
As grandes redes imobiliárias a operar em Portugal consideram o mercado dos vistos gold estratégico, ainda que tenha um peso residual no número total de transações. As zonas de Lisboa e de Cascais são as que atualmente atraem mais este tipo de investimento, com destaque também para Sintra e Porto. Mas as empresas estão convencidas que, com as alterações implementadas pelo governo ao programa, a procura neste segmento poderá expandir-se a outras zonas do país, onde é possível ter acesso ao visto gold com um investimento menor.
Miguel Poisson, diretor geral da ERA Portugal, citado pelo Sol, reconhece que depois dos problemas de credibilidade vividos por este programa, a procura caiu de forma significativa. Em contrapartida, o regime fiscal para residentes não-habituais tem vindo a despertar o interesse de estrangeiros da União Europeia.
Já a Remax admite, ao mesmo jornal, que o peso tem diminuído nos últimos anos: em 2015 representaram 1,4% do número de imóveis vendidos, em 2016 o seu peso baixou para os 0,7% e no primeiro trimestre do ano os números apontam para um peso de 0,6%.
"Os vistos gold desempenham um papel importante nas transações por via do volume de comissões imobiliárias que geram, mais do que pelo número de vendas realizadas", explica Beatriz Rubio, CEO da Remax.
Por seu lado, o administrador da Century 21 Portugal, Ricardo Sousa, diz ao Sol que a grande aposta da mediadora tem sido nos mercados europeus, "dado que o fator proximidade geográfica faz com que esta tipologia de clientes tenha uma maior apetência pelo investimento imobiliário, no nosso fantástico país", acrescentando o gestor que o peso dos vistos gold nos negócios da empresa tem-se mantido estável.
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