O mercado hipotecário português tem-se vindo a adaptar à realidade económica do país, marcada por casas à venda cada vez mais caras, poucas poupanças e baixos salários.
A procura por crédito habitação continua a acelerar em Portugal, impulsionada, sobretudo, pela garantia pública destinada aos jovens. Ao mesmo tempo, os principais bancos nacionais mantêm resultados sólidos, apesar da descida das taxas de juro e do clima de incerteza internacional motivado pela guerra no Médio Oriente.
Os apoios concedidos aos jovens na compra de casa em Portugal, como a garantia pública do crédito habitação e as isenções fiscais de Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) e Imposto de Selo (IS), agravam a crise na habitação, conclui o Fundo Monetário Internacional (FMI), sugerindo que os referidos apoios deveriam estar sujeitos à condição de recursos.
Os bancos portugueses utilizaram até março 62% do montante total atribuído pelo Estado no âmbito da garantia pública para compra de casa por jovens até aos 35 anos, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
O Governo reforçou a garantia pública para a concessão de crédito habitação para jovens em 750 milhões de euros, após novos pedidos das instituições financeiras, segundo um diploma publicado em Diário da República.
Os casais e mutuários com rendimentos mais baixos tendem a recorrer mais vezes à garantia pública para a compra de habitação própria permanente, apresentando ainda uma taxa de esforço maior, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
O Governo deverá voltar a aumentar a verba total destinada à garantia pública para a compra de casa por jovens até aos 35 anos. A elevada adesão a este apoio ao crédito habitação está a esgotar (outra vez) o limite disponível.
Responsáveis da banca portuguesa, reunidos no Fórum Banca 2026, em Lisboa, destacaram a adesão à garantia pública no crédito habitação para os jovens, mas apelaram para medidas do lado da oferta. O presidente executivo (CEO) do Banco Montepio, Pedro Leitão, considerou que os resultados mostram
Mais de 42% dos créditos para a compra de casa por jovens até aos 35 anos em 2025 foram feitos ao abrigo da garantia pública para o financiamento da primeira habitação, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).Entre janeiro e dezembro de 2025, foram feitos 59.832 contra
A contratação de créditos habitação em Portugal seguiu de vento em popa ao longo do ano passado. Os jovens reforçaram a compra de casas com a ajuda da garantia pública, o que acabou por elevar os níveis de financiamento bancário e diminuir a idade média dos compradores.
Nas últimas semanas, vários bancos pediram reforço das suas quotas da garantia pública, perante a elevada adesão pelos jovens a este apoio ao crédito habitação.
Numa altura em que a compra de casa com crédito habitação está em alta, Álvaro Santos Pereira, governador do Banco de Portugal (BdP) alerta que as instituições bancárias estão a esticar os prazos dos novos contratos além dos limites recomendados, o que permite elevar os montantes emprestados.
Atualmente, as regras macroprudenciais do Banco de Portugal (BdP) permitem financiar créditos habitação até um máximo de 90% do valor do imóvel. Estas são as regras gerais, que só são contornadas pela garantia pública que financia a 100% compra da primeira casa pelos jovens até aos 35 anos.
Hoje, existe uma elevada concorrência bancária no que diz respeito à concessão de crédito habitação. E a garantia pública, destinada à compra da primeira casa por jovens até aos 35 anos, tem-se revelado uma verdadeira aliada.
A garantia pública no crédito habitação foi reforçada em 350 milhões de euros, tendo o despacho que autoriza o reforço (o segundo) do montante sido publicado esta quarta-feira (24 de setembro de 2025) em Diário da República (DR). Sabe-se, desde já, que o Governo autorizou o reforço pedido por dois bancos: BPI (100 milhões de euros, elevando a sua quota total para 249,5 milhões) e Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Mafra (1,8 milhões de euros, passando a um total de 2,4 milhões).
A isenção de IMT e a garantia pública têm atraído cada vez mais jovens até aos 35 anos para comprar casa com recurso a crédito habitação. Mas muitos processos acabam por ficar pelo caminho, sobretudo, os pedidos realizados por jovens até aos 25 anos ou com salários mais baixos.
Dados recentes do Banco de Portugal (BdP) indicam que, no primeiro trimestre do ano, os contratos de crédito habitação com recurso à garantia pública do Estado – para jovens até aos 35 anos – representaram apenas 9% do número total de novos contratos e 13% do montante de novos contratos. Para a Deco, trata-se de um apoio à compra de casa – tem de ser a primeira de habitação própria permanente – que “não compensa” para muitos jovens.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) emprestou 530 milhões de euros em crédito habitação garantido pelo Estado, divulgou o banco público na apresentação das contas do primeiro trimestre.
O ministro das Finanças adiantou esta terça-feira (6 de maio de 2025) que há uma "forte adesão" à garantia pública para o crédito habitação a jovens, tendo já sido alocado 15% do valor atribuído até ao final do primeiro trimestre do ano.
O Governo autorizou a concessão de garantias ao crédito à habitação para jovens até 35 anos à Unión de Créditos Inmobiliários (UCI) e o reforço do concedido pelo Montepio, segundo um diploma publicado em Diário da República.O executivo lembrou o disposto no diploma “que estabelece as condições em qu
Há cada vez mais jovens a aderir à garantia publica no crédito habitação para comprar a sua primeira casa. Mas este apoio público acaba por ter “consequênciaS evidentes”, considera Mário Centeno, governador do Banco de Portugal (BdP).
A corrida ao crédito habitação está ao rubro, havendo muitos jovens aproveitar os incentivos do Governo tendo em vista a compra da primeira habitação. É o caso, por exemplo, da garantia pública do Estado, sendo que até ao início de abril os pedidos de financiamento ao abrigo desta iniciativa ultrapassavam os dois mil milhões de euros. Antecipa-se, por isso, o reforço da medida, que depende, no entanto, de um relatório a publicar pelo Banco de Portugal (BdP) em abril. O problema é que o documento não existe, não estando prevista a sua publicação.
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