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A tempestade perfeita que fez o negócio do crédito à habitação crescer em plena pandemia

Bancos enprestaram cerca de 11,4 mil milhões de euros para comprar casa em 2020, mais 7,14% que em 2019, que também já era um valor recorde desde 2008.

Imagem de pakawoot por Pixabay
Imagem de pakawoot por Pixabay
Autor: Redação

A pandemia da Covid-19 deixou – e continua a deixar – marcas na economia, mas há um negócio que parece estar a sobreviver ao impacto da crise pandémica, o crédito à habitação: o financiamento para a compra de casas chegou em 2020 a um valor recorde no mercado nacional, tendo os bancos concedido um total próximo de 11,4 mil milhões de euros, atingindo níveis que já não se registavam há mais de uma década. Como é possível conseguirem-se estes números em tempos de incerteza social e económica? É caso para dizer que estamos perante uma tempestade perfeita que está a permitir aos bancos manter aberta a torneira do crédito à habitação e às famílias avançarem para a compra de casas, apoiadas por empréstimos.

Entre os fatores que levam ao aumento da procura de crédito à habitação está o surgimento da necessidade e vontade de adquirir novas tipologias de habitação, nomeadamente moradias, imóveis com espaço exterior ou condições para instalação de uma zona de trabalho, tal como explicam os especialistas do idealista/créditohabitação.

Outro contributo positivo para esta procura passa pelas taxas de juro historicamente baixas, fomentadas tanto pelas políticas do Banco Central Europeu (BCE), que pressionam as taxas Euribor a manterem-se em mínimos históricos, como pelos spreads competitivos praticados pelas instituições de crédito, que continuam a apostar no crédito à habitação como meio de captação de clientes.

As taxas de juro baixas não só precipitam a procura de uma nova casa como também criam condições para que os portugueses negoceiem o seu crédito à habitação atual, procurando obter melhores condições junto do seu banco ou transferindo o empréstimo para outra instituição, gerando dinamismo no mercado. 

De acordo com os ‘experts’ do idealista/créditohabitação, algo que também deve ser levado em conta é a maior digitalização dos serviços, no atual contexto de maior uso de dispositivos a partir de casa. A possibilidade de solicitar um crédito à habitação à distância, evitando inúmeras visitas a instituições de crédito, recolha e envio de documentação a vários bancos ou conjugações de informações prestadas por diferentes intervenientes, tornou-se um argumento forte e ajudou também a fomentar o negócio. Atualmente, é possível comparar diferentes ofertas de bancos, centralizar o envio de documentação num interlocutor e conseguir a aprovação do crédito à habitação mesmo antes de encontrar a casa que se procura: basta procurar um intermediário de crédito que ajude com estas tarefas, sem qualquer custo ou compromisso.