Frederico Gonçalves

Frederico Gonçalves

Fred foi o primeiro a chegar ao idealista/news em Portugal, em 2010, depois de ter estudado jornalismo e passado por redações. Desde então, dedica-se a conhecer a fundo o setor imobiliário, assumindo o desígnio de escrever sobre o mercado com dedicação, garra e qualidade. E sempre com um sorriso.

Que casas se procuram em Portugal em tempos de Covid-19?

Que casas se procuram em Portugal em tempos de Covid-19?

A Covid-19 está a deixar marca por onde passa, nomeadamente impactando o processo de procura de casas, por via de uma mudança nas preferências, gostos e necessidades que surgiram, ou ganharam importância, nos últimos meses por força das circunstâncias. A casa assumiu o papel principal durante a pandemia e, isso mesmo, colocou em evidência uma procura mais orientada para espaços maiores, interiores e exteriores - que permitam uma melhor qualidade de vida e convívio familiar e/ou teletrabalhar -, a par de novas tipologias e localizações, sobretudo, nas zonas limítrofes dos centros urbanos, ou até no campo, em zonas rurais, ou de praia.
“Preços de venda das casas são pouco elásticos e atualmente verificamos que estão muito estáveis”

“Preços de venda das casas são pouco elásticos e atualmente verificamos que estão muito estáveis”

A pandemia da Covid-19 surgiu em Portugal – e no mundo – sem pedir licença, estando a deixar a sua marca em vários setores de atividade. E o imobiliário não foge à regra. Os dados divulgados pela Century 21 (C21) Portugal, relativos ao primeiro semestre do ano, são, no entanto, “mais positivos” do que o estimado. Ricardo Sousa, CEO da empresa, diz ao idealista/news que “ainda é cedo para ter indicadores claros sobre o impacto da pandemia no setor”, explicando ainda que "nos imóveis residenciais os preços de venda são pouco elásticos e atualmente estão muito estáveis”.
Vilamoura: "A geração millennial será no futuro mais ou menos próximo a nossa base de clientes”

Vilamoura: "A geração millennial será no futuro mais ou menos próximo a nossa base de clientes”

“Vilamoura está ‘viva’ durante todo o ano e tem cerca de 10.000 residentes permanentes”. A garantia é dada por Rob Jenner, o novo CEO da Vilamoura World (VW) – ocupa o cargo desde outubro de 2019 –, em entrevista ao idealista/news. Segundo o responsável da empresa, que é detida por fundos da Lone Star (dona do Novo Banco), são vários os projetos em cima da mesa, como por exemplo a Cidade Lacustre, que está suspenso há vários anos. Mas há mais novidades na calha, como o condomínio Quintinhas e o projeto Sea View: “Já temos uma lista de espera para postos de amarração na marina, mas através de um investimento de 12 milhões de euros queremos atrair embarcações com mais de 25 metros“, adianta.
Teletrabalho ganha força, mas espaços físicos das sedes das empresas continuarão a ser fundamentais

Teletrabalho ganha força, mas espaços físicos das sedes das empresas continuarão a ser fundamentais

A Covid-19 virou o mundo do avesso. Apareceu “do nada”, sem avisar, e teve (e está a ter) impacto em todos os setores de atividade, nomeadamente no setor imobiliário. O segmento de escritórios não escapou aos danos colaterais da pandemia, nomeadamente devido ao fenómeno do teletrabalho, que ganhou força nos últimos tempos. Um tendência que “é incontornável”, diz ao idealista/news Frederico Mondril, Associate Director de Propety Management na consultora CBRE, acrescentando, no entanto, que os “espaços físicos das sedes das empresas não vão perder o seu papel fundamental para o negócio das mesmas”.
“A qualidade dos nossos ativos e clientes dá-nos tranquilidade para enfrentar qualquer obstáculo”

“A qualidade dos nossos ativos e clientes dá-nos tranquilidade para enfrentar qualquer obstáculo”

A Socimi espanhola Merlin Properties (MP) entrou em força em Portugal, tendo comprado, desde 2015, vários imóveis no país (ver tabela em baixo), sobretudo no segmento de escritórios. A sede da Nestlé, em Linda-a-Velha (Lisboa) – por 12,5 milhões de euros, em 2019 –, foi a última aquisição da empresa, que começou a cotar em Portugal, na Euronext Lisbon, em janeiro de 2020. Veio entretanto a pandemia da Covid-19, tendo a MP decidido congelar parte dos investimentos programados em Espanha. Em Portugal não está, no entanto, a ter grande impacto, segundo garante ao idealista/news João Cristina, diretor da empresa em Portugal.
“Na pandemia nenhum dos clientes ou ‘prospects’ desistiu de viver ou investir em Portugal”

“Na pandemia nenhum dos clientes ou ‘prospects’ desistiu de viver ou investir em Portugal”

Chama-se Kleya e oferece soluções integradas adaptadas às necessidades abrangentes de reformados, investidores, expatriados, trabalhadores realocados, empresários e estudantes, entre outros, que desejam viver ou investir em Portugal. Alexandra Cesário (AC) e Vasco Rosa da Silva (VRS), os sócio-fundadores, revelam ao idealista/news as origens da empresa e contam como está a fintar a crise iniciada com a pandemia da Covid-19.
Isenção de IMI até 2021 e revisão dos vistos gold - o que reclama a Associação Portuguesa de Resorts

Isenção de IMI até 2021 e revisão dos vistos gold - o que reclama a Associação Portuguesa de Resorts

Além de reclamar uma maior progressividade na aplicação do regime do lay-off simplificado – “É fundamental que se mantenha durante muito tempo, não apenas três meses” –, a Associação Portuguesa de Resorts (APR) considera que “há quatro medidas fundamentais” a adotar no setor do turismo residencial na sequência da pandemia do novo coronavírus. Entre elas está a isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e a revisão do regime dos vistos gold, diz ao idealista/news Pedro Fontainhas, diretor executivo da associação.
“Prevemos que muito mais gente vai viver para empreendimentos turísticos"

“Prevemos que muito mais gente vai viver para empreendimentos turísticos"

O setor do turismo residencial é um dos que mais tem sentido os efeitos da pandemia do novo coronavírus. Em entrevista ao idealista/news, Pedro Fontainhas, diretor executivo da Associação Portuguesa de Resorts (APR) antecipa que "a retoma vai demorar, mas vai voltar em força", argumentando que "Portugal tem uma quantidade de fatores diferenciadores únicos que não desaparecem". Aponta, por outro lado, que de futuro haverá mais pessoas a optar por viver em empreendimentos turísticos. “Uma das coisas muito curiosas que reparámos durante esta crise é que o número de residentes permanentes nos empreendimentos subiu bastante”, conta.
“Imobiliário sempre foi um investimento com bom retorno e agora não será diferente”

“Imobiliário sempre foi um investimento com bom retorno e agora não será diferente”

Gestão e fiscalização de obras, coordenação de segurança em obra, elaboração de estudos e projetos de construção e avaliação imobiliária. É nestas quatro áreas distintas que a GesConsult atua, revela ao idealista/news Nuno Garcia, diretor-geral da empresa, que nasceu há seis anos. Segundo o responsável, investir em imobiliário será sempre uma boa opção, mesmo em tempos de pandemia de novo coronavírus: “Conhecendo a resiliência no setor, acredito que ultrapassada a pandemia - e caso não exista uma segunda vaga - teremos condições para retomar em força no primeiro trimestre de 2021”, conta.