Tapeçaria sustentável e sensorial é tendência no luxo para 2026, revela designer da portuguesa Ferreira de Sá em entrevista.
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Gonçalo Lopes
Gonçalo Lopes

Há muito que a tapeçaria faz parte da decoração da casa, mas antes apenas como um objeto que servia apenas para cobrir o chão, dando conforto térmico e acústico aos espaços. Atualmente, a realidade é outra: as artes manuais uniram-se às novas tecnologias, multiplicando as possibilidades na tapeçaria, dando-lhe um novo significado e valor. “A tecnologia é, hoje, um ‘plus’ que nos permite ir muito mais além daquele tapete que inicialmente era apenas um objeto funcional quase retangular. Agora, conseguimos fazer verdadeiras obras de arte”, conta em entrevista ao idealista/news Sónia Oliveira, designer na Ferreira de Sá, empresa sediada em Espinho, que se dedica à tapeçaria de luxo há 80 anos.

“A tapeçaria deixa cada vez mais de ser meramente um objeto funcional e está cada vez mais perto de uma pintura, de uma escultura, porque (…) conseguimos fazer misturas de fios que parecem pinturas, que parecem aguarelas. O tapete está cada vez mais próximo da obra de arte do que o básico objeto funcional que era antigamente”, explica a criadora portuguesa formada na ENSCI – Les Ateliers, instituição de ensino francesa dedicada exclusivamente ao design.

"O brilho excessivo que se via até agora nas matérias-primas está a começar a ser substituído por matérias-primas mais naturais e sustentáveis"

As tendências da tapeçaria de luxo para 2026 não ficam por aqui. A designer da empresa nortenha - que já produziu tapetes de luxo para figuras públicas e fez parcerias no desenvolvimento de coleções com arquitetos de renome, como Frank Gehry e Siza Vieira -, sente que “o tapete passa a ter formas mais orgânicas, mais conectadas com a natureza”, trabalhando-se mais as texturas e misturas de materiais. “A tendência é mais sensorial e também passa por ter mais consciência ambiental sobre as matérias-primas a usar”, como a lã não tingida, aponta a porta-voz da Ferreira de Sá, onde, segundo diz, se trabalha ao detalhe “com o coração” para produzir tapetes de “qualidade luxuosa”, sobretudo, para casas, lojas e hotéis no estrangeiro.

A sustentabilidade também continua a marcar a decoração e a tapeçaria, traduzindo-se não só na escolha das matérias-primas, mas também no controlo produtivo para evitar desperdícios. “Temos sempre cuidado em reaproveitar matérias-primas de excedentes de produção”, refere Sónia Oliveira em entrevista ao idealista/news. Foi precisamente aproveitando excedentes que produziram um tapete para uma escola pública de Espinho, a propósito do Dia Mundial da Criança, reforçando a sua ligação à comunidade local.

Tapeçaria de luxo
Sónia Oliveira, designer na Ferreira de Sá Créditos: Gonçalo Lopes | idealista/news

A Ferreira de Sá foi fundada em Silvalde, Espinho, em 1946. Conte-nos um pouco da história da empresa. Sempre se focou na tapeçaria de luxo? 

A tapeçaria Ferreira de Sá começou como uma empresa familiar em 1946. Julgo que começou logo a trabalhar tapetes de luxo, de alta qualidade. Inicialmente, só existia a parte artesanal, ou seja, os teares manuais. Mais tarde, com a evolução e com novas inovações, começou-se a trabalhar com as pistolas de ‘tufting’, em que o fio é postulado numa tela, dando maior liberdade criativa. Aí começou-se a conseguir fazer formas mais orgânicas, desenhos mais complexos, mais abstratos. E a partir daí fomos crescendo. Agora temos mais máquinas, mais teares, mas não se perdeu a tradição, que é cada vez mais valorizada. A tecnologia é, hoje, um ‘plus’ que nos permite ir muito mais além daquele tapete que inicialmente era apenas um objeto funcional quase retangular. Agora conseguimos fazer verdadeiras obras de arte. Fazemos tapetes desenhados à medida e, em paralelo, estamos a trabalhar mais a marca Ferreira de Sá, começando a apostar mais em coleções, que podem ser personalizadas.

"Temos sempre pessoas a quererem aprender a arte. A arte não se está a perder"

Como é que se consegue este equilíbrio entre a tecnologia e artes manuais? 

O trabalho do nó manual continua a ser um trabalho muito tradicional feito nó a nó por quem trabalha nos teares. Conseguimos é dar uma modernização ao tipo de design ou ao tipo de padrão que é feito. Antigamente, faziam-se mais aqueles desenhos florais mais tradicionais e, agora, conseguimos num tipo de produto que é tão tradicional fazer uma obra de arte. Conseguimos reproduzir uma pintura, por exemplo. Aí já conseguimos modernizar uma técnica tão ancestral, elevá-la e elevar o valor para o dia a dia, para o contemporâneo.

Como qualifica a oferta de mão de obra qualificada, sobretudo, para as técnicas artesanais (nó manual e tecelagem manual)? E para a vertente tecnológica?

Na parte do artesanato é um bocadinho mais complicado, mas temos sempre pessoas a quererem aprender a arte. A arte não se está a perder. E algo que temos na Ferreira de Sá é a vontade de transmitir o ‘know how’ às novas equipas, uma cultura que já existe há 80 anos. Sinto que as pessoas que entram na Ferreira de Sá se envolvem muito com a cultura da empresa, que gostam mesmo daquilo que fazem. Às vezes parece que estão a fazer um tapete para elas próprias, demonstrando estar 100% empenhadas e ter até paixão pelo trabalho.

Artesanato em Portugal
Créditos: Ferreira de Sá

O design das vossas tapeçarias procura alinhar-se com as tendências do momento? Dê-nos alguns exemplos.

Sim, temos sempre muita atenção às tendências. Normalmente, seguimos as tendências através de plataformas digitais, colaboramos e compramos ‘trend books’ para ver as tendências para os próximos anos. Também participamos nas feiras do setor, como a Maison & Objet (Paris) e Salone del Mobile (Milano) e inspiramo-nos em revistas da especialidade. O que é tendência acaba por nos orientar para aquilo que vai ser a nossa inspiração. 

A inspiração pode vir de múltiplas coisas que vivemos no dia a dia: de uma viagem, de visitas a museus, de obras de arte em que nos inspiramos para misturar as cores, fazer pinturas abstratas, por exemplo. A inspiração também pode vir da moda, de tecidos, da joalharia, de texturas, da natureza, da tradição… A coleção Além Tejo foi toda estudada a partir da região alentejana, inspirando-se nas tradições, nas cores da terra, na arquitetura, na calma. Esta é uma coleção que convida a estar, a ficar, a usar o espaço, a tirar os pés e a caminhar sobre tapetes e a repousar… tudo o que o Alentejo nos transmite.

"O tapete deixa de ser meramente um tapete retangular e passa a ter formas mais orgânicas, mais conectadas com a natureza"

Que tendências de design nas tapeçarias de luxo antecipa para 2026?

Acho que as tendências vão mudar um bocadinho. O brilho excessivo que se via até agora nas matérias-primas está a começar a ser substituído por matérias-primas mais naturais e sustentáveis, como o linho e a lã não tingida. Vamos também utilizar mais formas orgânicas. O tapete deixa de ser meramente um tapete retangular e passa a ter formas mais orgânicas, mais conectadas com a natureza. Vai-se trabalhar muito as texturas, isto é, tapetes esculpidos, misturas de materiais, aquela sensação táctil de poder tocar no tapete e ter vontade de tirar os sapatos e poder calcá-lo. A tendência é mais sensorial e também passa por ter mais consciência ambiental sobre as matérias-primas a usar. 

Há a tendência de procurar tapetes que sejam mais fáceis de limpar, que sejam impermeáveis ou que tenham manutenção facilitada?

Sim, muito. Para hotéis ou para residenciais que tenham crianças ou animais, pedem muito aconselhamento sobre as matérias-primas a usar. Também temos um acabamento que é impermeabilizante, que evita que a nódoa caia na fibra, embora convenha sempre que a nódoa seja limpa rapidamente depois de cair. Mas se for uma nódoa, por exemplo de café, que só seja notada vários dias depois, recomendamos o contacto a profissionais de limpeza especializados em tapetes. Mas, sim, é uma preocupação cada vez maior.

Tapetes inspirados na natureza
Tapete da coleção Além Tejo Créditos: Ferreira de Sá

Já fizeram ou pensam fazer algum tipo de parceria com uma figura de destaque para o desenvolvimento do design dos vossos produtos?

Já tivemos parcerias no desenvolvimento de coleções com arquitetos de renome, como Frank Gehry e Siza Vieira. Esses tipos de parcerias dão-nos sempre ainda mais visibilidade e mais valor na medida em que um arquiteto como o Frank Gehry acredita que somos capazes de transformar as suas obras em tapeçaria. Aí estamos a falar da tapeçaria como obra de arte, talvez não para pôr no chão, mas sim numa parede. 

"O tapete está cada vez mais próximo da obra de arte do que o básico objeto funcional que era antigamente"

Há a tendência de olhar para as tapeçarias como obras de arte? 

Sim, acho que a tapeçaria deixa cada vez mais de ser meramente um objeto funcional e está cada vez mais perto de uma pintura, de uma escultura, porque em vez de tinta usamos fios, mas conseguimos fazer misturas de fios que parecem pinturas, que parecem aguarelas. Conseguimos esculpir tapetes com tesouras que ficam autênticas esculturas. Portanto, acho que o tapete está cada vez mais próximo da obra de arte do que o básico objeto funcional que era antigamente. Isto também porque, com o minimalismo dos espaços frios que se vê hoje, acho que o tapete vai acrescentar muito valor a um espaço e vai também espelhar a personalidade de quem lá vive.

Tapetes como obras de arte
Créditos: Gonçalo Lopes | idealista/news

Que experiência de luxo querem dar com as vossas tapeçarias? Quais são principais elementos que diferenciam os vossos produtos?

Aquilo que diferencia um tapete de Ferreira Sá em relação a outros tapetes no mercado é principalmente o facto de serem peças únicas. A peça é pensada para um cliente específico e em exclusivo. Todo o processo é desenvolvido tendo em conta a ideia original e a necessidade desse cliente. Temos atenção às fibras para a funcionalidade em que vai ser utilizado, porque trabalhamos com projetos desde residenciais a projetos para lojas e hotéis. Aí, é a própria matéria-prima que nos vai guiar num determinado sentido, porque para projetos para lojas e hotéis, primeiro, vamos dar mais valor à resistência dos materiais e só depois é que olhamos para a parte estética do tapete em si. Temos muita atenção ao detalhe. Acho que fazemos tudo com o coração, como se o tapete fosse para nós. Temos sempre a tendência de levar as coisas a um extremo da perfeição. E acredito que cada tapete que saia daqui tem uma qualidade luxuosa. É isso que nós chamamos luxo.

"Fazemos tudo com o coração, como se o tapete fosse para nós"

Os tapetes de luxo têm o poder de transformar ambientes? Em que medida?

O tapete é essencial em qualquer tipo de ambiente. O tapete vai trazer calor, conforto e vai acabar por fazer uma ligação com todas as outras peças decorativas de uma sala. Um tapete num open space, por exemplo, pode definir áreas diferentes e fazer com que as duas áreas se comuniquem, se conectem. Além disso, traz também mais conforto acústico, porque abafa os sons.

Decorar a casa com tapetes
Créditos: Gonçalo Lopes | idealista/news

Quem é que mais procura os vossos tapetes? Portugueses ou estrangeiros? Mais famílias para decorar a casa ou compradores institucionais para hotéis, escritórios…?

Trabalhamos com todas essas realidades. Na verdade, nunca é o cliente final que vem ter connosco, mas sim o nosso parceiro, seja um designer de interiores, seja um gabinete de arquitetura para projetos ‘contract’ [para espaços comerciais]. Fazemos um pouco de tudo. Cerca de 90% da nossa produção é para exportação, portanto, trabalhamos mais com o mercado internacional, com Espanha, França, Suíça e Médio Oriente. Fazemos muitos projetos residenciais, para lojas, para hotéis e já chegámos a fazer para aeroportos.

"Somos procurados por figuras públicas, marcas de luxo, gabinetes de arquitetura já muito conceituados para projetos que estão a fazer no exterior"

Qual é o perfil de quem procura os vossos tapetes de luxo? 

Trabalhando no setor de luxo, normalmente são pessoas que já sabem o valor que vai ter um tapete Ferreira de Sá. Portanto, somos procurados por figuras públicas, marcas de luxo, gabinetes de arquitetura já muito conceituados para projetos que estão a fazer no exterior. Mas normalmente não lidamos com eles diretamente. 

Tapetes na comunidade local
Tapete feito para o Dia da Criança oferecido a uma escola de Espinho Crédito: Ferreira de Sá

Ao longo de 11 anos enquanto designer na Ferreira de Sá, há algum tapete que lhe tenha dado especial gosto de desenhar e produzir?

Muitos mesmo. O primeiro foi uma emoção. Foi o primeiro desenho que fiz e depois vê-lo a tornar-se realidade foi mesmo muito satisfatório. Depois passei por vários projetos. Gosto de projetos muito complexos, que trabalhem com muitas cores, tipo aguarela, coisas abstratas. Um dos últimos projetos que fiz até foi um projeto muito pequeno: uma carpete para oferecer a uma escola de Espinho no Dia Mundial da Criança. Primeiro, demos papéis às crianças de diferentes idades da escola para fazerem desenhos sobre as crianças e sobre os seus direitos. E, depois, com os desenhos feitos pelas crianças adaptámos um tapete em que passámos a mensagem principal, que era o amor. O tapete ficou lindíssimo, recriámos os traços das crianças pequenas, todas as mensagens que queriam passar, do amor, do acesso à habitação, da igualdade de géneros, tudo isso foi posto no tapete. Esse projeto, apesar de ter sido pequenino, foi um projeto que me deu muito gosto de fazer. Esse tapete foi todo feito em ‘tufting’, em máquinas. Mas como tinha tantos detalhes, perante os traços finos das crianças, uma parte teve de ser feito à mão. Outra curiosidade sobre esse projeto é que foi todo feito com excedentes de produção, tornando-o também mais sustentável.

"Mantemos um compromisso contínuo com a comunidade local, através do apoio a diferentes instituições e projetos de proximidade"

De que formas se aproximam da comunidade local, em Espinho?

Mantemos um compromisso contínuo com a comunidade local, através do apoio a diferentes instituições e projetos de proximidade, nomeadamente centros sociais, escolas e bibliotecas. Esse apoio concretiza-se através de doações pontuais, que podem incluir tapetes, materiais ou outras formas de contribuição, ajustadas às necessidades de cada entidade. Além disso, mantemos um conjunto de parcerias locais (ginásio, farmácia, óticas e oficinas), que permitem condições especiais aos trabalhadores. 

Tapetes de luxo
Tapete Caretos feito no âmbito de um projeto social Créditos: Ferreira de Sá

A sustentabilidade também é tida em conta na Ferreira de Sá. Explique-nos como este aspeto se reflete na empresa desde a produção à entrega dos produtos.

Temos materiais por si só sustentáveis. Por exemplo, lãs naturais que não têm qualquer tipo de tingimento, em que a pegada é mínima. Também trabalhamos com fibras recicladas, como o ‘econyl’, que é feita de reaproveitamento de redes de pesca e que é um material super resistente. Temos também o controlo a nível produtivo de evitar ao máximo excedentes. E, depois, todos esses excedentes além de serem usados em projetos como o do Dia Mundial da Criança, são também utilizados por vezes para fazer ‘gifts’ para eventos, como bases de copos. Temos sempre esse cuidado em reaproveitar matérias-primas de excedentes de produção. 

Também adotámos a política aqui na empresa de não utilizar papel, fazermos tudo de forma digital, notando-se uma redução brutal tendo em conta que a empresa tem 250 trabalhadores. Toda a água utilizada no processo produtivo é tratada internamente, na nossa própria Estação de Tratamento de Águas Residuais Industriais (ETARI). Este sistema opera em ciclo fechado, permitindo a reutilização da água e assegurando que não existe qualquer descarga no ambiente. Temos consciência de que a sustentabilidade é importante, e temo-la em conta não só no desenvolvimento, mas em toda a empresa.

"O valor de cada tapete resulta de um conjunto de variáveis - dimensão, técnica, materiais, densidade, complexidade do desenho e nível de acabamento"

Quais são os principais canais de comercialização dos vossos tapetes? Têm loja online? Qual é a gama de preços dos produtos?

Trabalhamos B2B, não temos lojas próprias nem vendemos online. No entanto, temos uma rede de distribuidores e agentes por todo o mundo que representam a Ferreira de Sá. Em Portugal temos vários em Lisboa, Porto e Braga, que comercializam os nossos produtos, sendo que esses distribuidores e agentes têm uma formação para conseguir comunicar e vender os nossos tapetes. Em mercados estratégicos como os EUA e França trabalhamos também de forma direta com arquitetos, designers de interiores e retail partners. 

O valor de cada tapete resulta de um conjunto de variáveis - dimensão, técnica, materiais, densidade, complexidade do desenho e nível de acabamento. Por isso, cada proposta é sempre definida projeto a projeto, refletindo as especificações do cliente e do parceiro, e o investimento associado a esse nível de construção e detalhe.

Tapeçaria de luxo
Fábrica Ferreira de Sá Créditos: Ferreira de Sá

Hoje, a Ferreira de Sá está presente em mais de 60 mercados estrangeiros. Quais são os principais? Contam expandir-se ainda mais além-fronteiras? 

Temo-nos vindo a expandir cada vez mais para o mercado externo. E os eventos também nos têm ajudado neste sentido. Recentemente, estivemos na Paris Déco Off, com a coleção Além Tejo, que abriu ainda mais as portas a novos mercados. Estamos a planear a abertura para 2026 do nosso primeiro ‘showroom’ em Londres, que resulta da parceria com um representante local e reflete a nossa vontade de estar mais próximos da comunidade criativa. Temos também um escritório em Nova Iorque que já nos está a dar uma maior abertura no mercado norte-americano. E temos planeado a abertura de outros ‘showrooms’ a nível europeu que, com certeza, vão trazer ainda mais clientes internacionais.

"Temos uma vontade muito grande de expandir, de fazer crescer também a marca Ferreira de Sá com coleções próprias"

Qual é a estratégia e objetivos da Ferreira de Sá para 2026?

Vamos lançar em 2026 uma nova coleção que ainda está em preparação, mas que não posso divulgar absolutamente nada, apenas posso adiantar que vai ser completamente diferente da coleção Além Tejo. Achamos que o caminho agora da Ferreira de Sá é não participar em feiras, mas sim participar em eventos mais direcionados aos clientes específicos que queremos que nos visitem – daí a escolha Paris Déco Off e não da Maison & Objet (Paris). Portanto, vamos continuar a investir nesse tipo de eventos em cidades europeias e noutras cidades internacionais, como Riade, e talvez em feiras em Nova Iorque. Temos uma vontade muito grande de expandir, de fazer crescer também a marca Ferreira de Sá com coleções próprias, além de continuarmos a fazer tapetes à medida. 

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