Premiada como uma das melhores alternativas de habitação na Bienal de Arquitetura de Nova Iorque, esta interessante casa apresenta-se como uma alternativa fantástica às opções mais convencionais, que podem ter uma grande variedade de usos. A chave na qual se baseia o seu sucesso é um sistema construtivo que permite grande flexibilidade e uma execução rápida e eficiente.
É um projeto desenvolvido graças à colaboração entre o arquiteto Ignacio Rojas Hirigoyen, The Andes House e Cromolux. Com o nome de "Protótipo de Sistema Construtivo Industrializado", e também "Casa Casablanca", em homenagem à cidade chilena onde está localizada, município da costa central do Chile pertencente à província e região de Valparaíso.
O projeto, com área de 85 m2, nasceu como “uma procura por novas soluções construtivas e uma tentativa de integrar o design com a arquitetura e a produção industrial”, explica The Andes House no seu site. Uma ideia que surgiu durante a pandemia do coronavírus em que havia uma grande escassez de materiais e redução da disponibilidade económica e escassez de mão de obra. Neste contexto, foi desenvolvido este protótipo, que assenta na industrialização, racionalização e modularidade, tudo para responder “a um grande número de clientes que pedem certezas que hoje parecem ilusórias dadas as circunstâncias”.
O sistema construtivo combina princípios sustentáveis com alto grau de pré-fabricação dos elementos, garantindo um processo de montagem mais simples. O protótipo requer um pequeno número de trabalhadores que podem montar todo o sistema com a ajuda de ferramentas simples.
Trara-se de um sistema versátil graças ao uso de peças pré-fabricadas que permitem diferentes configurações, o modelo pode ser expandido horizontal e verticalmente, acomodando outros usos, e desmontado para ser reaproveitado em um novo local independente de fontes e condições climáticas.
Esta característica é também potenciada pela estrutura metálica leve que enquadra um conjunto de "caixotes" de madeira nas paredes, pavimentos e cobertura. Estas unidades são envoltas num painel de fibra de madeira aglomerada com excelente desempenho termoacústico. Desta forma, o conjunto ganha maior espessura e uma percepção de solidez que contrasta com os elementos esguios que o sustentam.
“Vemos nisto a possibilidade de democratizar o projeto arquitetónico e a construção eficiente e de qualidade para quem hoje pode parecer inacessível”, concluem.








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