Governo acaba com RNH: “Espanha aproveitou de imediato”
António Costa anunciou que vai acabar com o regime dos Residentes Não Habituais (RNH) em Portugal, uma decisão que consta na proposta de Orçamento do Estado para 2024 (OE2024). Certo é que a notícia passou a fronteira e chegou rapidamente a Espanha, com o país a preparar-se para criar um novo regime de alívio fiscal para ex-residentes. “Espanha aproveitou de imediato este episódio para divulgar o seu programa, que é semelhante ao português, porque reconhece que perdeu um concorrente muito competitivo”, alerta Jorge Bota, presidente da Associação de Empresas de Consultoria e Avaliação Imobiliária (ACAI), em declarações ao idealista/news.
Estabilidade é crucial para "ganhar a confiança dos investidores"
A Level Constellation (LC), empresa de capitais chineses, aterrou em Portugal em 2014 e investiu, desde então, em vários projetos imobiliários em Lisboa. Surgiu, entretanto, a pandemia e agudizou-se a crise habitacional com a subida da inflação e consequente aumento das taxas de juro. O mercado nacional tem um problema generalizado de stock residencial, tanto para comprar como para arrendar, e vários players do setor reclamam, há muito, o aumento da oferta de casas, mas o contexto nacional dificulta o objetivo, a vários níveis, e as constantes alterações legislativas estão a deixar marcas. “Um país com instabilidade nas políticas terá muita dificuldade em ganhar a confiança dos investidores”, avisa Qinglei Dai, vice-presidente e cofundadora da promotora imobiliária, em entrevista ao idealista/news.
“Construção modular aumenta oferta de habitação a preços acessíveis”
Como resolver a crise na habitação que se instalou em Portugal? A resposta a esta pergunta não é fácil de dar, apesar de haver alguns caminhos a seguir para tentar minimizar este problema. Um deles passa pela aposta na “construção modular/industrialização da construção”, que poderá ajudar a aumentar a “oferta de habitação a preços acessíveis”, sugere Manuela Álvares, presidente do concelho de administração da MatosinhosHabit, em entrevista ao idealista/news.
"Reabilitar fogos devolutos é uma das prioridades da MatosinhosHabit"
Vivem-se momentos conturbados no setor da habitação em Portugal, com vários players a reclamarem a chegada de mais casas ao mercado, e que possam ser compradas e/ou arrendadas pelos portugueses da chamada classe média. Um problema que afeta também os municípios e que ganha expressão no contexto económico atual, marcado por alta inflação e por subidas constantes das taxas de juro. Em Matosinhos, o foco está assente na “reabilitação de conjuntos habitacionais municipais” e na “construção de nova habitação”. “A reabilitação de fogos devolutos para dar resposta aos pedidos de habitação é também uma das nossas prioridades”, revela ao idealista/news Manuela Álvares, presidente do concelho de administração da MatosinhosHabit.
Viver perto do rio Tejo: portugueses investem em força no O’Living
O empreendimento residencial O’Living, desenvolvido pela Mexto Property Investment (Mexto) e assinado pelo atelier de arquitetura Saraiva e Associados, está a atrair muitos compradores portugueses. Trata-se de um projeto localizado junto ao Parque das Nações, em Lisboa, que terá ao todo 86 apartamentos, de tipologias de T1, T3 e T3 duplex, sendo que cerca de 75% estão vendidos, revela ao idealista/news Miguel Cabrita Matias, Board Member da promotora imobiliária. “Os portugueses continuam a ser os principais compradores e representam cerca de 85% do total de vendas”, conta.
Imobiliário português mostra-se na Expo Real: “Uma oportunidade única”
A edição deste ano da Expo Real, uma das maiores e mais importantes feiras imobiliárias do mundo – realiza-se em Munique (Alemanha) de 4 a 6 de outubro –, vai voltar a ter representação portuguesa. “É um local privilegiado para posicionar as cidades perante os investidores e estabelecer contatos que possam levar à apresentação de projetos concretos em busca de investimento, como é o caso do stand Lisboa Region. A participação na Expo Real 2023 oferece uma oportunidade única para Portugal se apresentar com todo o potencial de investimentos”, diz ao idealista/news Tânia Mutert Barros, representante da feira em Portugal.
Administração de condomínios: APEGAC “alvo de investigação” da AdC
A Autoridade da Concorrência (AdC) está a investigar a fixação de preços no setor da gestão e administração de condomínios, suspeitando que a subida da inflação tenha servido de pretexto para um aumento coordenado nos valores cobrados. A Associação das Empresas de Gestão e Administração de Condomínios (APEGAC) confirma ao idealista/news que é “alvo da investigação”, ao contrário da Associação Nacional dos Profissionais de Administração de Condomínios (ANPAC), que diz ser “totalmente alheia à investigação que está a ser efetuada pela AdC”.
Estrangeiros ainda piscam o olho ao imobiliário português?
Portugal caiu nas graças dos investidores imobiliários estrangeiros nos últimos anos. “Andaram às compras” no país e animaram o setor nos seus vários segmentos, desde o residencial ao comercial. Pelo meio, o país (e o mundo) atravessou uma pandemia e enfrenta agora as consequências de uma crise económica e financeira que estalou com uma guerra que teima em não ter fim. A consequência foi o aumento da taxa de inflação e a subida das taxas de juro diretoras pelo Banco Central Europeu (BCE). Perante este cenário, Portugal está mergulhado numa crise habitacional e muitos players do setor apontam o dedo à falta de estabilidade, nomeadamente legislativa, com o fim do programa vistos gold a agitar (também) as águas. O que esperar, então, do futuro? Os investidores estrangeiros estarão de pedra e cal em Portugal, nomeadamente os norte-americanos? Continuará o país no radar? Os especialistas consultados pelo idealista/news respondem a estas e outras perguntas.
Comporta: “Tem havido um esforço grande para evitar a massificação”
A zona da Comporta, freguesia que pertence ao concelho de Alcácer do Sal, está a atrair projetos imobiliários, nomeadamente residenciais, sendo um destino procurado por muitos investidores e/ou compradores de casas, estrangeiros e portugueses. Por ser um concelho que está inserido na Reserva Natural do Estuário do Sado, na Zona de Proteção Especial do Estuário do Sado, é um território que tem “inúmeras especificidades e limitações em termos de licenciamento”, revela ao idealista/news Renata Silva Alves, fundadora e sócia da Comporta Lawyers. “Tem havido um esforço grande para evitar a massificação da zona, para que não se cometam os mesmos erros que, por exemplo, aconteceram na zona do Algarve”, adianta.
Comporta atrai "projetos de natureza agrícola, comercial e industrial"
Renata Silva Alves diz conhecer a Comporta “há mais de 30 anos, desde que era apenas um lugar de agricultores e pescadores”. Junta a este detalhe o facto de ser advogada e especialista em direito imobiliário, tendo fundado a Comporta Lawyers, que pertence ao Grupo Legal Latin Advisors. Tem acompanhado de perto, por isso, o crescimento imobiliário que a freguesia do concelho de Alcácer do Sal tem tido nos últimos anos, havendo vários projetos a sair do papel e outros na calha. E nem todos são residenciais e turísticos/hoteleiros.
