Escritórios na Europa: procura por espaços de alta qualidade dispara

Apesar da crescente procura por escritórios de elevada qualidade em localizações centrais, a oferta é cada vez mais limitada.
Cushman & Wakefield
Cushman & Wakefield
Cátia Colaço
Cátia Colaço (Colaborador do idealista news)

Na Europa, tem-se assistido a uma procura cada vez maior por espaços de elevada qualidade no mercado de escritórios em localizações centrais. Contudo, há um desafio crescente: a oferta limitada. Um cenário que se verifica também em Portugal, nomeadamente em Lisboa, onde estão a nascer vários projetos, mas alguns já estão pré‑arrendados. 

Segundo o relatório European Office Update da Cushman & Wakefield (C&W), os espaços Grade A representaram 52% de toda a atividade de arrendamento na região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) no ano de 2025, atingindo um máximo histórico, enquanto as rendas prime voltaram a subir pelo 20º trimestre consecutivo. Já a taxa de desocupação de edifícios Grade A tive uma quebra para 3,5%. Ao mesmo tempo, o ‘pipeline’ de novos projetos registou o nível mais baixo da última década.

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Em comunicado, Javier Bernades, Head of Offices, EMEA da C&W, explica que “a qualidade tornou-se o principal critério para os ocupantes em toda a Europa, o que está a restringir a disponibilidade de espaços com especificações elevadas”. E acrescenta: “Ao mesmo tempo, assistimos ao regresso dos investidores, apoiado por uma melhoria da liquidez e pelo crescimento consistente das rendas prime”.

Quanto à absorção de escritórios, chegou aos 10,5 milhões de metros quadrados (m2) durante o ano passado. As zonas centrais de negócios (CBDs) concentraram 67% de toda a atividade no mercado europeu, levando as rendas prime a aumentar 4,6% em comparação com o ano transato. Apesar desse aumento ter sido liderado pelos mercados britânico e francês, a renda prime em Lisboa, na Avenida da Liberdade, subiu 5,3% em termos homólogos.

Em sentido contrário, a descer, está a atividade de promoção, com uma queda para 10,1 milhões de m2 na área de construção, atingindo o nível mais baixo dos últimos 10 anos, muito devido aos custos de construção elevados e ao financiamento que tem limitado novos projetos.

"Lisboa acompanha as tendências europeias"

“Lisboa acompanha claramente as tendências europeias, com maior pressão sobre as rendas e uma procura muito forte por projetos de elevada qualidade em localizações centrais. Apesar de existirem cerca de 300.000 m2 em construção, a maioria dos projetos só deverá começar a entrar no mercado em 2027, estando já 37% pré‑arrendados”, reflete Pedro Salema Garção, Partner e Head of Offices da C&W Portugal.

No que respeita ao investimento em escritórios, foram registados em 2025 cerca de 52 mil milhões de euros no mercado europeu, o que representa uma subida de 14%. As 'yields' tiveram uma compressão pelo sexto trimestre consecutivo, enquanto a liquidez registou uma recuperação gradual. Para os anos de 2026 e 2027 está previsto que as rendas continuem a aumentar, impulsionadas pela escassez de oferta de espaços de alta qualidade.

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