Crédito da casa com prestação fixa? Há casos em que o valor vai variar
As famílias já podem avançar com a fixação da prestação do crédito habitação durante dois anos, uma nova medida do Governo que entrou em vigor no passado dia 2 de novembro.
Euribor a subir em Portugal: que impacto tem no crédito habitação?
É caso para dizer que o Banco Central Europeu (BCE) tirou o pé do acelerador, tendo feito recentemente uma pausa na subida das taxas de juro diretoras. Significa isto que a principal taxa de refinanciamento, que tem efeito direto nas taxas Euribor e consequentemente nos créditos habitação em Portugal, se manteve nos 4,5%. No artigo desta semana da Deco Alerta explicamos tudo sobre esta subida das Euribor, que está a ter impacto direto nas prestações que os portugueses pagam ao banco pelo empréstimo da casa – aqueles que têm contratos indexados a taxas variáveis.
Fixar a prestação: quem renegociou crédito após março está abrangido
Os clientes que tenham renegociado os créditos habitação já depois de março deste ano podem aderir ao regime que fixa a prestação do empréstimo durante dois anos, disse o Banco de Portugal (BdP) à Lusa. Desde a passada quinta-feira, 2 de novembro, e até fim de março de 2024 os clientes bancários com crédito para aquisição ou construção de habitação própria permanente podem pedir a adesão ao regime que fixa por dois anos a prestação paga mensalmente ao banco e por um valor inferior ao atual.
Taxa mista dá fôlego ao crédito da casa – pesa 55% nos novos contratos
A procura de crédito habitação arrefeceu ao longo de 2023, sobretudo, devido às elevadas taxas de juro conjugadas com a instabilidade do mercado. Mas, nos últimos meses, o montante concedido em novos empréstimos habitação tem vindo a recuperar, tendo subido 8% em setembro face a agosto, atingindo, assim, o maior valor dos últimos 15 anos. O que também é visível é que nesse mesmo período as famílias têm optado pelas ofertas a taxa mista, que representaram 55% dos novos empréstimos para habitação própria permanente em setembro.
Famílias em dificuldades vão sentir alívio ao fixar prestação, diz BCP
Há cada vez mais famílias com dificuldades em pagar as prestações da casa, devido à forte subida dos juros nos créditos habitação a taxa variável, que representam a maioria dos contratos em Portugal. E isso é bem visível na procura pelos apoios: só o banco BCP já fez 16 mil renegociações de contratos de crédito habitação até setembro e tem 2.400 contratos a beneficiar da bonificação dos juros. Quanto à fixação da prestação da casa, que vai entrar em vigor esta quinta-feira (dia 2 de novembro), Miguel Maya acredita que esta medida é "positiva", porque também alivia o esforço das famílias com dificuldades em pagar os empréstimos.
Fixar a prestação da casa: BdP vai controlar e explica como funciona
A partir da próxima quinta-feira, dia 2 de novembro, as famílias que estão a sentir dificuldades em pagar os créditos habitação vão poder fixar as prestações da casa durante dois anos.
Fixar a prestação agrava custo total do crédito habitação, avisa BPI
Quem está a pagar prestações da casa mais elevadas devido à subida dos juros pode recorrer a uma série de apoios, como é o caso da fixação da prestação da casa, que entra em vigor na quinta-feira, dia 2 de novembro. Mas deve-o fazer com cautela, tal como frisou o presidente do BPI. Segundo alerta João Pedro Oliveira e Costa, só deve fixar a prestação da casa quem realmente sente dificuldades, porque apesar do alívio imediato, há um agravamento no valor total pago pelo crédito habitação. Já no que toca à renegociação dos empréstimos, o BPI dá nota que 3.400 famílias decidiram fazê-lo segundo as novas regras. E houve ainda 4.700 agregados a beneficiar da bonificação dos juros.
Amortização de crédito habitação continua a aumentar
O montante total de empréstimos a particulares registou no final de setembro o primeiro decréscimo em termos anuais desde fevereiro de 2018, segundo dados revelados pelo Banco de Portugal (BdP) esta quarta-feira, 25 de outubro. A quebra é explicada pelo arrefecimento do crédito habitação.
Bonificação de juros: acesso mais difícil por cálculo do esforço
Há cerca de um mês, o Governo avançou com novas regras para o cálculo da bonificação dos juros, de forma a chegar a mais famílias, e aumentou o valor máximo deste apoio para os 800 euros por ano (ao invés dos 720 euros).
Há mais famílias a venderem a casa por não conseguirem pagar prestação
A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco) tem recebido cada vez mais pedidos de ajuda de famílias que estão a vender a casa por não conseguirem pagar a prestação do crédito ao banco.
Fixar a prestação da casa? Quem renegociar crédito fica de fora
Há uma nova medida desenhada pelo Governo de António Costa para mitigar os efeitos da subida dos juros nas prestações da casa. Trata-se da medida de fixação da prestação, que vem dar um desconto de 30% da Euribor durante dois anos.
Fixação da prestação da casa sem impacto na margem dos bancos, diz DBRS
A fixação da prestação da casa durante dois anos, aprovada pelo Governo, para mitigar o impacto da subida dos juros nos créditos habitação, não terá impacto na margem financeira dos bancos, prevê a DBRS.
Bonificação dos juros: reforço do apoio vai ser pago desde janeiro
É oficial: as novas regras de cálculo para a bonificação de juros do crédito habitação têm retroativos a janeiro de 2023, confirmou o Governo. Isto quer dizer que quem já beneficiava deste apoio ao pagamento da prestação da casa pode vir a receber um acréscimo desde janeiro.
Fixar a prestação da casa: guia do novo apoio ao crédito habitação
As medidas de apoio ao crédito habitação anunciadas pelo Governo, para mitigar o impacto da subida dos juros nos custos dos empréstimos, já foram publicadas em Diário da República. A partir de 2 de novembro e até fim de março de 2024, os clientes podem pedir ao banco a fixação da prestação da casa durante dois anos. Mas há regras e critérios que é preciso cumprir, e situações que podem ditar a exclusão de acesso ao apoio. Explicamos neste guia.
Crédito habitação: 85% das famílias chega à reforma a pagar a casa
Hoje, os jovens encaram sérias dificuldades no acesso a habitação própria. Encontram-se sufocados pela insegurança laboral - que os impede de poupar -, pelos elevados preços das casas à venda, bem como pelo agravamento dos custos no crédito habitação, a par do baixo poder de compra. Por todos estes motivos, muitos portugueses vão adiando a decisão de comprar casa. Mas os desafios não ficam por aqui: como se trata de um compromisso de longo prazo, são muitas as famílias que chegam à idade da reforma e continuam a pagar a prestação da casa.
Isenção do imposto de selo na fixação da prestação da casa
É oficial. O Governo vai isentar do pagamento do imposto de selo as operações de fixação da prestação do crédito habitação durante dois anos, segundo a proposta do Orçamento do Estado para 2024 (OE2024).
Crédito habitação: juros caem e taxa mista ganha força em agosto
As famílias continuam a recorrer ao financiamento bancário para comprar casa, apesar do clima macroeconómico instável e das elevadas taxas de juro. É isso mesmo que mostram os dados do Banco de Portugal (BdP) esta quarta-feira publicados: o montante dos novos empréstimos habitação subiu em agosto face a julho para 1.728 milhões de euros. E, agora, estas famílias estão a contratar empréstimos habitação de forma diferente, já que a maioria recorre à taxa mista ao invés da variável. Em resultado destas escolhas, a taxa de juro média no crédito da casa caiu pela primeira vez desde 2022 para 4,23% em agosto.
Prestação da casa volta a ficar mais cara em outubro: quanto sobe?
A política monetária do Banco Central Europeu (BCE) está a ficar cada vez mais restritiva, estimulando a subida das taxas Euribor para todos os prazos. Este cenário não é favorável às famílias que pretendem comprar casa em outubro com recurso ao crédito habitação a taxa variável, uma vez que as prestações da casa estão mais caras, tal como mostram as simulações do idealista/créditohabitação. Também quem está a pagar empréstimo da casa ao banco vai sentir um novo agravamento da despesa em outubro.
Apoio ao crédito da casa: "Estamos a empurrar o problema com a barriga"
O contexto atual é desafiante. As famílias que têm crédito habitação indexado à Euribor estão a sentir as prestações da casa subir a pique.
Prestação da casa desce 25% com novos apoios à habitação - como?
Esta quinta-feira, o Governo apresentou novas medidas de apoio à subida dos juros nos créditos habitação. Uma delas permite dar um desconto na Euribor de 30% no prazo de dois anos. E a outra reforçou e alargou a bonificação de juros a mais famílias. O efeito conjugado de destas duas medidas de apoio ao crédito habitação permite reduzir em 25% o encargo mensal com prestação da casa de um empréstimo de 100 mil euros e maturidade de 30 anos, segundo cálculos do Governo.
Bonificação de juros é alargada a mais famílias: o que muda?
Quem está a ter dificuldades em pagar a prestação da casa vai poder aceder a um conjunto de novos apoios desenhados pelo Governo.
Prestação da casa com desconto de 30% por 2 anos – como vai funcionar?
Para tentar colmatar o impacto da subida das taxas de juro no orçamento das famílias, o Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira, 21 de setembro de 2023, novas medidas para baixar e estabilizar as prestações da casa. A redução consegue-se com a aplicação de um indexante correspondente a 70% da Euribor durante dois anos, assegurando sempre que o valor em dívida do crédito habitação não aumenta. Ao que tudo indica, os bancos estarão preparados para receber candidaturas a partir de 2 de novembro. Explicamos o que está em causa e como vai funcionar este apoio.
Prestação da casa sobe mais de 40% num ano para 379 euros
A subida da Euribor a todo o vapor nos últimos dois anos agravou as taxas de juro e as prestações da casa da maioria das famílias que contrataram crédito habitação em Portugal, uma vez que a taxa variável representa quase 90% do total dos contratos. Agora, o Instituto Nacional de Estatística (INE) relevou qual é a dimensão dessa subida: as taxas de juro implícitas aumentaram para 4,089% em agosto de 2023, o valor mais elevado desde março de 2009. E a prestação da casa média fixou-se em 379 euros, refletindo uma subida superior a 41% em apenas um ano.
Juros do BCE em 4,5%: como fica a prestação da casa com a nova subida
O rumo da política monetária do Banco Central Europeu (BCE) ficou “em aberto”, aguardando novos dados macroeconómicos. Mas, depois de se confirmar que a inflação na Zona Euro vai continuar “demasiado elevada durante demasiado tempo”, a presidente Christine Lagarde decidiu avançar com uma nova subida as taxas de juro diretoras em 25 pontos base esta quinta-feira (dia 14 de setembro), elevando a principal taxa de refinanciamento para os 4,50%, o maior valor desde maio de 2001. Esta não é uma boa notícia para quem tem crédito habitação a taxa variável ou está a pensar contratar um, uma vez que a decisão do regulador europeu dará um novo estímulo à subida da Euribor e, por conseguinte, às prestações da casa. E, segundo os especialistas ouvidos pelo idealista/news, este não deverá ser o último aumento dos juros diretores. Também Lagarde admitiu que "é demasiado cedo para dizer se as taxas de juro do BCE atingiram o seu pico”, embora tenha deixado a porta aberta para haver uma pausa na próxima reunião.
Governo está a estudar apoios para estabilizar prestação da casa
O primeiro-ministro, António Costa, adiantou que o Governo está a aguardar pela decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre os juros para aprovar, em Conselho de Ministros na próxima semana, medidas de apoio às famílias com créditos habitação.
"Aguardamos pela decisão do BCE para que o Conselho de