Simplex urbanístico vai a Conselho de Ministros nas próximas semanas

Processo legislativo do novo simplex dos licenciamentos urbanístico está fechado pelo Governo. Diploma gerou muitas críticas.
Novo simplex dos licenciamentos urbanísticos
Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação Getty images
Lusa
Lusa

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, adiantou na sexta-feira, dia 4 de julho, que a revisão do Simplex Urbanístico irá a Conselho de Ministros nas próximas semanas.

“O processo legislativo do Simplex está fechado e, portanto, irá a Conselho de Ministros nas próximas semanas”, afirmou Miguel Pinto Luz na conferência “Lei dos Solos: Alterações ao RJIGT – Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial – Desafios e Oportunidades” promovida pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), no Porto.

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O governante referiu que ninguém estava satisfeito com o Simplex que “era Simplex só de nome” sendo, por esse motivo, o consenso para a sua alteração alargado entre associações empresariais, ordens profissionais, câmaras municipais e banca.

“Todos aqueles que, de alguma forma, estavam a pôr em causa o anterior Simplex”, atirou.

Miguel Pinto Luz ressalvou que os números das licenças emitidas, que não cresceram, são o espelho de como o “Simplex” não funcionou.

Governo focado em build to rent e parceiras com privados

Durante a sua intervenção, o ministro das Infraestruturas e Habitação explicou que, enquanto o Simplex Urbanístico não for aprovado, o Governo está a fazer contratos `Built-to-Rent´ e Parcerias Público-Privadas (PPP).

“Posso adiantar aqui que o contrato `Built-to-Rent´ [disponibilização de imóveis públicos para habitação com renda ou preço acessível] está hoje cristalizado em lei para levar a Conselho de Ministros e vai permitir aos empresários assinarem um contrato de confiança, neste caso com o IHRU [Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana], que lhes garante perenidade das políticas públicas por um período largo de 25, 30 anos e, portanto, é um contrato que se de hoje para amanhã outro Governo decidir alterar as leis e alterar o quadro regulatório de um momento para o outro, o empresário invoca aquele contrato e pode ser ressarcido de alguma forma”, explicou.

E acrescentou: “Do lado das PPP é a mesma coisa e, portanto, nós queremos incentivar muito. Estamos hoje a finalizar o balanço em termos do que é o património disponível do Estado e nós queremos que este processo das PPP seja absolutamente célere, ou seja, um privado junta-se, apresenta a sua intenção para um determinado imóvel do Estado que está devoluto e, em passos muito curtos, consegue começar a implementar o seu projeto”.

O governante entendeu que estes contratos têm que funcionar de forma simbiótica sob pena de não se conseguir dinâmica suficiente do lado dos privados.

Já quanto à relação com a banca, Miguel Pinto Luz revelou que o Governo terá novidades nos próximos dias.

“O Governo quer muito trabalhar para encontrar novas plataformas para financiar os promotores com longevidade, com prioridades maiores dos seus créditos junto à banca e, portanto, o Estado tem que aparecer aqui a ajudar”, ressalvou.

O ministro insistiu que o Governo quer criar novos mecanismos no crédito à habitação para facilitar e aliviar quem compra, porque o problema da habitação é grave e um flagelo.

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