Qual é o segmento mais resiliente do imobiliário europeu em 2022?

O volume de investimento no setor de retalho europeu ascendeu a 26,9 mil milhões de euros até setembro.
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Foto de Anthony Esau no Unsplash

O setor de retalho está a revelar ser o mais resiliente de todas as classes de ativos imobiliários durante 2022, segundo a Savills. O volume de investimento no setor de retalho europeu ascendeu a 26,9 mil milhões de euros até setembro, mais 25% em relação a igual período do ano anterior.

Nos primeiros três trimestres deste ano, a Savills verificou que os volumes de investimento no setor retalhista aumentaram, de forma mais notória, em relação à Roménia (+2421%), Espanha (484%), Finlândia (177%) e Portugal (170%).

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O investimento em centros comerciais representou 27% de toda a atividade de investimento de retalho, em comparação com 14% no período homólogo do ano passado.

Nos últimos meses, o rápido aumento dos custos da dívida gerou uma pressão ascendente sobre as yields e, no terceiro trimestre deste ano, as yields dos centros comerciais prime atingiram um novo máximo de 5,52% (em média) em toda a Europa, 20bps acima do segundo trimestre de 2022 e 105 bps acima do seu último pico no primeiro trimestre de 2018. Já as yields de armazéns de retalho passaram para uma média de 5,27% na Europa e as yields de comércio de rua deslizaram 18bps para uma média europeia de 3,75%.

"Dado o aumento do custo da dívida e a crise verificada ao nível do custo de vida com efeitos na carteira dos consumidores, antecipamos uma nova subida das yields nos próximos 6 meses, particularmente para os ativos de comércio de rua e armazéns de retalho", refere Lydia Brissy, Directora da Savills European research, citada em comunicado.

A Savills revela que, após a pandemia, tem-se verificado um aumento das estratégias centradas na cidade e em novos mercados como Dublin, Hamburgo e Oslo, que estão a figurar com mais frequência nas listas de alvos de aquisição dos retalhistas. Da mesma forma, a Europa do Sul também subiu na agenda para uma série de marcas.

“O setor de retalho tem vindo a ser impactado, nos últimos 3 anos, por vários fatores conjunturais que desafiam a resistência de investidores e operadores. Do lado dos operadores, a adaptação dos negócios às novas tendências dos consumidores tem sido exemplar, com destaque para o setor da restauração. Apesar da incerteza macroeconómica há setores de atividade que pretendem expandir, aumentar área e crescer em 2023", comenta José Galvão, Retail Associate Director, Savills Portugal.

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