A chegada de um cão ou de um gato muda a dinâmica de qualquer casa. Mais do que um companheiro, um animal de estimação passa a fazer parte da família e influencia várias decisões do dia a dia, incluindo a escolha de uma habitação.
Quem procura comprar um imóvel para receber animais de estimação deverá ter conta fatores como o espaço exterior, a segurança, o conforto e a facilidade de limpeza. Afinal, uma casa pet friendly não beneficia apenas os animais, mas também os seus donos.
Quais são as melhores casas para quem tem animais de estimação?
As melhores casas à venda para quem quer viver com animais deverão assentar essencialmente em três pilares:
- Proteção;
- Adaptabilidade;
- Conveniência.
Um imóvel é conveniente quando garante o bem estar dos animais de estimação e, em simultâneo, a tranquilidade dos seus donos. Pode ser interessante ter uma casa com piso antiderrapante, boa exposição solar e boas condições de ventilação, porque são também vitais para a vida dos cães e dos gatos.
No caso dos cães, sobretudo os de porte médio e grande, as áreas exteriores acabarão por oferecer uma maior liberdade de movimentos e facilitar a prática de exercício físico. No caso dos gatos, o importante é que tenhas em casa espaços elevados e zonas soalheiras que possam estimular a curiosidade destes teus animais de quatro patas.
Se necessário, para maior segurança, convém avaliar se há necessidade de instalar redes de proteção em janelas e varandas, esconder fios elétricos que estejam expostos ou assegurar um bom nível de isolamento acústico da habitação, porque algumas casas em frente de estradas, poderão provocar demasiados estímulos nos animais e deixá-los mais ansiosos.
Tornar uma casa protegida para cães e gatos
Claramente as redes de proteção desempenham um papel importante porque eliminam o risco de quedas e de acidentes, sobretudo para quem vive em pisos mais altos. Mesmo assim, isso não basta para ter uma casa protegida e adequada aos animaizinhos que te fazem companhia todos os dias. Deverás prestar atenção a:
- Contacto com plantas tóxicas: algumas espécies ornamentais podem ser perigosas para os cães e gatos caso sejam ingeridas. Se as tiveres em jardins ou varandas, considera instalar redes de proteção mais altas e, sempre que possível, remover as plantas potencialmente tóxicas do espaço, substituindo-as por plantas seguras para animais domésticos;
- Zonas de sombra e abrigo: os animais precisam de locais frescos para descansar, sobretudo durante os meses mais quentes. Árvores, toldos, arbustos ou áreas cobertas ajudam a prevenir a exposição excessiva ao sol;
- Acesso permanente a água fresca: tenta disponibilizar recipientes com água em diferentes pontos da casa ou do exterior, assegurando que permanecem limpos e facilmente acessíveis ao longo do dia;
- Objetos potencialmente perigosos: produtos de limpeza, medicamentos, inseticidas, fios elétricos soltos, pequenos objetos que possam ser engolidos, ferramentas de jardinagem ou objetos cortantes devem permanecer fora do alcance dos animais.
Estas são algumas medidas que contribuem para um ambiente mais seguro para os animais de estimação.
Os cães e gatos precisam de uma divisão só para eles?
Não é obrigatório, mas delimitar um espaço exclusivo para o teu animal de estimação traz, sem dúvida, vantagens adicionais. Se vives num apartamento sem varanda, podes perfeitamente transformar uma área como a marquise num cantinho divertido, equipado com a cama, o comedouro, brinquedos e outros objetos familiares. Este canto estratégico revela-se particularmente útil em momentos de maior stress, seja durante a receção de visitas, a limpeza do lar ou perante algumas alterações na rotina.
A existência de um espaço próprio ganha ainda mais importância em lares com vários animais. Embora muitos cães e gatos convivam harmoniosamente, noutros casos isso não acontece. Podem surgir conflitos ocasionais relacionados com território, alimentação ou necessidade de descanso. Nestes casos, a organização da casa deve permitir alguma separação através de uma espécie de jogo entre as diferentes divisões e as portas existentes.
Devem ser igualmente criadas áreas distintas para refeições, descanso e recolhimento, para que se respeitem as necessidades de cada animal. Só assim consegues criar ambiente mais seguro e confortável para todos.
O que devo procurar numa casa pet friendly?
Se estás à procura de uma nova habitação e tens animais de estimação, existem alguns critérios que merecem atenção especial:
- Área envolvente: a proximidade a jardins ou parques é importante para as corridas diárias e para o animal conviver com outros cães e com outras pessoas. Ter acessos diretos ou fáceis à rua também simplifica muito a rotina de muitos cães e gatos;
- A estrutura interna: casas sem escadarias complexas ou desníveis são capazes de proteger a saúde articular dos animais, sobretudo dos mais animais velhos, que já apresentam algumas dificuldades em movimentar-se. Além disso, espaços fáceis de limpar poupam-te dores de cabeça com a acumulação de pelos e odores, sobretudo em esquinas mais complexas;
- A durabilidade e a lei: opta por casas à venda com acabamentos robustos que sobrevivam a arranhões e brincadeiras nas portas e rodapés. Acima de tudo, analisa o regulamento do condomínio antes de assinar o contrato, assegurando que o teu amigo de quatro patas é bem-vindo no edifício.
Mais do que procurar uma casa bonita ou espaçosa para cães e gatos, vale a pena avaliar de que forma o imóvel se adapta às necessidades dos animais. Existem outros detalhes que só tu conheces e que farão toda a diferença no conforto e adaptabilidade dos teus companheiros de quatro patas.
Como preparar a casa quando vais de viagem?
Não basta procurar as melhores casas à venda para viver com animais de estimação. É também importante pensar nos períodos em que não estarás presente, como férias ou fins de semana prolongados. Independentemente da duração da viagem, deves garantir que os animais permanecem confortáveis, seguros e tranquilos durante a tua ausência.
Antes de partires, deixa disponíveis todos os recursos, incluindo alimentação, água, brinquedos e objetos com cheiros familiares. São elementos que ajudam a reduzir a ansiedade e proporcionam uma maior sensação de segurança.
No entanto, deixar um animal sozinho durante demasiado tempo pode representar diversos riscos. Para além do stress e da ansiedade de separação, podem ocorrer problemas inesperados, como a falta de água, indisposições súbitas, acidentes domésticos, danos causados por comportamentos destrutivos ou até situações médicas que exijam assistência imediata. Os gatos são geralmente mais autónomos do que os cães, mas nenhuma espécie deve permanecer sem supervisão durante períodos longos.
Por esse motivo, é aconselhável escolher uma pessoa de confiança para visitar regularmente a habitação, verificar o estado do animal e assegurar que todas as suas necessidades estão a ser satisfeitas. Em alternativa, quando não for possível garantir esse acompanhamento, poderá ser mais seguro recorrer a um hotel especializado para animais ou a um serviço profissional de pet sitting.
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