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Imobiliárias conseguem melhores resultados de sempre
idealista/news

O dinamismo do setor imobiliário em Portugal salta à vista e as contas das principais redes de franquicias a operar no mercado nacional provam isso mesmo. Nos três primeiros meses de 2017, as imobiliárias Remax, ERA e Century 21 obtiveram os melhores resultados de sempre e os dados do primeiro trimestre fazem antecipar uma "evolução muito significativa".

A Remax, que participou na transação de 6.809 imóveis (5.116 vendas e quase 1.700 arrendamentos) neste período (mais 19%), fechou o primeiro trimestre deste ano com aumentos de faturação de 40% face ao período homólogo, de colaboradores, cujo total é de 5.400, fazendo com que seja "o melhor de sempre".

A empresa referiu à Lusa que se mantém a tendência da localização da venda de casas dos últimos anos, com a zona da Grande Lisboa a "representar uma fatia importantíssima dos negócios de compra/venda efetuados".

Na realidade, há uma escassez, cada vez mais notória, da oferta destes dois produtos, isto é, a procura tem excedido largamente a oferta, o que tem conduzido a uma subida dos preços praticados", indicou a Remax, referindo que algumas agências suas têm "clientes interessados na compra de imóveis com características não distintas ou especiais e mesmo assim não encontram qualquer produto condicente".
 
Já Ricardo Sousa, administrador da Century 21 Portugal, confirmou à agência de notíciasque a empresa viveu também o "seu melhor trimestre de sempre": "desde 2007 que registamos uma sólida média de crescimento, de cerca de 15%, ao ano. Porém, nos primeiros três meses de 2017 registamos um aumento de 29% na rede Century 21 Portugal".
 
Na base dos bons resultados está o aumento das transações com recurso ao crédito à habitação, o que "está a permitir que as famílias, de classe média e baixa, regressem ao mercado".
 
"O maior motor do mercado imobiliário nacional são os portugueses que, na sua esmagadora maioria, não possuem poder de compra compatível com os preços de aquisição ou arrendamento de imóveis no centro das cidades", pelo que se deve abandonar uma "lógica especulativa" e enveredar por uma "lógica de valor acrescentando, centrada no consumidor".

Já a ERA caraterizou, em declarações à Lusa, março de 2017 como o "melhor mês de sempre em 20 anos", um resultado justificado pelos níveis de confiança mais elevados, a economia a crescer, a maior concessão de crédito à habitação, as taxas de juro baixas e ‘spreads’ competitivos e a elevada procura por parte de estrangeiros.
 
Junta-se ainda a baixa rentabilidade dos depósitos a prazo, segundo a empresa, que refere a cada vez maior procura de imóveis, tanto por estrangeiros, como por famílias nacionais.

Sem avançar números absolutos, a ERA indicou um crescimento de faturação, no primeiro trimestre e na comparação homóloga, em distritos como Setúbal (36,1%), Viana do Castelo (33,8%) ou Braga (30,6%).

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