O chanceler alemão, Friedrich Merz, alertou contra os planos em discussão em Berlim para nacionalizar parte dos imóveis detidos por grandes proprietários de casas para arrendamento.
Berlim debate-se entre preservar um dos últimos vestígios materiais do poder nazi ou abrir espaço a um novo projeto imobiliário. Um promotor quer construir escritórios e apartamentos sobre o Grande Bunker da Nova Chancelaria do Reich, estrutura subterrânea situada na Vossstrasse, perto do Memorial do Holocausto e do Portão de Brandemburgo. A decisão reacende uma discussão recorrente na Alemanha: o que fazer aos lugares ligados ao regime de Adolf Hitler sem os transformar em objetos de glorificação.
Todas as quartas-feiras apresentamos um hotel com encanto. Desta vez, damos a conhecer o Hotel Four Seasons Berlin, a nova aposta de luxo da cadeia Four Seasons no coração de Berlim, Alemanha, em plena Bebelplatz, a poucos passos dos ícones culturais da capital alemã.
A tecnológica Google inaugurou na semana passada o seu centro de inteligência artificial (IA) em Berlim, parte de um investimento de 5,5 mil milhões de euros que a empresa prevê realizar até 2029 em infraestrutura no país.
O Senado de Berlim decidiu prolongar por mais quatro anos a lei de controlo das rendas em toda a cidade. A nova prorrogação entrará em vigor a 1 de janeiro de 2026 e manter-se-á até 31 de dezembro de 2029, alinhando-se com a extensão aprovada da lei federal alemã que visa limitar os aumentos das rendas em áreas com mercados de habitação sobreaquecidos (Mietpreisbremse), por parte do parlamento (Bundestag).
Mais de 56% dos eleitores de Berlim apoiaram a proposta de expropriação de grandes proprietários para conter os preços da habitação, segundo o conselho eleitoral da cidade.
O Tribunal Constitucional da Alemanha chumbou a polémica medida de congelar durante cinco anos o valor das rendas em Berlim, que entrou em vigor em fevereiro de 2020, para conter os preços e garantir o acesso à habitação nos vários bairros da capital alemã. Assim, declarou esta medida inconstitucional, por considerar que o estado federal de Berlim carece de competência legislativa nesta matéria.
O mercado de imóveis para arrendar em Berlim sofre desde 2019 com a medida populista de limitar as rendas na capital alemã para apartamentos construídos antes de 2014 - uma medida sem precedentes na Alemanha. O resultado da iniciativa fez os preços das rendas disparar em Berlim nos últimos anos
De gasómetro a moderno bloco de escritórios. Essa é a viagem que uma icónica obra de engenharia em Berlim fará em dois anos para saltar, literamente, do século XX para o século XXI.
Passou mais de uma década desde que foi conhecido o vencedor do concurso para a reconstrução do Palácio Real de Berlim. O projeto apresentado pelo arquiteto italiano Francesco Stella reuniu unanimidade, e 12 anos depois, foi finalmente concluído.
Esta casa flutuante, localizada no rio Spree, em Berlim, foi trabalhada artesanalmente com painéis de madeira, com muito cuidado e “mimo” por parte dos donos – os móveis também foram feitos à mão.
Berlim vai avançar com o congelamento das rendas durante cinco anos, numa tentativa de travar a especulação imobiliária na cidade. Mas o primeiro-ministro português, António Costa, já veio dizer que esta não é uma medida para repetir em Lisboa.
Oito em cada 10 pessoas que vivem em Berlim, na Alemanha, são inquilinos, ou seja, há na capital alemã 80% de arrendatários e 20% de proprietários, diz ao idealista/news Christian Ammann, CEO da Century 21 Alemanha. Um cenário muito diferente – praticamente inverso –, portanto, daquele que se vive em Lisboa. Sobre a recente decisão de se avançar com o congelamento das rendas durante cinco anos em Berlim, Ammann mostra-se cauteloso e diz que é preciso “esperar para ver” os resultados, mas considera que a nova lei não contribuirá para o aumento de oferta de apartamentos novos - o grande problema da cidade.
Primeiro um rumor, agora uma realidade. Berlim vai mesmo avançar com o congelamento das rendas durante cinco anos, numa tentativa de travar a especulação imobiliária na cidade. A proposta de lei controversa foi aprovada esta quinta-feira (30 de janeiro) e deverá entrar em vigor até ao final de fevereiro.
Travar o aumento das rendas. Este parece ser um dos objetivos do Governo alemão para o setor da habitação. Para tal, e depois de ter congelado as rendas, comprou, através de uma imobiliária do Estado, 6.000 apartamentos em Berlim por 920 milhões.
Berlim está a estudar uma medida drástica e sem precedentes para tentar travar a especulação imobiliária. O Governo da cidade-estado, uma das mais atingidas pelo “boom”, planeia congelar o valor das rendas por cinco anos a partir do ano que vem.
Ao longo dos anos Berlim foi conquistando o lugar de melhor cidade do mundo para artistas. Mas será que continua a liderar as preferências? Um estudo recente do Institute for Strategy Development (IFSE) concluiu que, embora a capital alemã seja um ótimo lugar para os artistas viverem, é difícil manter o nível de vida.
Berlim abriu uma nova frente de guerra contra o alojamento local. A falta de apartamentos para arrendar na capital alemã e as queixas de barulho dos turistas levaram a capital alemã a adoptar uma nova lei que proíbe os proprietários de arrendarem apartamentos por períodos de curtas durações. Em vigor desde o dia 1 de maio, as novas regras estabelecem coimas até 100 mil euros para quem prevaricar.
Dizem que a história sempre se repete e o aeroporto de Berlim-Tempelhof é prova de que essa afirmação tem razão de ser. Este aeródromo, que deixou de funcionar em 2008, desempenhou papel fundamental entre 1948 e 1949, sendo o protagonista da ponte aérea que abasteceu Berlim Ocidental durante os 11 meses que durou o bloqueio soviético aos setores ocidentais da cidade. Quase 70 anos depois voltou a evitar uma tragédia humanitária, já que as autoridades alemãs habilitaram-no para acolher cerca de 2.300 refugiados sírios.
Em 1992, Juerg Judin passeava por Schöneberg, em Berlim, quando ficou “apaixonado” por um dos vestígios da ocupação aliada na cidade alemã durante os anos da Guerra Fría: uma espetacular gasolinera da empresa Shell abandonada ao estilo das que existiam nos EUA nos anos 50. Na altura, Judin era um reconhecido empresário cinematográfico e colecionador de arte, mas só conseguiu adquirir este imóvel raro e especial dez anos depois.
Desde 13 de agosto de 1961 até 10 de novembro de 1989 Berlim esteve separada por um muro que dividia não só fisicamente a cidade como milhões de famílias e duas grandes ideologias. Durante estes longos 28 anos muitas pessoas morreram na tentativa de cruzar a fronteira, muito vigiada por soldados e repleta de minas e arame farpado. Na noite fria de 9 para 10 de novembro de 1989 os cidadãos de Berlim e o mundo inteiro derrubaram este “muro da vergonha”, pondo fim à irracionalidade e mudando para sempre a fisionomia da cidade. Estas são as imagens de uma mudança que cumpre 25 anos.
Adolf Hitler sabia bem como queria que fosse Berlim. O arquiteto do Terceiro Reich, Albert Speer, tinha de desenhar uma mistura de Roma, com toques de Paris ou Washington. Grandes avenidas, edifícios solenes e, por cima de tudo, a sua "grande cúpula", um edifício com 200 metros de altura e uma abóboda 16 vezes maiores do que a Basílica de São Pedro.
Todas as quartas-feiras damos a conhecer um hotel com encanto. Hoje fazemos uma curta viagem (também no tempo) até Berlim dos anos 70 e 80 para conhecer um alojamento repleto de história. Em plena Guerra Fria, a leste do muro e do outro lado da Cortina de Ferro, encontra-se o Ostel Berlim, um curioso “plattenbau” – edifício pré-fabricado típico da época da República Democrática Alemã (RDA) – transformado em hotel.