Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

“Chambres, Rooms e Zimmers” já não se arrendam de qualquer maneira. O home staging explica-te porquê

Autor: Redação

Ensinar a aproveitar e valorizar ao máximo o potencial de cada espaço e tornar as casas mais atrativas é o objetivo da rubrica quinzenal do idealista/news, assegurada pela Home Staging Factory.

O mercado do arrendamento turístico, também chamado de curta duração, está cada vez mais concorrido, desafiante e exigente. 

Se antigamente se limitava às ofertas dos “chambres, rooms, e zimmers” anunciadas em tabuletas de cartão pelas Senhoras Marias nas zonas balneares típicas como a Nazaré ou Lagos, hoje o mercado oferece “cozy flats, sea view apartments ou charming houses” tanto nas zonas balneares, como na capital ou até mesmo na aldeia mais remota de Portugal.

É caso para dizer, isto já não é o que era! Não, não é mesmo! Nem a forma de procurar, nem os critérios de escolha, nem a forma de contacto, nem a própria vivência dentro de casa!

Comecemos pela procura

Antigamente quando queríamos arrendar uma casa para passar o fim de semana, ligava-se aos amigos que conheciam a zona, visitava-se a terra, observavam-se as placas e as Senhoras Marias, bebia-se um café na esquina e falava-se com os locais para no fim escolher por feeling. De boca em boca lá conseguíamos arranjar uma casita e logo se via o que nos calhava na rifa! Não existia o luxo da internet nem fotos para antever o prémio! Se querias uma casa tinhas de lá ir e escolher! 

Agora existem dezenas de sites, milhares de casas para todos os gostos, características e preços. Escolhes a localização, o preço, se queres virada a norte ou a sul; se com detetor de fumo ou secador; casa na terra, em cima da árvore ou chalet; com porteiro ou vídeo-chamada; de design exclusivo ou naprons e flores de plástico! Vês as fotografias e escolhes as melhores.

A seguir mandas meia dúzia de emails para as casas com a melhor relação qualidade-charme-preço e aquele que for mais rápido a responder, saiba negociar melhor, consiga estabelecer uma relação mais próxima ou tenha a casa mais apaixonante é quem ganha!

Longe vão os tempos em que por falta de oferta tudo se vendia. Hoje é cada vez mais difícil a D. Ermelinda conseguir vender o quarto com camas de madeira preta, colcha às flores igual ao cortinado e com uma jarra de flores de plástico em cima do napron da mesa de cabeceira. 

Hoje já ninguém quer apenas um “chambre, room ou zimmer” 

Hoje, ainda que se queira ter um contacto com o autêntico, com o castiço e com o verdadeiramente genuíno, como as nazarenas das sete saias ou as típicas tascas de Alfama onde se canta o fado à desgarrada, já ninguém quer ficar a dormir em quartos escuros, feios e desconfortáveis ou com o Sr. Zé a entrar-lhe pela casa adentro para mudar a botija do gás.

Hoje, os clientes exigem preço, boa localização, luz natural, limpeza imaculada e um serviço rápido e eficiente. 

Procuram um espaço único, bem decorado e bem equipado, confortável, acolhedor, apetecível e que ofereça uma experiência magnífica! 

Hoje o alojamento é parte integrante da experiência da viagem. E a vivência da casa está ao nível da experiência vivida pelas ruas da cidade.

Na nova era do alojamento local não basta ter uma casa. É preciso profissionalizar o negócio e oferecer um excelente produto e serviço.