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“Será um SIL diferente mas o ADN está lá - negócios e networking - e é esse o objetivo primordial"

Sandra Fragoso, gestora do Salão Imobiliário de Portugal (SIL), que começa esta quinta-feira (8 de outubro), em entrevista ao idealista/news.

Sandra Fragoso, gestora do SIL / SIL
Sandra Fragoso, gestora do SIL / SIL

A pandemia da Covid-19 levou a uma "reformulação" do Salão Imobiliário de Portugal (SIL), cuja 23ª edição arranca hoje (8 de outubro de 2020) e termina domingo (11 de outubro). Este ano, a maior e mais importante feira imobiliária do país realiza-se em conjunto com outras duas feiras, a Tektónica e a Intercasa, e num formato híbrido. “Estamos a juntar três setores altamente complementares e com sinergias que devem ser aproveitadas”, diz Sandra Fragoso, gestora do SIL, em entrevista ao idealista/news. “Vai ser um SIL diferente, no entanto, o seu ADN está lá - networking e negócios - e é esse o nosso objetivo primordial”, conta.

O SIL 2020 vai mesmo realizar-se num ano marcado pela pandemia. O que esperar desta edição, que decorrerá num formato híbrido?

Neste ano atípico, vamos ter uma edição especial do SIL, que se vai realizar juntamente com a Téktonica e a Intercasa, no sentido em que, pela primeira vez, teremos um salão híbrido, ou seja, presencial e online. Este é um projeto complementar à feira física, que permite que os expositores e visitantes interajam também virtualmente e a partir daí façam o seu networking. É um modelo misto, e que nos permite chegar a um maior número de investidores e participantes atingindo uma maior amplitude geográfica (mercado internacional).

Os expositores e visitantes podem esperar um grande compromisso da nossa parte, compromisso esse que é visível na missão que a Fundação AIP tem na ajuda que dá às empresas na retoma da sua atividade, de forma profissional e segura, possibilitando-lhes o espaço para troca de contactos, network e possível concretização de negócios, contribuindo assim para uma retoma gradual da economia, numa altura em que estamos sob grande pressão económica. É por isso que ficou decidido, enquanto parte desse compromisso, o desconto de 50% no valor do bilhete, sendo possível comprá-lo por cinco euros. Não são cinco euros apenas para o SIL, e esse é outro dos motivos que torna a edição de 2020 especial. Porque estaremos no mesmo espaço e em simultâneo com duas feiras que lhe são complementares: a Tektónica e a Intercasa, de construção e decoração. 

O setor imobiliário continua “animado”, apesar da pandemia? O interesse no SIL continua “vivo” tendo em conta o atual contexto que se vive?

Consideramos que é de louvar o comprometimento que os expositores presentes têm com o setor e por estarem connosco neste evento e transmitir uma mensagem de positivismo e segurança, que demonstra que é possível retomar as feiras, de forma profissional e segura, com todas as ferramentas e comodidades para a troca de contactos, network, e com a missão de alavancar o mercado. Foi neste sentido que trabalhámos e o feedback tem estado a ser muito gratificante, porque sentimos que estamos no caminho certo e a superar as adversidades. Vai ser um SIL diferente, no entanto, o seu ADN está lá - networking e negócios - e é esse o nosso objetivo primordial. 

O que trará de novo o SIL este ano?

A app FIL – Smart Events é novidade e faz parte da aposta digital da Fundação AIP, que será implementada também nas nossas próximas feiras. É uma aplicação prática e de utilização intuitiva que permite agendar reuniões B2B virtuais, com agentes nacionais e internacionais, assistir a conferências via livestreaming, aceder ao catálogo dos expositores do evento, com a introdução de inteligência virtual é possível fazer ‘matchmaking’ com outros utilizadores através da análise dos perfis próprios, realizar videochamadas, entre outras funcionalidades. Com a utilização da FIL – Smart Events permite-se que a dinâmica de negócios perdure além da realização física do evento e que a rede de contactos permaneça online para poder ser consultada até à próxima edição, aumentando assim o retorno do investimento dos expositores e participantes. 

Depois, no âmbito do evento, destacamos no dia 8 de outubro a conferência SIL Investment Pro powered by APPII, com um painel dedicado ao “Impacto do Covid-19, desafios e oportunidades” no setor, “Imobiliário Green e Imobiliário Next Generation: As implicações das novas realidades europeias no Imobiliário”, “A criação de um mercado de Habitação Acessível” e ainda “QUO VADIS financiamento ao setor imobiliário?”, assim como o SIL Turismo Residencial, conferência em parceria com a APR – Associação Portuguesa de Resorts, que ocorre no dia 9 de outubro e cujo grande tema é “Um Novo Olhar sobre o Turismo Residencial”, com uma mesa redonda focada no “Contributo do Turismo Residencial para a recuperação económica de Portugal”, “Regulamentação, fiscalidade, apoios e a responsabilidade dos promotores” e ainda “A nova procura: requisitos pós-pandémicos de habitação e ambiente”. 

Voltaremos a ter a distinção dos Prémios SIL do Imobiliário, com cerimónia de entrega de prémios, que se irá realizar no dia 9 de outubro, em que premiamos as empresas que se destacaram nas seguintes categorias: Construção Sustentável e Eficiência Energética, o Melhor Empreendimento Imobiliário nas categorias de Comércio, Serviços e Logística; Habitação; Turismo, Reabilitação Urbana nas categorias de Habitação; Turismo; Espaços Públicos; Escritórios; Comércio e Serviços. 

"Estamos a juntar três setores altamente complementares e com sinergias que devem ser aproveitadas. Temos a fileira da construção, do imobiliário e da decoração e permitimos aos profissionais, mas também ao público que nos visita, que passem por essas três fases"
Sandra Fragoso

O interesse por parte de expositores e visitantes no SIL tem aumentado todos os anos, como será este ano? Acredita que haverá muitos visitantes? A estratégia de realizar o evento num formato híbrido fará aumentar este interesse?

Em relação aos expositores, como já referido, houve um interesse significativo na participação, com as suas reservas, claro, o que consideramos normal numa fase de incerteza como esta. Contudo, reforçamos, é de louvar o comprometimento que tiveram com o evento e sobretudo com o setor. Em relação aos visitantes, o pavilhão tem uma capacidade limitada que será controlada, de acordo com as normas da DGS. O facto de oferecermos este formato híbrido também vai de encontro às necessidades de expositores e visitantes, porque sabemos que há condicionantes e, desta forma, possibilitamos aos clientes e visitantes a opção de assistirem a longa distância. Temos de ter em conta que há condicionamentos de viagens, de saúde, etc., portanto, o formato híbrido vem colmatar essas problemáticas. 

Que mensagem gostaria de deixar às pessoas/visitantes, nomeadamente a quem nunca visitou o SIL?

Primeiro que tudo referirmos que serão três feiras no mesmo espaço. A junção destes três eventos, SIL, Tektónica e Intercasa, já diz muito sobre o que pretendemos. Estamos a juntar três setores altamente complementares e com sinergias que devem ser aproveitadas. Temos a fileira da construção, do imobiliário e da decoração e permitimos aos profissionais, mas também ao público que nos visita, que passem por essas três fases, do ponto de vista B2B e B2C. E claro, temos de ressalvar a importância que a casa, o lar, teve nas nossas vidas nos últimos seis meses. Mudámos um pouco a nossa visão do espaço habitacional, tendo em conta que nos últimos tempos a casa foi o nosso espaço de trabalho, a escola dos nossos filhos, o nosso ginásio, o nosso restaurante, passámos a fazer praticamente tudo em casa, e também do escritório, pelo que é cada vez mais imperativo pensar, refletir e debater o novo conceito de “casa”.

Além disto, o visitante poderá vir ainda vender o seu imóvel no SIL, onde encontrará os profissionais mais avalisados.