Pacote fiscal da habitação é boa notícia? O que ganha o imobiliário

Aumentar a oferta de casas no mercado para a classe média é a solução apontada pelo Governo e pelos vários players do setor imobiliário para dar resposta à crise na habitação que se vive em Portugal, ou de acesso à habitação, como a ela se referem muitos especialistas. O Executivo, atento ao problema, viu ser aprovado no Parlamento, na generalidade, um pacote fiscal com medidas que prometem mudar o panorama residencial, como a descida do IVA para 6% na construção. Que impacto terão, afinal, as propostas anunciadas para o setor imobiliário? Damos resposta a esta e outras perguntas com a ajuda de especialistas.
Comprar casa para arrendar

Comprar casa para arrendar em Portugal rende 6,5% no final de 2025

Uma das soluções para resolver a crise de acesso à habitação em Portugal passa por estimular o mercado de arrendamento, aumentando a oferta, tal como reconhece o Governo. E uma forma de o fazer passa por comprar casas e colocá-las a arrendar, um tipo de negócio que pode ser bem atrativo quer para investidores, quer para famílias com liquidez. Isto porque a compra de casa para arrendar em Portugal apresentou uma rentabilidade bruta de 6,5% no quarto trimestre de 2025, de acordo com os dados do idealista, editor desta newsletter. E este investimento na habitação apresenta menos riscos face ao final de 2024.
Garantia pública no crédito habitação

Garantia pública no crédito habitação: 94% do dinheiro já está com bancos

O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, revelou recentemente que a garantia pública para a compra de casa por jovens até aos 35 anos abrangeu 23 mil pessoas, tendo o Governo, entretanto, aprovado o reforço da iniciativa à CGD e ao Banco CTT. Os números indicam, de resto, que quase todo o dinheiro disponibilizado para o efeito já está na posse dos bancos, faltando distribuir menos de 90 milhões de euros. E só há registo, até à data, de um caso de ativação da garantia pública, na CGD.
Negócio de compra e venda de casas

Vendas de casas e terrenos sem “título urbanístico” podem perder validade

O Governo quer que, aquando de uma transação imobiliária – compras e vendas de terrenos para construção ou de imóveis já construídos ou em construção –, seja obrigatório incluir no contrato se existe ou não "título urbanístico". Se tal não se verificar, os negócios podem cair por terra, ou seja, ser anulados, ficando sem validade. O objetivo é dar mais “segurança jurídica” aos negócios imobiliários, em prol da transparência, sendo esta uma medida incluída na nova versão do simplex dos licenciamentos urbanísticos. Uma proposta que deverá ser debatida esta sexta-feira (9 de janeiro de 2026) no Parlamento.
Comprar casa em 2026

Ano novo, casa nova? O que é preciso saber quando se quer comprar casa

O ano de 2026 arrancou e um dos desejos de muitas pessoas será o de conseguir comprar casa, o que poderá ser uma tarefa complicada, devido aos elevados preços pedidos por proprietários, no caso de imóveis usados, ou promotores imobiliários, tratando-se de imóveis a estrear. Pelo meio, e para conseguirem realizar esse desejo, muitas pessoas têm de pedir um crédito habitação, o que representa mais um encargo ao final do mês. No artigo desta semana da Deco Alerta explicamos, entre outras coisas, tudo o que é preciso saber e ter em conta quando se pretende comprar casa.
Garantia pública no crédito habitação

Garantia pública no crédito da casa: bancos utilizaram 52,8% do valor total

Os bancos portugueses utilizaram até novembro 52,8% do montante total atribuído pelo Estado no âmbito da garantia pública para compra de casa por jovens até aos 35 anos, segundo dados divulgados esta segunda-feira (5 de janeiro de 2026) pelo Banco de Portugal (BdP). No total, são 626 milhões de euros ao abrigo desta garantia num acumulado de 22.933 contratos com um valor de 4.544 milhões de euros desde o início do ano.

Viagem ao imobiliário de luxo: Portugal atrai investidores em 2025

A procura por casas de luxo em Portugal não arrefeceu, pelo contrário. Em 2025, os investidores imobiliários voltaram a ter os olhos postos no país. E mais casas houvesse no mercado à venda mais se venderiam, tal é o interesse existente. Este é o sentimento dos vários players auscultados pelo idealista/news ao longo do ano, desde promotores a mediadores imobiliários, passando por analistas e gestores de empresas. Confirma-se, portanto, que o país continua no radar de quem quer investir no setor, nomeadamente no segmento premium, havendo até imobiliárias de renome a começar a operar em território nacional, como por exemplo a Corcoran Atlantic.
Municípios mais baratos para comprar casa

Comprar casa: os 15 municípios onde o preço mais desceu no último ano

O ano de 2025 foi marcado por uma alta subida dos preços das casas à venda em Portugal, resultado do agravamento da escassa oferta de imóveis perante uma alta procura. Mas os dados nacionais escondem uma realidade heterogénea a nível local. Houve, pelo menos, 15 municípios onde as casas para comprar ficaram mais baratas. A maior descida anual foi registada na Golegã, distrito de Santarém, onde o preço mediano da habitação desceu 15,3% para 1.083 euros por metro quadrado (euros/m2), revela a análise do idealista, editor deste boletim e o marketplace imobiliário líder no sul da Europa.
Resumo anual de notícias imobiliárias

Habitação, construção, crédito da casa... as novidades que trouxe 2025

Aumentar a oferta de casas à venda e dinamizar o arrendamento. Esta é, em resumo, a grande solução para dar resposta à crise de acesso à habitação instalada em Portugal, tal como reconhece o próprio Governo. Um problema, no entanto, não apenas nacional, tocando também vários países europeus. Para ajudar a resolver a questão, o Executivo de Montenegro pretende, por exemplo, agilizar os licenciamentos – reduzindo a burocracia – e baixar o IVA na construção para 6%. Passamos em revista o que de mais importante se passou no país em 2025 no setor imobiliário.

IA e mediação imobiliária: desafios, presente e futuro dos “dois mundos”

“Mercado imobiliário vs Inteligência Artificial: o futuro chegou”. Este é o título do artigo que publicámos no final de 2025, dando conta do impacto e importância da tecnologia, nomeadamente da Inteligência Artificial (IA), no segmento da mediação imobiliária. Agora, passado um ano, confirma-se esta tendência, que já é, na verdade, uma realidade. Mas qual será, afinal o papel da mediação imobiliária e consequentemente dos consultores imobiliários numa era que é cada vez mais tecnológica? O tempo trará respostas, mas uma coisa parece ser certa: há alterações na calha no setor, tendo o Governo antecipado novidades sobre a regulação da mediação imobiliária para 2026.

Imobiliário em vídeo: entrevistas e reportagens que marcam 2025

À semelhança dos últimos anos, 2025 fica marcado por várias novidades relacionadas com os setores do imobiliário e da construção, que terão impacto, por sua vez, no segmento residencial. Foram muitos os players do setor, desde promotores a mediadores imobiliários, entre outros especialistas, que partilharam com o idealista/news algumas das suas visões. No final de contas, todos são unânimes, até o Governo, na necessidade, ou urgência, de aumentar a oferta de casas no mercado, de forma a dar resposta à crise na habitação – ou de acesso a habitação – na qual se encontra Portugal.
Preços das casas em Portugal

Isenção de IMT: preços das casas anulam poupanças com benefícios fiscais

Estarão os jovens (até aos 35 anos) que compram uma habitação própria e permanente e que beneficiam das isenções fiscais concedidas pelo Governo a poupar dinheiro aquando da aquisição da casa? Não necessariamente, porque a isenção de Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) e de Imposto do Selo (IS) na compra da primeira casa está de certa forma a ser anulada pela subida do preço das casas.