BCE desmonta símbolo do euro em Frankfurt no dia após o referendo grego

BCE desmonta símbolo do euro em Frankfurt no dia após o referendo grego

Coincidência ou não, a verdade é que as obras de desmantelamento do símbolo do euro do Banco Central Europeu (BCE) arrancaram ontem, precisamente no dia após o referendo grego. As obras de renovação da escultura localizada no jardim da antiga sede da instituição liderada por Mario Draghi deverão durar esta semana e terão um custo na ordem dos 60 mil euros. 

Inaugurada em 2001, a obra de Ottmar Hörl, que divide os gostos estéticos de muita gente e tem sido alvo de protestos e de ataques, vai sofrer uma intervenção que envolverá a instalação de painéis de LED, escreve o Dinheiro Vivo. 

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Os trabalhos de reabilitação do símbolo do euro "já estava programados. O seu arranque hoje terá sido coincidência", diz ainda o jornal.

Citando a Reuters, a escultura de 14 metros de altura é propriedade da organização não lucrativa Frankfurter Kultur Komitee e beneficiará de obras de manutenção no valor de 60 mil euros, dinheiro que virá em forma de donativos do próprio BCE, Bundesbank e "particulares".

O mais poderoso de todos os poderosos

O BCE está neste momento no centro das atenções de todo o mundo. Afinal, é desta instituição que dependem totalmente os bancos gregos via linha de emergência.

No dia em que Frankfurt descontinuar a linha ELA, e se a Grécia não tiver outra fonte de financiamento, os bancos gregos vão todos à falência e só poderão abrir com outra moeda em circulação, depois de a Grécia sair do euro.

O Governo grego tem até dia 20 de julho para arranjar pelo menos 3,5 mil milhões de euros para pagar ao BCE nesse dia.

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