O preço da habitação vai desacelerar na maioria dos principais mercados europeus nos próximos três anos, de acordo com o relatório “Europe's Housing Market Inflation Is Losing Pace” da Standard & Poor’s (S&P). A agência de notação financeira explica este comportamento com o facto do imobiliário estar a entrar, também, numa fase mais madura de recuperação da crise financeira. Para Portugal, a S&P estima que os preços cresçam 6,2% em 2020, 5,3% em 2021 e 4,3% em 2022.
Dos 10 países analisados no relatório, apenas Itália, Irlanda e Reino Unido verão os preços acelerar nos próximos três anos, “ainda que moderadamente”, segundo a S&P. As previsões apontam para subidas de 2,5% na Irlanda e Reino Unido, respetivamente, em 2020, que podem ser explicadas, por exemplo, com as negociações comerciais entre a UE e o Reino Unido, após a conclusão do Brexit, e agora também com a evolução da epidemia do corona vírus em território europeu.
O terceiro país que verá os preços subir é Itália. “Itália, onde os preços das casas estão a contrair de ano para a ano desde 2009, poderá experimentar o início de uma recuperação, embora tímida”, diz a S&P. O país vai sentir pequenos aumentos anuais, nomeadamente 0,5% para 2020, e até 1,5% em 2022.
A S&P conclui que, “embora os aumentos no preço da habitação sejam menores”, esses aumentos “continuarão a exceder o aumento anual dos salários, pelo menos este ano, na maioria das economias”, o que significa “uma maior deterioração da acessibilidade, especialmente na Alemanha e na Holanda”.






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