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5 dicas para conseguir vender casas em tempo recorde

A reta final de 2019 pode mesmo, segundo a Housefy, ser a altura ideal para quem está a pensar transacionar um imóvel.

Photo by NeONBRAND on Unsplash
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Autor: Redação

O final do ano não parece promissor para fazer negócio? Desengane-se quem pensa que já não vale a pena. A reta final de 2019 pode mesmo ser a altura ideal para quem está a pensar comercializar um imóvel. Quem o diz é a Housefy. A agência imobiliária digital admite que o mercado imobiliário até “pode ter estagnado”, mas defende que este fator poderá ser encarado como uma “oportunidade única” para realizar transações com “maior agilidade e rapidez”. Apresentamos-te as cinco dicas da proptech de origem espanhola para vender uma casa em tempo recorde.

“Paralelamente à falta de oferta de novos imóveis – número que apenas deverá ser invertido em 2021 – o final de 2019 está a registar um novo mínimo, com os juros dos novos créditos da casa abaixo de 1%, segundo dados do Banco Central Europeu (BCE)”, lembra a Housefy. Quer isto dizer que Portugal está a atravessar um período historicamente favorável para quem procura financiamento para a compra de habitação. De igual forma, acrescenta ainda a agência imobiliária, o BCE identificou um aumento de 5,7% (6,9 mil milhões de euros) no financiamento para a aquisição de habitação entre janeiro e agosto deste ano, em comparação com o mesmo período de 2018, sendo este valor mais alto desde 2010.

“Esta conjugação de elementos poderá remeter para um período favorável para a venda de imóveis”, escreve a Housefy, que apresenta as principais dicas para comercializar uma casa em tempo recorde.

Documentação

O primeiro passo para vender com rapidez um imóvel é ter toda a documentação necessária reunida. Poderá parecer simples, mas na realidade é importante que o vendedor tenha consigo a Certidão de Registo Predial, Caderneta Predial, Licença de Utilização, Planta do imóvel, Certificado Energético e documentos financeiros, no caso de ter contratado uma hipoteca, no momento em que a casa é anunciada.

Estes são os documentos indispensáveis a qualquer transação imobiliária:
 
Do proprietário

  • Documento de identificação (Cartão de Cidadão)
  • Certidão de Registo Comercial (se o imóvel for de propriedade de uma empresa)
  • Documento de identificação dos representantes da empresa (novamente, se o imóvel for de propriedade de uma empresa)

 
Do imóvel

  • Certidão Permanente de Registo Predial
  • Caderneta Predial
  • Escritura
  • Alvará de Licença de Utilização
  • Plantas do imóvel, arrecadação, garagem, localização, anexos
  • Certificado Energético
  • Ficha Técnica da Habitação (só para imóveis posteriores a março/2004)

Montra Virtual

“A publicidade é a chave para qualquer negócio, especialmente nas transações de compra e venda. Pelo que é importante valorizar todas as caraterísticas da casa, mas também apostar em ferramentas de marketing”, refere a agência imobiliária.

Um bom anúncio é sinónimo de um bom cartão-de-visita. Saber quais os fatores a destacar numa casa poderá colocá-la no topo das montras virtuais, de que é exemplo o idealista. Entre os principais detalhes mais procurados estão: orientação solar, distribuição de espaços, número de metros quadrados e localização do imóvel. “Tendo em conta que vivemos numa altura em que todos os segundos contam, é importante ser objetivo e minucioso na descrição do imóvel. Quanto maior a transparência, menor será o tempo de venda”.

É igualmente importante estar atento a notícias sobre a zona do imóvel, de forma a tomar partido de possíveis alterações ou eventos possam valorizar o anúncio.

Preço

Ao contrário do que a maioria pensa, colocar à venda um apartamento ou uma casa com um valor exorbitante não faz sentido.  “O comprador aplica cada vez mais filtros à sua pesquisa, o que condiciona bastante os imóveis apresentados nos resultados. Portanto, se o imóvel não estiver dentro do valor de mercado, irá ficar para último”, alerta Albert Bosh, CEO da Housefy.

Deste modo, a ajuda de um profissional também acaba por ser necessária. “Recorrer a um especialista imobiliário permite conhecer as variações do mercado, fazer uma avaliação da casa e definir um preço, que deverá ser ligeiramente acima do valor real da casa. Por exemplo, se o mesmo for de 230.000 euros, o preço a anunciar deverá ser de 235.000 euros – o comprador não será dissuadido pelo preço e o vendedor manterá o seu lucro expectável”.

Home Staging

Criado por Barb Schwarz no início da década de 70, o Home Staging é considerado uma das mais importantes ferramentas de marketing imobiliário. À semelhança de qualquer outro produto, quanto mais apresentável e atrativo for o imóvel aos olhos do cliente, mais probabilidade existe de fechar negócio. De acordo com Schwarz, o ponto de partida é olhar para a casa da posição do comprador.

Para além de eliminar o óbvio, como manchas de humidade ou de arranjar torneiras e portas, o objetivo deverá tornar a casa o mais impessoal possível. Desta forma, quanto mais neutro o imóvel for, mais probabilidade terá de alcançar um maior número de interessados. As casas desarrumadas podem levar o potencial comprador a assumir problemas de espaço, quando os mesmos poderão não existir, alerta a agência imobiliária.

Por conseguinte, no dia das visitas, o imóvel deverá estar o mais limpo e organizado possível, sendo que a luminosidade também deverá ter sida em conta como uma importante aliada.

Certificado Energético

Este documento, obrigatório em Portugal desde 2013, é na realidade uma informação que pode ser determinante para a venda de um imóvel. Independentemente de a casa ser nova ou antiga, o certificado energético é obrigatório a partir do momento em que o imóvel é colocado à venda ou para arrendar, pelos proprietários ou pelos mediadores imobiliários. É através do mesmo que o desempenho energético do local de consumo é avaliado, indicando possíveis melhorias para reduzir o consumo, como a instalação de vidros duplos ou o reforço do isolamento, entre outras.

A classe energética do certificado é determinada pela localização do imóvel, o ano de construção, se se trata de um prédio ou de uma moradia, o piso e a área, assim como a constituição das suas envolventes (paredes, coberturas, pavimentos e envidraçados). O mesmo está organizado por letras começando no A+ (muito eficiente) e terminando no F (pouco eficiente), sendo emitido por técnicos autorizados pela Agência para a Energia (ADENE).

De igual modo, quanto melhor for a classe energética do imóvel, melhor o respetivo posicionamento nos resultados de pesquisa das montras imobiliárias.