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Extensão das moratórias é uma medida “muito importante”, diz presidente do BCP

Moratórias de crédito estavam em vigor até março de 2021, mas foram prolongadas por seis meses, até setembro do mesmo ano.

Autor: Lusa

O presidente da Comissão Executiva do BCP sublinhou a importância para a economia e para as empresas da extensão das moratórias de crédito até setembro de 2021. “É muito, muito importante, enquanto não há um retomar da economia, que haja capacidade de empresas que são viáveis conseguirem sobreviver a estas adversidades”, referiu Miguel Maia, acentuando que o BCP “vê com muito agrado a extensão das moratórias e que estará na ‘linha da frente’”. 

O responsável, que falava na V Cimeira do Turismo, que decorreu esta segunda-feira (28 de setembro de 2020) em Lisboa, afirmou não ter “receio do fim das moratórias”, uma vez que o banco não vai esperar pelo fim das moratórias para fazer imparidades. Do que se trata é de apoiar empresas bem geridas que foram apanhadas pelos efeitos desta pandemia, explicou, citado pela Lusa.

Na quinta-feira da semana passada, o Conselho de Ministros decidiu prolongar por mais seis meses, até 30 de setembro de 2021, o prazo das moratórias de crédito às famílias e empresas que terminava em 31 de março.

Desta forma, as empresas inseridas em setores particularmente afetados pela pandemia, nomeadamente as do turismo, cultura, setor social ou comércio e reparação de automóveis, beneficiarão do prolongamento da moratória até 30 de setembro nos exatos moldes definidos até 31 de março, ou seja, continuarão a beneficiar da suspensão do pagamento do capital em dívida e dos juros.

Já para as restantes empresas que, atualmente, estão abrangidas pelas moratórias, o prolongamento dos seis meses (até 30 de setembro de 2021), mantém a suspensão do pagamento de capital, mas não dos juros.