A gestão da relação com senhorios e inquilinos é o principal obstáculo para os investidores imobiliários europeus que procuram melhorar a eficiência energética dos seus edifícios, ultrapassando as limitações financeiras. A conclusão é de um estudo da re:sustain, realizado junto de 200 gestores institucionais de ativos imobiliários de seis países europeus, que representam 296 mil milhões de euros em ativos sob gestão.
A adesão dos inquilinos às mudanças necessárias foi apontada por 72% dos inquiridos como o maior desafio, enquanto 58% referiram a dificuldade em alterar comportamentos para reduzir o consumo de energia. Além disso, 33% destacaram a coordenação de obras em edifícios com vários ocupantes e a necessidade de limitar a interrupção das respetivas atividades, refere em comunicado a empresa tecnológica.
A perturbação das operações dos inquilinos é uma barreira tão relevante que leva 72% dos gestores a adiar ou abandonar intervenções de modernização e eficiência energética nos edifícios. Em contraste, apenas 11% consideram que este impacto representa um problema reduzido ou inexistente. O acesso a capital, os custos iniciais elevados, a subida dos preços da construção e os longos prazos de retorno do investimento surgem, por sua vez, entre os principais entraves financeiros.
“A nossa nova investigação revela a dimensão dos desafios enfrentados pelos gestores imobiliários em toda a Europa na gestão de inquilinos em edifícios que exigem melhorias ou reabilitações profundas”, afirma Katie Whipp, chief business officer da re:sustain.
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