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El Corte Inglés: imóveis desvalorizaram 1.760 milhões em apenas 1 ano

O valor da lojas do grupo desceu em 700 milhões de euros, enquanto os ativos logísticos e escritórios valorizaram. Prejuízos alcançam quase os 3.000 milhões.

Lojas El Cporte Inglés
El Corte Inglés
Autor: Redação

A pandemia da Covid-19 teve um impacto sobre a carteira de imóveis do El Corte Inglés. O grupo - que está hoje imerso num plano de reestruturação do seu portfólio - apresentou na passada sexta-feira (dia 4 de junho de 2021) uma nova avaliação dos seus ativos imobiliários. Os resultados não são animadores: no total, os imóveis desvalorizaram 1.760 milhões de euros face a fevereiro de 2020.

O valor dos ativos agora apurado é também inferior ao que o El Corte Inglés registou em novembro do ano passado, apresentando uma diferença de -400 milhões. O declínio do valor dos seus imóveis tem para o grupo duas explicações: uma diz respeito à depreciação dos ativos durante a pandemia da Covid-19, outra diz respeito ao uso de uma metodologia mais conservadora.

Em concreto, a empresa avalia as suas grandes lojas em 13.600 milhões de euros, um valor 700 milhões de euros menor do que o estimado em novembro passado. Mas, por outro lado, os ativos logísticos foram valorizados em 500 milhões durante esse período, atingindo os 712 milhões de euros. Tudo graças ao crescimento do ‘e-commerce’, segundo refere o jornal Expansión.

­Também os escritórios foram valorizados face à avaliação de novembro, passando a representar 926 milhões de euros. Desta feita, os terrenos estão avaliados em 120 milhões e os hotéis em 140 milhões.

Quanto ao balanço de 2020, o grupo terminou o exercício com um volume de negócios de 10.432 milhões de euros, 31,6% inferior ao do ano anterior. As perdas líquidas chegaram quase aos 3.000 milhões de euros devido à pandemia e à constituição de provisões elevadas para cobrir riscos futuros e desvalorizações de activos imobiliários. Este é considerado pela imprensa espanhola o primeiro resultado negativo na história do grupo, que contrasta com lucros de 310 milhões de euros no exercício de 2019.

Recorde-se que no final de 2019, o grupo criou uma nova divisão da empresa: o El Corte Inglés Real Estate. O objetivo passa por concentrar neste departamento a gestão da sua atividade imobiliária interna, bem como de empresas externas.