Eduardo Souto de Moura vence Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza

Eduardo Souto de Moura vence Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza
Casa das Histórias Paula Rego,um projeto reconhecido do arquiteto português wikimedia_commons

O arquiteto português Eduardo Souto de Moura recebeu um Leão de Ouro, a distinção máxima da Bienal de Arquitetura de Veneza – mostra internacional este ano dedicada ao tema “espaço livre”. Para Souto de Moura este prémio é "o reconhecimento do valor e do nível da arquitetura portuguesa".

O arquiteto português foi distinguido pelo complexo turístico de São Lourenço do Barrocal, a recuperação de um monte alentejano e a sua adaptação a hotel. O premiado disse à Lusa que se tratou de "um projeto muito difícil, porque não é radical".

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A 16.ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza abriu este sábado (26 de maio) ao público, na cidade italiana, com a participação de Portugal através da exposição “Public Without Rethoric”, e estará aberta a público até ao dia 25 de novembro.

Um projeto de risco que deu reconhecimento

"Já fiz outros projetos mais modernos, mais antigos, este era a procura de um tom que não destruísse o ambiente do edifício e da paisagem. É um projeto de risco porque estava quase no limite do pastiche [obra em que se imita abertamente o estilo de outros artistas], era uma imitação do antigo", explicou.  O arquiteto encara esta distinção como “o reconhecimento do valor e do nível da arquitetura portuguesa", que "cada vez é mais reconhecida nos sítios que exigem mais qualidade".

O evento dedicado à arquitetura recebe 65 participações nacionais, divididas entre os pavilhões históricos do Giardini, do Arsenale e do centro histórico de Veneza. Souto de Moura foi um dos 100 arquitetos convidados pelas curadoras da Bienal da Arquitetura de Veneza, Yvonne Farrell e Shelley McNamara, do Grafton Architects, para a exposição principal, espaço expositivo além dos pavilhões nacionais.

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