O indicador de confiança dos consumidores aumentou em junho, depois de recuos nos três meses anteriores e de em abril ter chegado ao ponto mais baixo desde novembro de 2023, divulgou esta segunda-feira (29 de junho de 2026) o Instituto Nacional de Estatística (INE).
“A evolução do último mês resultou dos contributos positivos de todas as componentes: perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país, da realização de compras importantes por parte das famílias e da situação financeira do agregado familiar, assim como das opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar”, explica o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Com base nos resultados dos inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores, o INE regista que o saldo das apreciações sobre a evolução passada dos preços “diminuiu nos últimos dois meses”, após em abril ter tido o maior aumento desde 2008.
Já o saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços recuou entre abril e junho, “depois dos aumentos observados nos três meses anteriores” e de ter tido, em março, o valor mais elevado desde março de 2022 – sendo estes últimos os meses seguintes ao início da guerra no Irão e na Ucrânia, respetivamente.
Depois da descida em março, o indicador de clima económico aumentou entre abril e junho e superou o nível observado no início do ano.
O INE acrescenta que os indicadores de confiança nos serviços e no comércio aumentaram, estabilizaram na indústria transformadora e diminuíram na construção e obras públicas.
No caso dos serviços, a variação reflete “os contributos positivos das opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas e das perspetivas relativas à evolução da procura”, enquanto no comércio, o aumento em junho espelha “os contributos positivos das opiniões sobre o volume de vendas e das perspetivas sobre a atividade nos próximos três meses”.
Na indústria transformadora, a estabilização do indicador decorre de um equilíbrio entre o contributo positivo das opiniões sobre a evolução da procura global e o contributo negativo das perspetivas de produção e das apreciações sobre os 'stocks' de produtos acabados.
Na construção e obras públicas, a descida na confiança, após dois meses de subida, reflete os contributos negativos das perspetivas de emprego e das apreciações sobre a carteira de encomendas.
Segundo detalha o INE, o saldo de respostas das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda diminuiu no mês de junho em todos os setores.
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