Gonçalo Antunes

"Mercado intermédio está esquecido e é a solução para a habitação"

A habitação anda nas bocas do mundo e, hoje mesmo, o programa Mais Habitação vai estar no centro da agenda do país, ao ser discutido no Parlamento. Desenhado pelo Governo socialista de António Costa, foi apresentado, em março, como a solução para resolver a crise habitacional que se vive em Portugal, mas tem sido, desde então, alvo de fortes críticas e ataques a vários níveis, por parte de autarcas, players do mercado imobiliário, investidores, economistas e outros especialistas em habitação. 
É preciso construir mais casas em Portugal

A receita dos promotores para colocar mais casas acessíveis no mercado

O setor imobiliário está a atravessar um momento agridoce. A resiliência mantém-se, mas a incerteza também. A procura de casas continua alta, mas a oferta ainda é escassa. Sintomas de uma “doença” antiga e que teima em não ter cura à vista. Diz quem anda no terreno que é preciso construir e vender casas para a classe média nacional e dar finalmente vida ao mercado de arrendamento. Mas como? A verdade é que, paralelamente, continuam a vender-se muitas casas no país, e a maioria a portugueses. Isto num contexto marcado por uma alta taxa de inflação e elevadas taxas de juro, que roubam poder de compra. Os promotores imobiliários não atiram a toalha ao chão, mas reclamam mudanças no setor. Expectativa e confusão caminham lado a lado nesta equação, nomeadamente com aquilo que será o programa do Governo Mais Habitação, que será debatido no Parlamento esta sexta-feira (19 de maio de 2023). 
imobiliário português

Imobiliário vive "momento estranho" e precisa de mais casas

O ano ainda não vai a meio, mas a habitação em Portugal já podia ser eleita como tema central de 2023. A crise agudizou-se com a escalada inflacionista e subida repentina dos juros, e o mercado não está a conseguir dar resposta às necessidades da procura. O imobiliário continua a viver dias de dinamismo, mas também de incerteza. As casas já demoram mais tempo a vender-se, ainda assim, os preços mantêm-se estáveis – quer nos imóveis novos, quer usados –, e é provável que assim permaneçam, até porque o país continua a debater-se com um grande problema: a falta de oferta quer para comprar, quer para arrendar. 
Arrendar casa em Portugal

Casas para arrendar em Portugal ficaram 1,6% mais caras em abril

O mercado de arrendamento é uma alternativa para cada vez mais famílias em Portugal, num momento em que comprar casa está cada vez mais caro, devido aos altos preços e à subida dos juros no crédito habitação. A questão é que a procura é muito superior à oferta de casas para arrendar no nosso país. E, por isso mesmo, o custo mediano de arrendar casa em Portugal fixou-se em 13,9 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de abril, um valor 1,6% superior face ao mês anterior, aponta o índice de preços do idealista. Já em relação à variação trimestral, a subida foi de 5,5% e a anual de 25,1%.
1º direito à habitação

Programa 1º Direito à habitação: o que é e como funciona?

O direito à habitação é visto como algo essencial para o desenvolvimento social e económico e como promotor do bem-estar geral da sociedade. Como tal, este direito está previsto e regulamentado através do programa de apoio público designado por: "1º direito- Programa de apoio ao acesso à habitação"
Oferta de casas para arrendar

Casas para arrendar: oferta em Portugal desceu 30% num ano

Arrendar casa é mais flexível, menos burocrático e exige menos poupanças do que comprar uma habitação. É por isso mesmo que, num momento de alta inflação e subida de juros nos empréstimos habitação, arrendar casa surge como uma opção do agrado de muitas famílias. A questão é que há falta de casas para a tanta procura e as rendas estão cada vez mais elevadas. Segundo um estudo do idealista, a oferta de casas para arrendar em Portugal desceu 30% no primeiro trimestre de 2023 face ao stock que estava no mercado no mesmo período de 2022, aponta o principal Marketplace imobiliário do sul da Europa.
Ja há mais millennials proprietários que inquilinos nos EUA

Mais de metade dos Millennials dos EUA vive em casa própria

O cenário parece estar a mudar nos EUA. Pela primeira vez, mais da metade dos millennials possui uma casa, tendo a taxa de aquisição de habitação atingido 51,5% em 2022, segundo dados dos Censos dos EUA. Há ainda, contudo, uma grande franja da população millennial – pessoas nascidas entre 1981 e 1996 – que teme não conseguir comprar casa no país.

Comprar, vender e arrendar casa: o que mudou desde o 25 de Abril

“Passei de outro século para este e a experiência que tenho faz com que sempre soubesse ultrapassar as dificuldades”. Aos 74 anos, Jaime Fernandes olha para o retrovisor e enche-se de orgulho ao afirmar que praticamente nasceu na atividade da mediação imobiliária. “O refúgio no imobiliário foi sempre o que resistiu melhor ao longo das várias crises que o setor passou”, conta ao idealista/news um dos sócios fundadores da Europredial, que aderiu, entretanto, à ComprarCasa. A propósito da celebração dos 49 anos do 25 de Abril de 1974, revisitamos, com a ajuda de quem andou e anda no terreno, o universo da mediação imobiliária em Portugal.  
Direito à habitação

“Podemos voar até à Lua, mas não garantimos casa para todos”

A crise de habitação afeta toda a Europa, numa altura em que se pode "voar até à Lua", mas não se consegue "garantir casa para todos”, assinala Marie Linder, presidente da União Internacional de Inquilinos, em Lisboa para uma conferência. Em entrevista à Lusa, num bairro de Lisboa, onde decorre uma
recibos renda

Senhorio não entrega recibos de renda: o que fazer?

Com os juros a subir e a incerteza dos tempos que virão, são muitas pessoas estão a optar por arrendar casa em vez de comprar. Quando falamos em arrendar casa há algumas dúvidas que nos podem surgir. Para que não tenhas nenhum contratempo e para que possas estar informado, deixamos-te alguns conselhos.
Despejos em Portugal

Despejos: inquilinos terão 30 dias para entregar casas

Com o Mais Habitação, o Governo promete reforçar a confiança dos senhorios e a proteção dos inquilinos, para que desta forma haja mais oferta de casas no mercado de arrendamento. Por isso mesmo, na proposta de lei já entregue no Parlamento constam várias alterações ao Novo Regime do Arrendament
Comprar casa para arrendar

Investir em casas para arrendar? Portugal destaca-se pelo interesse

A instabilidade económica e financeira continua a assombrar os mercados. Os juros no crédito habitação e financiamento às empresas estão a subir, mas os depósitos a prazo continuam a apresentar baixas rentabilidades. É neste contexto que quem tem poupanças deve pensar muito bem onde investir para não perder dinheiro com a alta inflação, que ainda se faz sentir. Aqui, o imobiliário surge como um refúgio, dada a sua resiliência a situações de crise, segundo dizem os especialistas. E comprar casa para, depois, colocá-la a arrendar continua a ser uma alternativa de investimento fortemente enraizada no sul da Europa. Aliás, um estudo recente mostra que Portugal, Espanha e Itália são os países onde há mais pessoas a mostrar interesse por rentabilizar as poupanças dessa forma.
Comprar casa para arrendar

Comprar casa e colocá-la a arrendar rendeu 6,6% no início de 2023

A falta de oferta no mercado de arrendamento português é um problema estrutural que o Governo está focado em solucionar com o Mais Habitação, tendo mesmo avançado com a proposta de lei que prevê a redução das taxas de IRS sobre os rendimentos prediais. Portanto, se o diploma vir luz verde por parte do Presidente da República, quem estiver a ponderar comprar casa para, depois, colocá-la a arrendar terá de fazer novas contas à rentabilidade do negócio. Em Portugal, comprar casa para arrendar rendeu, em termos brutos, 6,6% no primeiro trimestre de 2023, um valor superior ao calculado no mesmo período de 2022 (5,6%), mostra estudo do idealista.
Arrendar casa em Portugal

Arrendar casa: os 10 municípios mais baratos - vê quanto custa no teu

O mercado de arrendamento está cada vez mais caro. E é, sobretudo, nos grandes centros urbanos junto ao litoral onde as rendas das casas são mais elevadas. É, por isso, que na hora de arrendar casa importa olhar bem para os preços medianos praticados em cada município do nosso país, tal como mostra o mapa preparado pelo idealista/news. A boa notícia é que em, pelo menos, 166 concelhos é possível arrendar casa a um preço inferior à mediana nacional, de 6,52 euros/m2, registada em 2022, mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Vem daí descobrir quais são os 10 municípios mais baratos para arrendar casa em Portugal. E fica a conhecer ainda qual é a renda mediana registada no concelho onde resides.
Arrendar casa em Lisboa

Arrendar casa: Lisboa é a 3ª cidade europeia mais cara 

É verdade que as casas para arrendar em Portugal estão a ficar cada vez mais caras. E é precisamente nos grandes centros urbanos, como Lisboa e o Porto, onde se encontram as rendas mais elevadas de todo o país. Comparando-as com 24 cidades europeias, salta à vista que Lisboa é mesmo a 3ª cidade mais cara para arrendar casa no início de 2023, apresentando uma renda mediana de um apartamento T1 de acima dos 2.000 euros. À frente da capital portuguesa ficou só Amesterdão e Reykjavik, aponta estudo.
Preço das casas a cair

Comprar casa na Zona Euro: preço regista maior queda desde 2008

As casas para comprar na União Europeia (UE) – e em Portugal - registaram uma subida a pique dos preços nos últimos dez anos. Mas o contexto económico mudou muito nos últimos meses: o poder de compra dos europeus diminuiu por conta da alta inflação e os créditos habitação ficaram bem mais caros devido ao aumento dos juros. Todos estes e outros fatores têm arrefecido a procura de casas para comprar na reta final de 2022.  E, por conseguinte, os preços das casas caíram 1,7% na Zona Euro entre o quarto trimestre de 2022 e o trimestre anterior, o maior recuo registado desde o final de 2008. Já em Portugal os preços subiram 1,1% entre estes dois momentos, aponta o Eurostat.
Governo mantém aposta na dinamização do mercado de arrendamento

“Governo está atento às necessidades do mercado de arrendamento”

Arrendar casa está cada vez mais caro, o que se deve, também, à falta de oferta existente no mercado. Ainda assim, e apesar de cerca de 70% dos portugueses serem proprietários, o número de contratos de arrendamento aumentou 24% em três anos, entre 2019 e 2022, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Este é um assunto, de resto, que não está a passar ao lado do Governo, que quer intervir no setor através do programa Mais Habitação – deverá ser aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros. Ao idealista/news, Maria Fernanda Rodrigues, secretária de Estado da Habitação, disse que o “Executivo está atento às necessidades do mercado de arrendamento”.
Renda das casas mais caras

Arrendar casa ficou 10,6% mais caro no final de 2022

O mercado de arrendamento continua dinâmico em Portugal. Mas a falta de oferta para a alta procura tem elevado cada vez mais os preços das casas. É isso mesmo que mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE): a renda das casas subiu 10,6% entre o quarto trimestre de 2022 e o período homólogo, fixando-se em 6,91 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do ano passado. E também os negócios tem vindo a refletir este desequilíbrio no mercado: o número de novos contratos de arrendamento registou uma queda de 3,3% face ao mesmo período de 2021.
Governo apoia inquilinos no pagamento da renda

Apoios às rendas: como funcionam, quem tem direito e como são pagos?

Arrendar casa, tal como comprar, tem-se revelado uma tarefa muito complicada em Portugal, devido ao preço pedido pelos senhorios. E para os inquilinos, que já suportam, em muitos casos, valores de renda muito elevados, o cenário complicou-se ainda mais nos últimos tempos, marcados por alta inflação e perda de poder de compra. O Governo está atento ao tema e anunciou apoios extraordinários às famílias, quer no pagamento da renda quer da prestação de contratos de crédito habitação. Explicamos tudo sobre este tema no artigo de hoje da Deco Alerta.
Comprar uma minicasa

Viver em minicasas: oferta de apartamentos com menos de 30m2 é escassa

O conceito de casa tem vindo a mudar ao longo do tempo. Hoje, viver numa casa funcional, eficiente e confortável é valorizado por muitos. E para que isso seja possível não é preciso muito espaço. É neste contexto que surgem as minicasas, que pode ser uma ótima solução – e, por vezes, mais barata – para quem não precisa de muito espaço para viver. Mas encontrá-las no mercado residencial português pode não ser tarefa fácil, já que só 1,3% dos apartamentos para arrendar anunciados no idealista têm uma área inferior a 30 metros quadrados (m2).
subsídio de renda

Subsídio de renda mínimo de 20 euros desaparece no novo diploma

O Governo anunciou apoios extraordinários de apoio às famílias para pagamento da renda e da prestação de contratos de crédito habitação. O diploma em causa já foi publicado em Diário da República e revela que, no caso das rendas, o subsídio será pago até ao dia 20 de cada mês. Além disso, o decreto-lei traz uma outra novidade, prevendo que o apoio possa ser inferior a 20 euros. Inicialmente, o documento excluía essa hipótese.
Apoios a inquilinos aquando da atualização das rendas

Atualização de rendas: que ajudas podem ter os inquilinos?

Dinamizar o mercado de arrendamento é um dos objetivos do Governo no setor da habitação há muitos anos, mas tem sido um desafio conseguir fazê-lo. E a verdade é que as rendas cobradas pelos senhorios subiram bastante nos últimos tempos, o que faz com que muitas pessoas optem por comprar casa, o que também não é tarefa fácil, devido aos preços praticados. Os inquilinos têm, no entanto, alguns mecanismos que os podem ajudar aquando do processo de atualização de renda, podendo, por exemplo, pedir apoio aos municípios. Explicamos tudo sobre este tema no artigo de hoje da Deco Alerta.