A tempestade Kristin deixou um rasto de destruição por Portugal, afetando casas, infraestruturas e vários estabelecimentos. Perante este cenário, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Novo Banco anunciaram linhas de crédito com condições especiais para apoiar as famílias e empresas afetadas pelo mau tempo. Estes apoios da banca, juntos, somam 400 milhões de euros.
A CGD aprovou medidas “extraordinárias e de implementação imediata” no valor de 300 milhões de euros para todos os clientes (famílias e empresas) que “declarem danos sofridos com a tempestade dos últimos dias”, revelou em comunicado. E o banco público admite que este montante pode ser “ampliado” caso haja necessidade.
De acordo com a CGD, as medidas relacionadas com crédito são “válidas para todas as novas propostas, com data de entrada até 31 março 2026 e com contratação/escritura até 31 de maio”.
A CGD desenhou várias medidas, abrangendo diferentes tipos de crédito, com spread 0% e isenção de comissões no crédito habitação para obras e reabilitação.
O banco público oferece ainda “redução de taxa de juro/spreads para operações em vigor, moratórias de crédito e juros até 6 meses e alargamento de prazo até 10 anos, com hipótese de diferimento de 10% capital”.
A CGD avança ainda com medidas de apoio ao crédito pessoal, isenção de comissões para novas operações de crédito a empresas e “apoio à tesouraria com carência de capital durante 6 meses, e de 12 meses para operações de médio-longo prazo e 'leasings'”.
“Estas medidas foram concebidas para responder às necessidades das famílias e empresas afetadas, garantindo soluções rápidas e eficazes refletindo a responsabilidade da Caixa”, salientou, indicando que assim se criam condições que permitem “estabilizar a vida das populações e a recuperação mais célere da atividade económica das regiões afetadas”.
Novo Banco lança linha de crédito de 100 milhões
Também o Novo Banco anunciou o lançamento de duas linhas de crédito bonificadas, no montante de 100 milhões de euros, para apoio a famílias e empresas afetadas pela tempestade Kristin, de acordo com um comunicado.
Segundo a instituição bancária, estas soluções de financiamento incluem "uma linha de crédito hipotecário bonificada para famílias" para apoiar obras de reparação e reabilitação de habitações danificadas pela tempestade.
O banco lançou ainda "uma linha de crédito bonificada para empresas", com o objetivo de "apoiar a reposição da atividade, a reparação de infraestruturas e a recuperação de danos causados" pela depressão Kristin.
De acordo com o comunicado, as linhas de crédito foram concebidas com "condições financeiras mais favoráveis", como spread zero e isenção das comissões bancárias, para "aliviar a pressão imediata sobre os orçamentos familiares e a tesouraria das empresas".
"As linhas de crédito estarão disponíveis através da rede comercial do novobanco, sendo a análise e concessão sujeitas às condições habituais de risco de crédito", rematou.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira (dia 28 de janeiro), deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
*Com Lusa
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