A nova Euribor, conhecida como Euribor Plus, estava prevista para entrar em vigor no próximo verão, mas isso não vai acontecer. O Instituto Europeu de Mercados Monetários (EMMI, na sigla inglesa), organismo responsável pela gestão e divulgação da Euribor, anunciou, esta quinta-feira, que "não é factível" a implementação da nova forma de cálculo baseada em transações reais da banca em vez de estimativas, devido às atuais condições de mercado. A nova taxa seria mais baixa, mas também mais instável.
No entando, o organismo garante que vai continuar a investigar uma alternativa híbrida válida para ser adotada corretamente. Desta forma, quem tenha um crédito à habitação que tenham como referência a Euribor variável vão continuar a usufruir de um indicador em terreno negativo.
Em comunicado, o EMMI explica que esteve a recolher dados de transações de 31 bancos de 12 países durante seis meses, desde setembro de 2016 até fevereiro de 2017. E a análise deste exercício concluiu que, devido às atuais condições do mercado, não é viável aplicar o novo indexante da Euribor corretamente e "sem que haja sobressaltos".
O organismo assegura, por isso, que nos próximos meses se irá centrar no desenvolvimento de uma nova fórmula que seja híbrida, frisando que a Euribor continuará a ser baseada nos contributos dos bancos enquanto esse modelo estiver a ser desenvolvido.
“Esta conclusão foi corroborada pela análise levada a cabo pelo regulador do mercado de capitais belga, o Belgian Financial Services and Markets Authority (FSMA)”, acrescenta.
"O Colégio da Euribor toma nota desta decisão e continuará a trabalhar com a EMMI em planos alternativos para a reforma e transição da Euribor", afirmou a ESMA em comunicado, por sua vez.
A chamada Euribor Plus, que começou a ser desenhada depois de vários escândalos de manipulação de juros que rebentaram após a crise financeira, iria aplicar-se com base nas taxas de juro de operações reais e não de operações estimadas, como acontece atualmente. O objetivo desta reforma é tentar evitar as oscilações do atual indicador, que está em mínimos históricos. Em concreto, fechou o mês de abril com um novo recorde, em -0,12%, estando em terreno negativo desde fevereiro de 2016.






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