Habitação à venda em Santarém, Beja e Guarda registou aumentos superiores a 20% no último ano, revelam dados do idealista.
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Preço das casas à venda em Portugal
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A compra de casa em Portugal continua bem dinâmica, acentuando o desequilíbrio entre alta procura e escassa oferta e tornando a habitação mais cara. Isto acontece numa conjuntura de mercado em que há mais incentivos à aquisição de imóveis (como juros acessíveis, emprego estável, investidores estrangeiros e apoios aos jovens) do que à criação de stock residencial, nomeadamente por via da construção de casas novas – os estímulos neste sentido estão previstos no pacote fiscal do Governo da AD, que já foi teve luz verde no Parlamento, mas que ainda não está em vigor. 

Tudo isto reflete-se no preço das casas à venda no país, que subiu 12,2% em fevereiro face ao mesmo mês de 2025 (e 2,5% em termos trimestrais). Comprar casa em Portugal passou assim a ter o custo mediano de 3.076 euros por metro (m2) no final de fevereiro, representando um novo máximo histórico alcançado pelo quarto mês consecutivo, tal como mostra o índice de preços do idealista.

Subida de preços das casas é sentida em quase todas as grandes cidades

O arranque do ano veio confirmar a tendência de subida. Em janeiro de 2026, os preços das casas à venda aumentaram em 18 das 19 capitais de distrito (ou de regiões autónomas) analisadas. As maiores subidas anuais do custo da habitação para comprar registaram-se em Santarém (25,3%), Beja (22,8%) e Guarda (22,8%), seguida de Aveiro (16,9%), Viana do Castelo (16,2%), Ponta Delgada (13,9%), Castelo Branco (13,9%) e Setúbal (13,5%).

Também Leiria (12,7%), Coimbra (12,5%), Faro (12,3%), Funchal (12,2%), Porto (11,5%), Braga (11,3%) e Bragança (11,3%) apresentaram aumentos dos preços das casas relevantes no último ano. Já Lisboa (9,9%) e Portalegre (9,5%) registaram subidas mais moderadas, enquanto Évora teve uma variação anual de 4,6%. 

A única grande cidade onde se observou uma queda dos preços das casas à venda foi Vila Real (-2%), mostram os dados do idealista. 

Lisboa mantém-se como a cidade onde é mais caro comprar casa, com um preço mediano de 6.059 euros por/m2, seguida do Porto (4.060 euros/m2) e Funchal (3.959 euros/m2). No quarto e quinto lugares surgem Faro (3.447 euros/m2) e Setúbal (3.033 euros/m2). Logo depois posicionam-se Aveiro (2.894 euros/m2), Évora (2.479 euros/m2), Ponta Delgada (2.336 euros/m2), Coimbra (2.287 euros/m2), Viana do Castelo (2.247 euros/m2) e Braga (2.173 euros/m2).

Com valores das casas à venda inferiores a 2.000 euros/m2 estão Leiria (1.830 euros/m2), Santarém (1.755 euros/m2), Vila Real (1.417 euros/m2), Beja (1.356 euros/m2), Bragança (1.155 euros/m2), Guarda (1.044 euros/m2), Castelo Branco (1.018 euros/m2) e, por fim, Portalegre (989 euros/m2).

Custo da habitação cresce a dois dígitos na maioria dos distritos e ilhas

Analisando os dados mais recentes do idealista, os preços das casas para comprar subiram em 25 dos 26 distritos e ilhas analisadas. A maior subida anual foi registada na ilha de Porto Santo (32%), destacando-se de forma muito expressiva. Segue-se a ilha Terceira (25,4%), Setúbal (20,2%), Viseu (19,6%), ilha de São Miguel (19,1%) e ilha de São Jorge (18,8%).

Com variações do custo da habitação à venda igualmente relevantes surgem ainda Santarém (17,6%), ilha da Madeira (17,3%), Castelo Branco (16,7%), ilha do Faial (15,8%), Viana do Castelo (15,6%), Aveiro (15,4%) e Leiria (15,1%). Também Portalegre (14,3%), Guarda (13,6%), ilha do Pico (13,1%), Braga (12,6%), Beja (11,8%), Lisboa (11,6%), Faro (11,5%), Porto (10,4%) e Coimbra (9,9%) registaram subidas. 

As variações mais moderadas dos preços das casas observaram-se em Évora (7,1%), Vila Real (5,8%) e Bragança (3%). A única situação de estabilidade registou-se na ilha de Santa Maria, nos Açores, com uma variação anual de 0,1%.

No ranking dos preços por metro quadrado, Lisboa lidera como o distrito mais caro para comprar casa, com 4.653 euros/m2, seguido por Faro (3.941 euros/m2), ilha da Madeira (3.825 euros/m2), ilha de Porto Santo (3.681 euros/m2) e Setúbal (3.261 euros/m2). Logo a seguir surge o Porto (3.079 euros/m2) e a ilha de São Miguel (2.251 euros/m2).

Com valores intermédios das casas à venda estão: Aveiro (2.117 euros/m2), Leiria (1.992 euros/m2), Braga (1.896 euros/m2), ilha do Faial (1.748 euros/m2), ilha Terceira (1.720 euros/m2), Viana do Castelo (1.719 euros/m2), ilha do Pico (1.676 euros/m2), Coimbra (1.645 euros/m2), Évora (1.601 euros/m2) e Santarém (1.546 euros/m2).

Na parte inferior da tabela dos preços das casas no mercado surgem a ilha de Santa Maria (1.405 euros/m2), Beja (1.383 euros/m2), Viseu (1.381 euros/m2), ilha de São Jorge (1.341 euros/m2), Vila Real (1.124 euros/m2), Castelo Branco (1.052 euros/m2), Portalegre (946 euros/m2), Bragança (930 euros/m2) e, por fim, a Guarda (819 euros/m2).

Casas à venda mais caras em todas as regiões 

Nos últimos 12 meses, os preços das casas à venda subiram em todas as regiões do país. A maior subida anual foi registada na Região Autónoma dos Açores (20,6%), seguida do Alentejo (17,6%), da Região Autónoma da Madeira (17,5%), do Centro (14,5%) e da Área Metropolitana de Lisboa (13,9%). O Algarve apresentou uma valorização anual de 11,5%, enquanto o Norte registou a subida mais moderada (10%).

A Área Metropolitana de Lisboa, com um preço mediano de 4.350 euros/m2, continua a ser a região mais cara para comprar casa. Seguem-se o Algarve (3.941 euros/m2) e a Região Autónoma da Madeira (3.821 euros/m2). Logo depois surgem o Norte (2.523 euros/m2), o Alentejo (1.974 euros/m2) e a Região Autónoma dos Açores (1.964 euros/m2). O Centro, com um preço mediano de 1.766 euros/m2, mantém-se como a região mais barata para adquirir habitação.

Preço das casas em Portugal
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Índice de preços imobiliários do idealista

Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados ​​os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado. 

Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado. 

O relatório completo encontra-se em: https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/venda/

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