Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Banca continua disponível para financiar a compra de casa e mantém critérios apesar da pandemia

Resultados do “Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito” do Banco de Portugal.

Imagem de Harry Strauss por Pixabay
Imagem de Harry Strauss por Pixabay
Autor: Redação

O negócio do crédito à habitação continua a estar ao rubro em tempos de pandemia, com os bancos a mostrarem disponibilidade para financiar a compra da casa e a manterem “praticamente inalterados” os critérios de concessão de novos financiamentos. Uma tendência que se deverá manter nos próximos meses, segundo dados que constam na edição de janeiro do “Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito”, do Banco de Portugal (BdP). 

No que diz respeito à oferta, os critérios de concessão de crédito a particulares ficaram, no quarto trimestre de 2020 face ao anterior, “ligeiramente mais restritivos, no crédito ao consumo, e praticamente inalterados no crédito à habitação”, conclui o BdP, acrescentando que as expetativas para o primeiro trimestre de 2021 apontam para “critérios de concessão de crédito mais restritivos para empresas (especialmente para PME e em empréstimos de longo prazo) e praticamente inalterados para particulares”. 

Relativamente à procura de empréstimos por parte de particulares, o regulador indica que, no quatro trimestre do ano passado face ao anterior, manteve-se “praticamente inalterada, tanto no crédito à habitação como no crédito ao consumo”. O mesmo deve acontecer nos primeiros três meses deste ano.

Segundo o BdP, os critérios de concessão de crédito a empresas e particulares – sem contar com o crédito à habitação – voltaram a tornar-se “mais restritivos” no quarto trimestre de 2020, face ao trimestre anterior, refletindo uma “maior perceção de riscos” associados à situação económica. O regulador adianta que os critérios de concessão de crédito a empresas tornaram-se “mais restritivos sobretudo em empréstimos de longo prazo”.

Em causa está, no setor empresarial, a “maior perceção de riscos associados à situação e perspetivas de setores ou empresas específicos e, em menor grau, de riscos associados à situação e perspetivas económicas gerais e às garantias exigidas”, a par de uma “ligeira menor tolerância de riscos”.

Já no caso dos particulares, na base das maiores restrições está uma “ligeira maior perceção de riscos associados à situação e perspetivas económicas gerais nos empréstimos ao consumo”.

De referir que o questionário que esteve na base do relatório divulgado pelo BdP foi enviado aos bancos no dia 3 de dezembro de 2020, tendo o envio das respostas ocorrido até dia 23 de dezembro do mesmo ano.