Vila para nómadas digitais na Madeira já atraiu 2.600 pessoas

O projeto-piloto, na Ponta do Sol, foi desenvolvido pela Secretaria Regional da Economia através da Startup Madeira.
Vila para nómadas digitais na Madeira já atraiu 2.600 pessoas
Photo by Tim Roosjen on Unsplash

Atrair nómadas digitais de todo o mundo para viverem e trabalharem remotamente na ilha como verdadeiros locais, por um período entre um e seis meses. Este é o propósito do Digital Nomads Madeira, desenvolvido pela Secretaria Regional da Economia através da Startup Madeira e, ao que tudo indica, está a ser um sucesso. Até ao final de janeiro, a organização já tinha recebido cerca de 2.600 inscrições, um número que ultrapassa, em larga escala, as expectativas.

O projeto, também noticiado pelo idealista/news, correu o mundo, e suscitou o interesse de muitas pessoas. A Ponta do Sol, neste caso, vai servir como cartão de visita através da Digital Nomad Village, que reúne as “condições perfeitas para os nómadas que procuram o clima quente, o sol e um estilo de vida tranquilo”. O repto foi lançado e o feedback é positivo.

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“Até ontem [25 de janeiro] tínhamos recebido 2600 inscrições”, disse ao Público o CEO da Startup Madeira, Carlos Lopes, adiantando não estarem à espera de tantas respostas positivas a este desafio. “A Madeira consegue receber e absorver facilmente 2600 pessoas. Basta ver o número de pessoas que aqui chega quando um cruzeiro atraca”, refere, tendo em conta que muitos dos inscritos pretendem ficar entre “dois, três meses”. Ainda assim, e para já, devido às restrições de circulação impostas, nem todos poderão viajar nesta fase.

E quem vai chegar à ilha da Madeira? Pessoas de várias idades e de vários países: EUA, Canadá, Austrália, Reino Unido, Brasil, Rússia, Turquia, China, entre outros. Já em fevereiro, a Startup espera receber entre 50 e 70 nómadas digitais, que serão acompanhados por uma equipa que os ajuda em todos os processos, desde vistos, deslocação, alojamento, entre outras necessidades.

“As regras de segurança serão totalmente cumpridas quer à entrada do aeroporto, quer no próprio espaço, cumprindo o distanciamento social, utilização de máscaras, desinfecção e restantes recomendações das autoridades de saúde”, garante o responsável. O CEO acredita ainda que, apesar das limitações de voos e deslocações em todo o mundo, e quando a situação pandémica melhorar, “os empresários e comunidade local poderão receber os frutos deste posicionamento.”

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