Cerca de 1,8 milhões de pessoas vivem nos 68 municípios onde foi declarada situação de calamidade, segundo os Censos 2021.
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Situação de calamidade
INE

Em 2021, cerca de 1,8 milhões de pessoas (17% da população residente em Portugal) viviam nos 68 municípios onde foi declarada situação de calamidade, que concentravam 1.133.570 alojamentos, 19% do total nacional, revelou esta sexta-feira (13 de fevereiro de 2026) o Instituto Nacional de Estatística (INE). De recordar que os concelhos em causa deixaram de estar em situação de calamidade a partir desta segunda-feira (16 de fevereiro de 2026).

“Os 68 municípios em situação de calamidade abrangem uma área de 20.565,4 km2 (22,3% do país) e apresentavam, em 2021, uma densidade populacional de 85,7 habitantes por km2, inferior à registada para o total do país (112,2 habitantes por km2)”, lê-se na nota do INE.

Segundo o gabinete nacional de estatística, a estrutura etária da população nos municípios em causa aproximava-se da nacional, embora com um perfil ligeiramente mais envelhecido:

  • 26,4% da população tinha 65 ou mais anos (23,4% no total do país);
  • A idade mediana era de 48 anos, enquanto a do país era de 46 anos.

No que diz respeito aos alojamentos, e tendo por base os Censos 2021, nos 68 municípios em situação de calamidade existiam 1.133.570 alojamentos, o equivalente a 19% do total nacional. A distribuição segundo a forma de ocupação era a seguinte:

  • 63,8% – Residência habitual (primeira habitação);
  • 21,8% – Residência secundária;
  • 14,4% – Alojamentos vagos.

De referir, ainda, que na área ocupada pelos 68 municípios estavam localizados 1.545 alojamentos coletivos, dos quais 969 (62,5%) eram de apoio social.

De acordo com o Correio da Manhã, há ainda, apesar do fim da situação de calamidade, cerca de 26 mil pessoas sem energia e aldeias isoladas pela água, encontrando-se a principal autoestrada do país, a A1, interrompida em Coimbra, entre os nós de Coimbra Sul e Coimbra Norte, em ambos os sentidos. Uma interrupção que se deve ao colapso de um troço da via causado pela rutura de um dique no rio Mondego durante as recentes cheias. 

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