
A atividade empresarial em Portugal parece estar de boa saúde para o imobiliário e construção, tendo registado das maiores subidas anuais na constituição de novas empresas nos primeiros seis meses de 2025. O saldo ainda é mais positivo tendo em conta que tanto os encerramentos, como os processos de insolvência nestes dois setores estão bem mais baixos face há um ano.
“As atividades imobiliárias lideram as subidas na criação de empresas, com um crescimento de 22% face ao período homólogo (+605 constituições), em especial a ‘Compra e venda de bens imobiliários’ (+24%)", revela o mais recente relatório da Informa D&B. E destaca também o crescimento das novas empresas no setor da construção (+9,6%; +315 constituições), sobretudo a atividade da Construção de edifícios residenciais e não residenciais (+12%).
O imobiliário e a construção são dois dos cinco setores que registaram aumentos na constituição de empresas no primeiro semestre do ano. Os outros três são: agricultura (+18%), indústrias (+4,1%) e serviços empresariais (+1,9%). Nos restantes setores de atividade observou-se um decréscimo no nascimento de negócios, com destaque para os transportes (-26%), que teve a maior queda. Com uma descida significativa está também o setor do retalho (-11%).
O saldo nacional acabou por ser, assim, negativo. “No primeiro semestre de 2025, foram constituídas 27.723 novas empresas em Portugal, o que corresponde a uma descida de 0,6% face ao período homólogo (-180 constituições). Apesar de ser ligeira, esta descida segue-se a um ano de 2024 em que a criação de empresas já tinha revelado um recuo face ao ano anterior, interrompendo um ciclo de crescimento contínuo entre 2020 e 2023”, lê-se ainda.
A nível geográfico, foi o Norte a região com o maior número de constituições empresariais neste período (+132). “O aumento do número de constituições de empresas no Norte foi muito impulsionado pelo aumento da criação de novas empresas de atividades imobiliárias na região (+37%; +274 constituições)”, explica a Informa D&B.
Por outro lado, as regiões da Grande Lisboa (-4,6%; -378 constituições) e do Algarve (-9,0%; -159 constituições) registam os maiores recuos na criação de empresas, “com o forte contributo da descida nas empresas de transportes nestas duas regiões”, detalha.
Encerramentos e insolvências em queda no imobiliário e construção
Já no que diz respeito ao número de empresas a fechar ou a entrar em insolvência, o imobiliário e a construção seguem a tendência nacional de descida observada nos primeiros seis meses do ano.
Até final de junho, encerraram 4.991 empresas em todo o país, o que corresponde a uma descida anual de 25,2%. Neste ponto, as empresas de imobiliário registaram uma queda nos encerramentos de 25,8% e na construção a descida foi de 20,7%. “A descida neste período foi transversal a todos os setores de atividade, com exceção dos Transportes (+0,5%; +4 encerramentos)”, destacam.
Quanto às insolvências, a nível nacional foram iniciados 979 processos no primeiro semestre de 2025, menos 9,3% do que há um ano. A descida dos processos de insolvência iniciados foi de 10,3% no imobiliário e 6,1% na construção.
Em Portugal. “a descida ocorre em mais de metade dos setores de atividade, mas mais concentrada no setor das Indústrias (-35%; -108 insolvências), nomeadamente na Indústria de Têxtil e Moda (-48%; -95 insolvências). Este subsetor, que em 2024 registou quase o triplo das insolvências do ano anterior, mostra agora um abrandamento das insolvências. Apesar deste recuo, é na Indústria de Têxtil e Moda que se concentra ainda o maior número de insolvências do semestre”, analisa a Informa D&B.
Acompanha toda a informação imobiliária e os relatórios de dados mais atuais nas nossas newsletters diária e semanal. Também podes acompanhar o mercado imobiliário de luxo com a nossa newsletter mensal de luxo.
Para poder comentar deves entrar na tua conta