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Centros comerciais da Grande Lisboa reabrem na segunda-feira - e outras novidades

Governo aprovou fim das restrições ao desconfinamento na zona da capital. Também podem abrir Lojas do Cidadão, parques aquáticos e centros de explicações

Photo by freestocks on Unsplash
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Autor: Redação

Os centros comerciais da Área Metropolitana de Lisboa, à semelhança do resto do país, vão poder abrir as portas ao público a partir de 15 de junho de 2020. Também as Lojas do Cidadão têm agora luz verde do Governo para fazer atendimento presencial, a partir da segunda-feira que vem. A decisão de colocar de acabar com as restrições ao desconfinamento foi tomada esta terça-feira, dia 09 de junho de 2020, em Conselho de Ministros (CM).

"Decidimos eliminar, a partir da próxima segunda-feira, as restrições que ainda existem diferenciadas relativamente ao conjunto do país, designadamente permitir a abertura dos centros comerciais de acordo com as regras definidas pela Direção-Geral da Saúde", afirmou o primeiro-ministro António Costa, depois da reunião do Executivo, citado pela Lusa.

Há cerca de duas semanas, no âmbito da terceira fase do plano de desconfinamento, o Governo tinha decidido adiar na Área Metropolitana de Lisboa o levantamento de algumas restrições, devido ao número de surtos de Covid-19 na região, impondo regras especiais sobretudo relacionadas com atividades com "grandes aglomerações de pessoas". E a manutenção do fecho dos centros comerciais e das Lojas do Cidadão, a limitação dos ajuntamentos a 10 pessoas (a nível nacional o limite é de 20) e o reforço da vigilância epidemiológica estavam entre as medidas tomadas, tal como recorda a agência de notícias.

Lisboa e Vale do Tejo continuam a gerar alertas

Apesar do aligeiramento das restrições, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a gerar preocupação em termos da doença, junto do Governo. Prova disso é que, esta quarta-feira, dia 10 de junho de 2020, a ministra da Saúde anunciou a nomeação de um gabinete regional de intervenção para suprir a covid-19 naquela que é a região que continua a registar um elevado número de casos.

“Nomeei ontem [terça-feira] o gabinete regional de intervenção para a supressão da covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo, gabinete que é coordenado pelo doutor Rui Portugal, médico de saúde pública da equipa de saúde desta região, e que integrará todas as autoridades regionais e locais de saúde”, disse Marta Temido, citada pela Lusa, na habitual conferência de imprensa de balanço da covid-19 em Portugal.

Assumindo que Lisboa e Vale do Tejo continua a merecer “o foco” do Governo, a ministra explicou que o gabinete tem por objetivo identificar precocemente os novos casos e cadeias de transmissão para acompanhar os surtos ativos e para, em cada momento, garantir a melhor informação para tomada de decisão.

O que muda a partir do dia 15 de junho na capital e no país

Com a nova decisão do Governo, na zona da Grande Lisboa, passam assim “aplicar-se as regras gerais vigentes para o resto do país”, lê-se no comunicado do CM. De recordar, que a área metropolitana da capital integra os municípios de Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.

Mas há mais novidades, algumas delas a nível nacional. A partir de 15 de junho, os parques aquáticos, as escolas de línguas e os centros de explicações vão poder voltar a abrir, anunciou também esta terça-feira o Governo.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, “passam a abrir os parques aquáticos e as escolas de línguas e centros de explicações”, determinando que os estabelecimentos “que retomaram ou retomem a sua atividade não possam abrir antes das 10h, mas excepcionam-se deste regime, para além das situações já excepcionadas, os ginásios e as academias”.

Em concreto estas são as novidades, a partir da próxima segunda-feira

  • Serão permitidas concentrações até 20 pessoas
  • Deixam de ter a atividade suspensa os estabelecimentos com área superior a 400 metros quadrados (m2) 
  • Podem abrir os espaços inseridos em centros comerciais e as respetivas áreas de consumo de comidas e bebidas
  • Podem abrir os centros comerciais na Área Metropolitana de Lisboa
  • Podem abrir os parques aquáticos, as escolas de línguas e os centros de explicações a nível nacional
  • Alarga-se também a todo o território "a regra da limitação a dois terços dos ocupantes na circulação relativa aos veículos particulares com lotação superior a cinco lugares, salvo se todos os ocupantes integrarem o mesmo agregado familiar, em virtude da dificuldade de prática de distanciamento social em veículos automóveis, em especial nos de transportes de trabalhadores
  • Continua a estabelecer-se como regra que os estabelecimentos que retomaram ou retomem a sua atividade não possam abrir antes das 10 horas, mas excecionam-se deste regime os ginásios e academias (permitindo-se que abram antes dessa hora);
  • As atividades e espaços que permanecem encerrados podem vir a abrir quando disponham de orientação específica da Direção-Geral da Saúde relativas ao seu funcionamento.