Centros comerciais processam Estado por imposição de isenção de rendas

Pedidos de indemnização já somam cerca de 20 milhões de euros. Maioria dos 86 associados da APCC vai avançar com queixas.
Centros comerciais processam Estado
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A isenção da componente fixa da renda dos lojistas dos centros comerciais foi aprovada em Assembleia da República e teve efeitos entre março e dezembro de 2020. O objetivo passava por ajudar os lojistas a ultrapassar a crise gerada pela pandemia da Covid-19. Mas, agora, estão a chegar pedidos de indemnização ao Estado e já somam 20 milhões de euros.

São vários os proprietários dos centros comerciais que já colocaram ou vão colocar processos contra o Estado português, devido à imposição da isenção de rendas em 2020, escreve o Expresso.

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A primeira a pedir indemnização foi a Klepierre, que é proprietária dos centros comerciais Parque Nascente, Espaço Guimarães e Aqua Portimão. Trata-se de três pedidos que somam 8 milhões de indemnização.

Outra foi a Mundicenter, que é proprietária de nove centros comerciais, sendo um deles o Amoreiras, em Lisboa. Só a Mundicenter já soma sete reclamações e 12,3 milhões de euros em pedidos de indemnização.

Imposição de isenção de rendas nos centros comerciais
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Além destes processos contra o Estado deverão chegar outros em breve. Quem o diz é Rodrigo Moita de Deus, diretor executivo da Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), que soma 86 associados: “A maior parte dos nossos associados vai avançar para os tribunais”, cita o mesmo jornal. Isto porque, segundo Rodrigo Moita de Deus, esta medida é “ilegal”, “injusta” e resultou em perdas para o setor avaliadas em 600 milhões de euros. Por tudo isto, a APCC também já interpôs uma ação junto do Tribunal Constitucional.

A decisão final dos tribunais é importante em termos de investimento imobiliário. Isto porque com estas medidas sem igual na Europa, o interesse por investir em centros comerciais em Portugal “travou a fundo”, disse ainda.

Recorde-se que depois da imposição da isenção das rendas que decorreu em 2020, o Orçamento de Estado de 2021 aprovou um desconto da renda fixa de até 50%, sendo este calculado em função da perda de faturação.

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