Assim está a nascer o Ombria, um resort de luxo no Algarve que finta a pandemia e atrai portugueses

As obras do empreendimento de alto 'standing', que está a crescer nos arredores de Loulé, seguem a bom ritmo. Um projeto a dez anos que promete fazer a diferença.
Assim está a nascer o Ombria, um resort de luxo no Algarve que finta a pandemia e atrai portugueses
A evolução das obras vista do céu (no edifício branco encontra-se o apartamento modelo) Ombria Resort

Esta é a história do nascimento, ou do crescimento, de um resort de luxo no Algarve, em total sintonia com a natureza. Um resort no campo, e não costeiro, que começou a sair do papel no final do ano passado. O ruído das máquinas das obras faz-se sentir e os aidaimes são bem visíveis, e nem a pandemia da Covid-19 pôs um travão à construção do Ombria Resort, que tem 153 hectares e está localizado a cerca de dez minutos de Loulé. O idealista/news foi conhecer alguns “segredos” daquele que será um empreendimento em que a sustentabilidade, a proteção do meio ambiente e o apoio ao património local são prioridades. A ver pelo apartamento modelo (um T2) das Viceroy Residences – ao todo serão 65, sendo que 30% já têm dono, 10% dos quais são portugueses –, o Ombria promete fazer a diferença no setor.

Vamos por partes. A construção do Ombria Resort divide-se em três fases. A primeira, que arrancou em dezembro de 2019 e tem conclusão prevista para 2022, contempla o Hotel Viceroy (de cinco estrelas) – terá seis restaurantes, piscinas, Spa, ginásio e kids club –, as 65 Viceroy Residences, o Centro de Conferências, o campo de golfe de 18 buracos e outras 95 unidades imobiliárias: 12 moradias, as chamadas Villas Alcedo, e 83 imóveis turísticos (apartamentos, moradias geminadas ou em banda e moradias isoladas), designadas Oriole Village – estas 83 habitações só serão lançadas em 2021 e apenas estarão prontas em 2023. 

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Assim está a nascer o Ombria, um resort de luxo no Algarve que finta a pandemia e atrai portugueses
Vista aérea que mostra a evolução das obras (à direita está o campo de golfe, já concluído) Ombria Resort

Depois, nas fases seguintes, entre 2024 e 2030, surgirão outras unidades imobiliárias e diversas instalações de lazer e entretenimento, como uma área para agricultura biológica, apicultura, observatório astronómico, piscinas aquecidas, caminhos/trilhos para passeios pela natureza ou BTT e um clube de praia numa das praias próximas.

Em causa está um investimento total de cerca de 300 milhões de euros do grupo finlandês Pontos, que detém os terrenos onde está a ser construído o complexo há cerca de uma década, tal como adianta João Richard Costa, diretor de vendas e marketing do Ombria Resort. “Este é um projeto a dez anos. Não prevemos terminá-lo antes de 2030”, diz.

Assim está a nascer o Ombria, um resort de luxo no Algarve que finta a pandemia e atrai portugueses
João Richard Costa, diretor de vendas e marketing do Ombria Resort Ombria Resort

Apartamentos nas mãos dos donos 70 dias por ano

Nesta primeira fase de construção,os trabalhos estão a decorrer a bom ritmo, refere o responsável ao idealista/news. Fazendo um ponto de situação, refere que estão a ser construídos o Hotel Viceroy at Ombria Resort, que terá 76 quartos, os 65 apartamentos para venda (as Viceroy Residences), o centro de conferências e a club house do campo de golfe. Campo esse que já está concluído – foi construído entre 2017 e 2019.

Destaque para o facto dos futuros proprietários das Viceroy Residences poderem usar os apartamentos apenas durante 70 dias por ano, com direito a usufruir de todas as condições que o hotel oferece aos hóspedes. Durante os restantes dias, os imóveis são arrendados a turistas, estando a gestão do arrendamento a cargo da cadeia norte-americana Viceroy Hotel Group. Aos donos dos imóveis é prometida uma rentabilidade líquida de 5% por ano durante pelo menos cinco anos.    

“Os apartamentos, ao contrário do que acontece em muitos empreendimentos em Portugal e na Europa, não estão separados do hotel, estão completamente integrados, e isso é um dos pontos de diferenciação em relação aos apartamentos de outros resorts”, considera João Richard Costa.

Chave na mão e... mobília incluída

Quem compra uma das Viceroy Residences não adquire apenas um apartamento, já que este é um negócio chave na mão, ou seja, a aquisição contempla também a decoração e a mobília, que por sinal são modernas e, claro, repletas de pequenos luxos. Isso mesmo tivemos oportunidade de constatar na visita que fizemos ao apartamento modelo, um T2 com 146 metros quadrados (m2) de área interna e terraço coberto de 22 m2. As vistas são de cortar a respiração e têm como pano de fundo o campo de golfe e todo um “manto verde” que transmite calma, paz e conforto.

“O design de interiores é da responsabilidade da Wimberly Interiors (WATG) e é inspirado das paisagens únicas que envolvem o resort e nas tradições locais”, revela a empresa, salientando que “os amplos espaços para confraternizar e as paredes revestidas à mão evocam memórias do design tradicional local enquanto o esquema de cores azul/branco presta homenagem ao mais famoso padrão da azulejaria portuguesa”.

Os preços? Variam muito, claro, consoante as tipologias e áreas dos apartamentos. “Aumentámos os preços em março, mesmo antes da pandemia surgir em Portugal, e a estratégia é ir aumentando à medida que as vendas vão sendo concretizadas”, explica João Richard Costa.

Os T1 variam entre 368.000 e 560.000 euros e os T2 entre 680.000 e 990.000 euros, mais ou menos”, revela, salientando que há dois tipos diferentes de T1 e de T2. Os T1 podem ter cerca de 80 m2 de área fechada, mais jardins, varandas etc., ou 110 m2, sendo que alguns têm piscinas privadas e/ou jacuzi, por exemplo. Já os T2 podem ter cerca de 145 m2 [o apartamento modelo que tivemos oportunidade de ver] ou cerca de 170 m2. A isto há que acrescentar os terraços, que têm cerca de 20 m2.  

São ao todo 65 as chamadas Viceroy Residences, sendo que 30% já têm dono, 10% das quais – seis ou sete – foram compradas por investidores portugueses. Sem adiantar mais pormenores, João Richard Costa fala em conversações avançadas com mais potencias compradores, pelo que é de esperar que, até final do ano, sejam vendidos mais apartamentos, inclusive a portugueses. 

Villas Alcedo, moradias personalizáveis

Por falar em investidores nacionais, são vários os que têm manifestado interesse em saber mais informações sobre as 12 moradias Villas Alcedo. De momento, há no entanto apenas um potencial comprador em vias de fechar negócio, mas é estrangeiro. Confirmando-se, a primeira das 12 moradias deve começar a ser construída em dezembro ou janeiro de 2021. 

“Os preços variam consoante o tamanho das casas: há com três, quatro, cinco, seis e sete quartos. A mais barata custa cerca de 2,5 milhões de euros e a mais cara, a que tem sete quartos, cerca de quatro milhões de euros”, revela o diretor de vendas e marketing do Ombria Resort.

O modelo de negócio das Villas Alcedo é, no entanto, diferente do das Viceroy Residences. “São 12 lotes para moradias unifamiliares, isoladas, que são construídas à medida que se vão vendendo, ao contrário do hotel e dos apartamentos. Vão sendo construídas uma a uma, porque são personalizadas para cada cliente. Há um design para cada uma, que é parecido, mas depois cada cliente escolhe os materias, as alterações ao ‘layout’ etc. É também chave na mão, mas sem mobília”, explica.

"Há muito interesse por portugueses pelas Villas Alcedo. São casas para residir o ano todo. No caso das Viceroy Residences também há, mas mais como produto de investimento"
João Richard Costa

Neste caso, e ao contrário dos apartamentos, os futuros proprietários podem usufruir das moradias todo o ano, não havendo qualquer gestão das mesmas a cargo do Viceroy Hotel Group.

“Há muito interesse por portugueses pelas Villas Alcedo. São casas para residir o ano todo. No caso das Viceroy Residences também há, mas mais como produto de investimento. Ou então de férias: pessoas que procuram um imóvel para passar uma temporada”, adianta.

Um resort que prima pela sustentabilidade energética

Para João Richard Costa, o Ombria Resort é seguramente um projeto diferente. Na vertente turística marca a diferença, desde logo, por ter um hotel de cinco estrelas. Hotel esse que será gerido por uma reconhecida cadeia internacional que se estreia a operar em Portugal. Irá distinguir-se dos outros também, entre outras razões, pela preocupação com a sustentabilidade energética, que contribuirá para diminuir a pegada ambiental. 

"Teremos um dos maiores sistemas de geotermia da Península Ibérica. Já foi montado"
João Richard Costa

“Teremos um dos maiores sistemas de geotermia da Península Ibérica. Já foi montado. É um sistema composto por tubos solares, que vai permitir aquecer as águas utilizadas pelos proprietários ou pelos hóspedes do hotel e, ao mesmo tempo, criar energia para fabricar o ar condicionado. É um sistema de geotermia bastante inovador. Vai permitir reduzir muito as nossas necessidades de energia, que vamos buscar à rede. Será uma redução de cerca de 70%”, explica o responsável. 

Salientando que a “sustentabilidade são muitas coisas”, João Richard Costa frisa que o objetivo é “que o resort esteja bem integrado na natureza” e que se possa “proteger a biodiversidade” do local onde está a ser construído o complexo. Um desafio que está a ser cumprido, havendo a preocupação de “plantar mais árvores do que aquelas que se estão a afetar”. “Quando o resort estiver terminado vai parecer que sempre lá esteve”, conclui.

Assim é o apartamento modelo das Viceroy Residences

1 Comentários:

Paul Rees
13 Novembro 2020, 19:34

This is greewashing at its finest - 'in total harmony with nature'... the Pontos PR effort has been first class

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