Oferta de casas para arrendar caiu 43% em Lisboa e 39% no Porto no 1º trimestre de 2023 em termos homólogos, aponta idealista.
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Oferta de casas para arrendar
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Arrendar casa é mais flexível, menos burocrático e exige menos poupanças do que comprar uma habitação. É por isso mesmo que, num momento de alta inflação e subida de juros no crédito habitação, arrendar casa surge como solução para muitas famílias. A questão é que há falta de casas para a tanta procura e as rendas estão cada vez mais elevadas, levando a um maior esforço financeiro por parte dos inquilinos. Segundo um estudo do idealista, a oferta de casas para arrendar em Portugal desceu 30% no primeiro trimestre de 2023 face ao stock que estava no mercado no mesmo período de 2022, aponta o principal Marketplace imobiliário do sul da Europa.

Oferta de casas para arrendar cai 43% em Lisboa e 39% no Porto

A oferta de habitação para arrendar em Portugal desceu em 13 das 18 capitais de distrito com amostras representativas entre o primeiro trimestre de 2023 e o período homólogo, aponta o estudo. A liderar a lista de casas anunciadas para arrendar encontram-se Lisboa (-43%) e Aveiro (-42%).

Além destas duas cidades, o Porto (-39%), Castelo Branco (-37%) e Braga (-37%) são outras as capitais de distrito onde stock disponível para arrendar casa muito desceu neste período. A completar a lista de quedas na oferta de casas para arrendar está Leiria (-31%), Coimbra (-28%), Faro (-25%), Ponta Delgada (-21%), Viseu (-17%), Viana do Castelo (-12%), Setúbal (-12%) e Funchal (-9%).

Por outro lado, Vila Real foi a cidade onde mais cresceu a oferta de casas para arrendar neste período (50%), seguida por Bragança (33%), Portalegre (17%), Santarém (17%) e Guarda (7%). Estas cidades no interior do país foram as únicas onde o stock de casas para arrendar aumentou.

Stock de casas para arrendar desce em 13 distritos e ilhas

Analisando os 18 distritos e ilhas com amostras representativas, o ranking da descida da oferta de habitações para arrendar durante o último ano é liderado por Lisboa (-38%) e Castelo Branco (-38%). Seguem-se o Porto (-36%), Braga (-29%), Aveiro (-27%), Coimbra (-16%), ilha de São Miguel (-15%), Viseu (-13%) e Faro (-13%).

Os distritos onde a oferta de habitações para arrendar menos desceu foram: Setúbal (-11%), ilha da Madeira (-5%), Bragança (-5%) e Leiria (-3%), aponta o estudo do idealista.

No distrito de Portalegre, o stock de casas para arrendar subiu 51% entre o início de 2023 e o período homólogo. A oferta de casas para arrendar também aumentou na Guarda (28%), Vila Real (12%), Santarém (4%) e Viana do Castelo (1%).

O idealista analisou o número de imóveis disponíveis para arrendamento no primeiro trimestre de 2023, comparando-o com o mesmo período de 2022.

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