O mercado de escritórios em Portugal demonstrou um cenário de estabilidade nas principais praças portuguesas durante o primeiro trimestre do ano, com a rendas no Central Business District (CBD) de Lisboa e Porto próximas dos níveis do trimestre anterior.
Lisboa continua a liderar os preços das rendas
De acordo com os dados do Iberia Property Market Report Q1 2026, da MVGM, o mercado de Lisboa demonstrou-se resistente, mas sem um crescimento evidente. A renda prime no CBD atingiu os 31,2 euros por metro quadrado (euros/m2), o mais elevado entre todos os mercados comparados, apesar de o seu ajuste anual de -0,3% indicar uma menor capacidade para continuar a subir rendas no curto prazo.
Em termos de valores médios, registou-se uma ligeira diminuição, com tendência para estabilizar, uma vez que nos últimos quatro trimestres o preço passou de 18,51 euros/m2 no Q1 2025 para 17,1 euros/m2 no Q1 2026 no centro da cidade. Apesar disso, Filipa Moreira, Head of Offices da MVGM Portugal, garante que “Lisboa mantém-se como referência de mercado 'prime' em Portugal”, uma vez que a estabilidade observada “não é um sinal de fraqueza, mas sim maturidade do mercado”.
“Os ativos melhor localizados continuam a preservar o seu valor, enquanto a procura por escritórios de qualidade nos principais eixos da cidade se mantém sólida”, frisa a responsável, em comunicado.
Porto reforça competitividade
O mercado de escritórios no Porto reforçou a sua competitividade em relação a Lisboa, graças a uma renda prime de 21,3 euros/m2, uma evolução anual de +0,1%, refletindo um mercado estável e maduro, algo que tem sido fator de atratividade para empresas que procuram ativos de qualidade elevada e com custos de ocupação mais otimizados.
Sobre o mercado no Porto, Filipa Moreira destaca o reforço da sua posição “como alternativa competitiva para empresas que procuram qualidade com custos de ocupação mais eficientes”, referindo que “a estabilidade das rendas no início de 2026 é um sinal positivo de equilíbrio entre oferta e procura", esperando-se que "esta dinâmica se mantenha ao longo do ano”.
Diferença entre CBD e zonas secundárias será fator crítico
Para 2026, a MVGM antecipa que as rendas prime deverão entrar numa fase de maior estabilização e que a diferença entre o CBD e as localizações secundárias continuará a ser um fator crítico de decisão para os ocupantes e investidores.
Espera-se que Lisboa mantenha os níveis de renda mais elevados e o Porto continue mais competitivo, através de custos de ocupação mais eficientes. Segundo a MVGM, os dois mercados vão continuar a suscitar o interesse de investidores institucionais, com Lisboa a destacar-se pela consistência do mercado e o Porto pelo perfil competitivo de custo-benefício.
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