Foi construído no final do século XX e, mais tarde, tornou-se destino obrigatório dos amantes de eletrónica, por ali funcionar uma das primeiras empresas que vendia componentes eletrónicos em Portugal, a DIMOFEL. Falamos do edifício situado na esquina entre a Avenida da Liberdade e a Praça da Alegria, em Lisboa, que está a ser reabilitado – o projeto deve estar concluído no terceiro trimestre de 2021. O Alegria One, como se chama, sai do papel após um investimento de 11 milhões de euros da EastBanc e promete trazer “uma oferta de escritórios diferenciadora”.
A garantia é dada por Tiago Eiró, CEO da EastBanc em Portugal, que considera tratar-se de “um projeto único, numa das zonas mais emblemáticas de Lisboa”. “Procurámos adaptar este projeto às necessidades mais atuais das empresas, que cada vez mais procuram espaços com áreas amplas em ‘open space’ total, sem colunas, e que permitem uma enorme variedade de opções ao nível do design do espaço. Num momento em que muitas empresas estão a redefinir os seus espaços de trabalho, o Alegria One será, sem dúvida, uma excelente opção para um segmento ‘premium’ numa localização de excelência em Lisboa”, acrescenta, citado em comunicado.
Em causa está um projeto que tem a assinatura do conceituado arquiteto Eduardo Souto de Moura. A comercialização do mesmo, que acabou de arrancar, está a cargo da JLL e da Cushman & Wakefield (C&W), adianta a EastBanc, empresa de promoção e gestão imobiliária, especializada na aquisição, remodelação e gestão de ativos imobiliários, em particular na área da revitalização urbana e sobretudo na zona do Príncipe Real.
Segundo a promotora imobiliária, o projeto de reabilitação irá manter as três fachadas do antigo edifício e todos os elementos arquitetónicos que o caracterizam e transformará este espaço num edifício de escritórios de topo com amplos espaços, sem pilares, uma loja única voltada para a Avenida da Liberdade e ainda um restaurante com ampla área exterior, no centro da Praça da Alegria.
Edifício terá sete pisos e uma área comercial de 2.200 m2
“O edifício conta com uma área de construção total de 2.800 metros quadrados (m2) e, após a intervenção, terá sete pisos com um total de 2.200 m2 de área comercial, divididos entre 1.300 m2 de escritórios, um espaço de restauração com logradouro exterior e uma loja de com mais de 400 m2 no piso térreo com seis metros de altura, além de arrecadações em cave” lê-se na nota enviada às redações.
Segundo Carlos Oliveira, Partner e Head of Office Agency da C&W, “o Alegria One é um edifício absolutamente único no coração da Avenida da Liberdade”. “(…) O edifício oferece pisos amplos, muito eficientes e luminosos para uso de escritórios, e uma loja fantástica com duplo pé direito e grande montra para a Avenida. O resultado final é a combinação perfeita de localização, qualidade, eficiência e prestígio”, comenta.
Para Mariana Rosa, Head of Leasing Markets Advisory da JLL, “tudo foi pensado ao detalhe para disponibilizar um edifício de escritórios ‘premium’ na localização de maior prestígio de Lisboa”. “(…) Trata-se de um imóvel com três frentes de fachada, o que confere uma visibilidade única quer para as empresas que instalem aí os seus escritórios quer para as marcas que ocupem a loja e o restaurante. Um projeto como este não surge muitas vezes e não temos dúvida de que será muito disputado”, conta.
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