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Ponte de 1 de maio com restrições fortes – e os planos de alívio para depois

O Governo está a montar um plano de ataque para o "pós" estado de emergência. O desconfinamento será gradual e não vai avançar de forma generalizada.

Photo by Maxim Tolchinskiy on Unsplash
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Autor: Redação

O Governo decidiu voltar a impôr restrições à circulação no próximo fim de semana prolongado, de 1 a 3 de maio de 2020, tal como fez na Páscoa, proibindo as deslocações entre concelhos. E depois de seis semanas de estado de emergência – tudo indica que não será renovado – 4 de maio de 2020 marcará o início do regresso à “normalidade”, mas com fortes medidas de contenção. O desconfinamento será gradual e não vai avançar de forma generalizada. Explicamos-te tudo sobre o que aí vem para os próximos meses.

O distanciamento social e as regras apertadas vieram para ficar, pelo menos até que exista uma vacina para a Covid-19. O regresso à “normalidade” será, pos isso, condicionado. O primeiro-ministro, António Costa, já está a trabalhar num plano para a reabertura gradual da economia, mas avisa que os esforços de isolamento e contenção deverão continuar para lá do estado de emergência, até porque os próximos meses continuarão de ser de gestão e combate à pandemia, para que esta não fique fora de controlo.

O que aí vem depois do isolamento

Ao que tudo indica o estado de emergência, que termina a 2 de maio, não será prolongado. Mas a vida estará longe de voltar a ser como era, muito pelo contrário. O Governo está a montar um plano de ataque para as semanas que aí vêm, e que, ao que já se sabe, continuará a valer-se de intrumentos que lhe permitam continuar a implementar várias restrições.

Há, para já, quatro datas fundamentais que é preciso destacar: 4 de maio, 18 de maio e 1 de junho. Para estas datas está previsto o levantamento gradual do desconfinamento, que será feito a diferentes velocidades. O Governo quer abrir a economia e a sociedade, mas de uma forma lenta e controlada, algo que será feito, ao que tudo indica, ao abrigo do estado de calamidade, um instrumento que permitirá ao Executivo continuar a implementar medidas e restrições de forma mais autónoma, porque não precisa de ser decretado pelo Presidente da República.

Os pormenores deste plano serão revelados ao longo desta semana, depois da reunião com especialistas da Direcção-Geral da Saúde (DGS), que irão fazer um ponto de situação da pandemia em Portugal numa reunião agendada para terça-feira, dia 28, no Infarmed. Uma coisa é certa, a retoma da circulação, trabalho, escola e economia será feita de forma gradual.

  • Datas chave

4 de maio – data a partir da qual acontecerão os primeiros levantamentos de restrições, com a abertura do pequeno comércio local. Ainda não se sabe ao certo quais os setores que poderão retomar a sua atividade, mas o anúncio será feito esta semana.

Neste pacote estarão desde já incluídos, por exemplo, os cabelereiros e barbeiros, que terão de funcionar por marcação prévia, com um número limitado de pessoas, e seguindo regras apertadas;

18 de maio – escolas reabrem para aulas presenciais dos alunos dos 11º e 12º ano, e está a ser definido um plano de contingência para estes espaços, que implicará o distanciamento social e o uso de materiais de proteção.Também deverão ser levantadas restrições a outros setores de atividade

1 de junho – reabertura das creches e, novamente, de mais algumas atividades económicas.

  • Outras regras e medidas em avaliação

Ao longo do mês de maio deverá ainda restabelecer-se serviço de atendimento presencial nos serviços da Administração Pública e uma reoganização dos transportes públicos – isto porque o Governo já veio dizer que quer encontrar formas de existirem horários desencontrados para se evitarem as horas de ponta. Os restaurantes também deverão ter limites de espaço e está a ponderar-se fazer um controlo de entrada nestes estabelecimentos através da mediação corporal da tempetura a funcionários e clientes.

O verão de 2020 também se avizinha bem diferente, e condicionado. As praias vão ter lotação máxima de banhistas durante a época balnear, para garantir-se o distanciamento social, e estão a ser estudadas as regras para as esplanadas e bares – o uso de máscara será obrigatório, por exemplo. Para os adeptos da bola também há novidades. Segundo o Expresso, ainda  poderá vir a ser possível concluir os campeonatos de futebol, mas apenas “à porta fechada ou só com os lugares cativos distribuídos pelo estádio”.