branco (4,6%) completam a lista dos distritos com maior número de vendas. Ao nível dos compradores internacionais, o destaque em termos do número de imóveis vai para a nacionalidade francesa (3,3%). Em termos de volume de negócios, os portugueses foram responsáveis por 76,6% do valor, seguindo-se os franceses (4,4%) e os alemães (3,4%)”, lê-se no documento.

"A construção nova tem um papel determinante na estabilização dos preços dos imóveis, porque ao atuar no lado da oferta, contrabalança um eventual aumento da procura"
Beatriz Rubio, CEO da Remax Portugal

Para Beatriz Rubio, CEO da Remax Portugal, “a grande dinâmica do mercado imobiliário nestes anos mais recentes fez-se à custa do stock já existente, assim como da renovação do mesmo”. “Quer isto dizer que o aumento dos preços dos imóveis que tem sido verificado resulta de vários fatores, entre os quais de uma relativa diminuição da oferta de novas habitações. Ora, se pensarmos que há também uma maior pressão do lado da procura, tudo isto conjugado não poderia resultar em outra coisa que não o aumento do preço”, explica.

A responsável considera que a subida dos preços resulta da aplicação da lei da oferta e da procura. “A construção nova tem um papel determinante na estabilização dos preços dos imóveis, porque ao atuar no lado da oferta, contrabalança um eventual aumento da procura”, conclui Beatriz Rubio.